Cidadão na rede: para usar e disseminar

Projeto Cidadão na Rede  alerta sobre os principais perigos da internet e aponta caminhos para usá-la da melhor forma. 

Lançado em outubro de 2020 pelo Ceptro.br, órgão do NIC.br que desenvolve diversas ações de formação, medição e disseminação sobre a infraestrutura da Internet no Brasil, o site apresenta 12 vídeos de aproximadamente 15 segundos cada, bastante simples e de fácil compreensão, que trazem  exemplos sobre  como se prevenir e resolver problemas na internet. 

O primeiro vídeo apresenta o problema do cyberbullying, enfatizando a seriedade  do tema e que não se deve desrespeitar ninguém na internet. O segundo destaca que  reiniciar o roteador pode resolver o problema de conexão fraca da internet. O terceiro mostra que o direito do consumidor também existe na internet, podendo cancelar uma compra em até 7 dias depois.. O quarto traz alertas para verificar se o site é seguro, como por exemplo, observar se tem cadeado fechado. 

O quinto vídeo explica que vídeos em geral consomem muita internet e que caso tenha mais pessoas usando pode sobrecarregar. O sexto mostra que existe um gerenciador de senhas para guardar todas elas sem esquecer. O sétimo fala sobre como verificar a senha em duas etapas além de ter uma senha forte. O oitavo mostra que existem repetidores de wifi para ampliar o sinal, caso um cômodo da casa esteja sem internet. O nono alerta para não deixar o roteador em lugar fechado. O décimo aconselha a não usar a mesma senha para várias contas. O penúltimo vídeo reforça a importância de criar senhas fortes para mais segurança. E o último alerta para não compartilhar boatos como verdades na internet. 

O Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações é responsável por iniciativas e projetos que apoiam ou aperfeiçoam a infraestrutura da Internet no Brasil, contribuindo para seu desenvolvimento. Entre as iniciativas para medir a qualidade da Internet no País, destaque para o SIMET, que, com medições independentes, subsidia os provedores de acesso com informações que possibilitam a melhoria contínua das redes. 

Entrevista – Grace Gonçalves

Este é o 10º post da série de mini-entrevistas com especialistas e
estudantes convidados que vão apresentar seu ponto de vista para perguntas-chave sobre educar em cidadania digital, tema do nosso novo projeto, a plataforma colaborativa Pilares do Futuro

Bacharel em Sistemas de Informação, MBA em Sustentabilidade em Tecnologia da Informação e Comunicação (LASSU), graduanda em matemática e pós-graduanda em Computação aplicada à Educação pela USP ICMC. Atualmente é Design de Tecnologia Educacional no Colégio Miguel de Cervantes, coordenadora da Comunidade Praxis e  coordenadora da Comunidade Te & Ti Partners Brasil.

Como você definiria a importância de educar para a cidadania digital atualmente? 

Sempre soubemos da importância de educar e compartilhar nossas experiências, mas o ano de  2020 impactou a rotina de todos. Muitas pessoas viveram a necessidade crescente de se apoiar em alguma experiência inovadora, alguma tecnologia que prendesse a atenção dos  alunos, ou alguma ação que pudesse amenizar todo o impacto das mudanças, com o objetivo  contínuo de oferecer cidadania, momentos produtivos, saudáveis e colaborativos. A cidadania digital pautou toda e qualquer ação educativa; qualquer detalhe do mundo virtual,  grande ou pequeno, exigiu atenção redobrada. Nunca estivemos tão conectados como hoje.  Isso, em minha opinião, evidencia a importância de trabalhar a cidadania digital em todos os  âmbitos e chama a atenção para o papel preponderante da escola, na figura do professor, dos estudantes e de todos os envolvidos nesse processo.  

Quais os temas você considera prioritários de serem trabalhados pela escola? 

Considero importante um olhar direcionado e atencioso, pois é preciso trabalhar cada momento de maneira individual, respeitando a realidade de cada instituição. É necessário  focar na prevenção, trazendo à tona temas relevantes como fakenews, phishing e  cyberbullying, amplificando conceitos da cidadania digital como a saúde e o bem-estar digital.  Precisamos discutir direito e responsabilidade, treinando a escuta e tornando os alunos protagonistas das iniciativas e dos projetos de cidadania digital, para que desenvolvam a capacidade de saber como e quando usar a tecnologia digital. 

