Pilares do Futuro estreia oficina no Movimento Inova, evento on-line da rede estadual paulista 

PRI - Pilares Templates (8)

Educadores e estudantes da rede estadual paulista terão a oportunidade de conhecer e experimentar a plataforma  Pilares do Futuro.  Trata-se da segunda edição do Movimento Inova, evento organizado pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo que, ao longo de dois dias, vai oferecer a professores e estudantes  palestras, oficinas, hackathons e  apresentação de  experiências de práticas educacionais inovadoras. 

Nessa primeira experiência formativa da Pilares do Futuro, a expectativa é sensibilizar  estudantes sobre essa temática por meio de atividades cotidianas como por exemplo, entender como os algoritmos funcionam  quando fazemos uma busca por algum termo ou assunto. “Você sabia que a nuvem não existe?”, essa será uma das diversas reflexões que a oficina pretende instigar também nos docentes, para que possam ampliar o olhar para a tecnologia como um campo de conhecimento, não apenas uma “ferramenta” de ensino. 

Batizada de  Cidadania Digital Design Meeting, a oficina será conduzida pela educadora Bruna Nunes, editora da Pilares do Futuro. 

Agende-se
Data:  23 de Outubro
Hora: 15:30
Transmissão ao vivo pelo canal do Youtube, e página no Facebook do Centro de Mídias da Educação de São Paulo e pela TV Escola.

Fique atento e participe!!! 

Já ouviu falar em “T Shaped Individuals”?

Pixabay

Palestra no Four Summit 2019 apresenta o conceito de profissionais que se aprofundam em um determinado assunto sem deixar de lado a visão do todos e a curiosidade por outras áreas do saber

T Shaped Individual” é um termo utilizado para caracterizar a experiência, o aprendizado e a adaptabilidade humana, destacando que não é suficiente se especializar em uma determinada área de conhecimento, e não se interessar por outros temas. Esse foi o tema da palestra ministrada por Levindo Santos, que utilizou três exemplos para explicar o “T Shaped Individual”.

O primeiro exemplo foi o experimento social feito pelo Washington Post em que o famoso violinista Joshua Bell toca numa estação de metrô da cidade dois dias depois de ter feito uma performance lotada de gente. Quando ele toca, anonimamente, na estação, a reação é muito diferente, poucas pessoas pararam para ouvi-lo e só uma reconhece o músico. Um funcionário da estação nem percebeu que tinha um músico pois estava de fones de ouvido. O exemplo, segundo o palestrante, teve a intenção de mostrar que muitas vezes nos condicionamos a só “ouvir” o que programamos, nem pensamos em descobrir coisas diferentes.

O segundo exemplo foi de uma faculdade nos EUA chamada “St John’s College” uma instituição que à primeira vista, até causa uma má impressão, pois ela oferece um único curso superior, sem graduação específica, um diploma de “bacharel interdisciplinar”. Como exigência, leitura de 25 livros por ano, ensino a distância, e custa 135 mil reais por ano. Porém, essa faculdade já existe desde 1697, e o palestrante mostra um vídeo com vários depoimentos de ex-alunos dizendo que a faculdade foi ótima para eles pois os preparou pra vida, mais do que para um tema em si.

O último exemplo foi de uma pessoa que ficou órfã aos 10 anos, sempre morou na mesma região em que nasceu, e nunca viajou mais do que 300 km de sua casa. Qual seria a chance de essa pessoa, por exemplo, deixar algum legado pra humanidade? Pois essa pessoa é Johann Sebastian Bach, um dos maiores compositores da história, que descobriu seu talento para música muito jovem, tocava violino, cello, flauta, harpa, órgão, cravo e ainda cantava. Estudou a música de sua época, foi compositor, professor, músico de performance, matemático etc. Compôs para todos os gêneros musicais da sua época com exceção de sinfonias e óperas, e influenciou outros gênios da música como Mozart e Beethoven. Tudo isso sem viajar mais do que 300 km, algo que não fez diferença para que ele deixasse um dos maiores legados para a humanidade. 

A ideia do palestrante em expor o “T Shaped Individual” foi chamar a atenção para a importância de se dar uma chance para a sorte, por mais que as possibilidades de encontrar o Joshua Bell tocando numa estação de metrô sejam muito pequenas. É fundamental que se busque, que se vá atrás para algo acontecer, também tirar os fones, caminhar mais, descobrir seus interesses, mesmo que você não veja uma aplicação prática para eles, escutar música, aprender instrumentos, ler sobre temas distintos, estudar sobre artes, cinema etc. “As pessoas interessadas tendem a ser pessoas interessantes”, conclui.