Gostaria de recomendar algum material ou publicação de orientação que pode inspirar a elaboração de boas práticas? 

Recomendo um tour pelo site da comunidade TE e TI Partners, que surgiu no formato de uma  tímida fanpage de Tecnologia Educacional e Sustentabilidade em 2012 e, com o passar dos anos, se tornou uma sólida comunidade de profissionais e especialistas em Tecnologia Educacional e Tecnologia da Informação voltados à educação, cujo objetivo é apoiar colegas  que atuam em outras instituições, ampliando o compartilhamento de experiências e  conhecimentos entre as áreas , estreitando a parceria e o alinhamento de processos e serviços por meio de encontros presenciais, lives e grupos em redes sociais, sempre em busca das  melhores e mais adequadas soluções para potencializar as aprendizagens de todos os  envolvidos nessa área, sejam eles alunos, educadores ou gestores. 

Conhece alguma boa prática em cidadania digital que poderia relatar brevemente? 

Pensando no ensino remoto, para as aulas recomendo o site (espanhol) pantallas amigas, que apoia as abordagens relacionadas à cidadania digital. Para as famílias, prescrevo o curso do NIC.br totalmente gratuito e on-line organizado pelas brilhantes instrutoras Kelli Angelini e  Karolyne Utomi, chamado Filhos Conectados. O curso oferece todo o conteúdo que pais, mães  e responsáveis precisam para proteger seus filhos e filhas no ambiente digital e para prepará los para utilizar a Internet da melhor forma possível. E para as escolas, recomendo os projetos e as palestras realizadas pela da Dra. Cristina Sleiman, tive a oportunidade de participar de alguns projetos educacionais organizados por ela, e sem dúvida aprendi muito, foi de grande valia para minha atuação profissional e social. 

O que você considera mais desafiante: elaborar uma atividade educativa sobre cidadania digital ou registrar e compartilhar a atividade? 

Como design de projetos, para mim é prazeroso poder elaborar, registrar e compartilhar  atividades sobre cidadania digital. Todavia considero desafiador cimentar projetos de etiqueta ou alfabetização de cidadania digital, e fazer suas ações perdurarem de modo a não apenas  remediar a causa inicial de um eventual problema, mas transformando-os em gatilhos preventivos que possam evitar situações futuras inóspitas, e compor a rotina diária dos  usuários super conectados do século XXI.

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Pilares do Futuro encerra primeira chamada de boas práticas

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Lançada em agosto de 2020, a Pilares do Futuro é uma plataforma totalmente dedicada à busca e compartilhamento de boas práticas educativas em cidadania digital.

Na sequência do lançamento, foi organizada uma Jornada de LIVES sobre temas relacionados à cidadania digital: proteção de dados, diversidade, alfabetização midiática e formação de professores. Todas estão disponíveis aqui.

Em outubro, a equipe da Pilares realizou duas oficinas, uma delas no Movimento Inova, para centenas de educadores e alunos da rede estadual paulista e que já pode ser vista no vídeo a seguir: 

A segunda oficina, para ideação de boas práticas (foto acima), recebeu o nome de Cidadania Digital Design Meeting e ocorreu no dia 28/10.  As 20 vagas foram preenchidas por meio de um processo seletivo, que priorizou diversidade regional.  A oficina teve, ainda, a participação de duas estudantes do Imprensa Jovem da rede municipal de São Paulo. 

Para 2021, estão previstas outras oficinas e formações que serão divulgadas em breve. 

Desde que lançou uma  chamada aberta para educadores enviarem propostas ou relatos de práticas pedagógicas sobre cidadania digital,  recebeu 24 envios nas seguintes temáticas: 

  • Superexposição
  • Alfabetização mediática
  • Cybersegurança
  • Cultura da colaboração
  • Identidade digital
  • Intimidade na internet
  • Saúde mental e física na internet

Algumas práticas já foram publicadas, outras ainda estão sendo analisadas pelo comitê curador, mas até o final do semestre, todas já estarão na plataforma. 

No dia 16/11, Priscila Gonsales, uma das idealizadoras e curadora da Pilares participa de painel sobre práticas em proteção de direitos de crianças e adolescentes no 5º Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet.