Entrevista – Raquel Franzim

Este é o 9º post da série de mini-entrevistas com especialistas e
estudantes convidados que vão apresentar seu ponto de vista para perguntas-chave sobre educar em cidadania digital, tema do nosso novo projeto, a plataforma colaborativa Pilares do Futuro

Educadora, com experiência em ensino público, educação para bebês e crianças pequenas e formação de docentes e gestores. Desde 2015 atua no Instituto Alana, onde atualmente coordena a área de educação. É uma das organizadoras das publicações ‘Protagonismo – a potência de ação da comunidade escolar’, ‘O ser e o agir transformador – para mudar a conversa sobre educação’ e ‘Criatividade – mudar a educação, transformar o mundo’. Assina o argumento da série produzida pela Maria Farinha Filmes ‘Corações e mentes, escolas que transformam’. É professora da Pós-Graduação ‘A vez e a voz das crianças: escutas antropológicas e poéticas das infâncias’ na Casa Tombada.

Como você definiria a importância de educar para a cidadania digital atualmente?
Aprender a participar de forma cidadã dentro e fora da internet é imprescindível para lidar com os desafios do século XXI. A educação para a cidadania se estende ao ambiente digital. Não faz mais sentido separarmos o exercício da cidadania de espaços conectados ou não conectados, da vida off-line. Vimos com a pandemia da Covid-19 o quanto o exercício dos direitos civis foram mediados por ferramentas de informação e comunicação e quanto é excludente a falta de acesso à internet e a falta de habilidades necessárias para transitar no mundo digital de forma segura, ética e responsável.
Uma educação pública de qualidade para todos tem que educar estudantes para viver e usufruir das oportunidades do seu tempo. E o tempo atual é marcado pelas tecnologias digitais. Então, a tecnologia e o como usá-la de forma significativa e positiva precisa ser incorporada às práticas pedagógicas da escola. Precisamos conectar a escola de forma qualificada à cultura digital que permeia a vida dos estudantes e professores para construir realmente uma educação com equidade e contemporânea à vida das crianças, jovens e todos os estudantes.

Quais os temas você considera prioritários de serem trabalhados pela escola?
As ameaças no ambiente digital são muitas assim como aquelas dos diferente espaços sociais que transitamos.
É comum o ensino relacionado à cidadania digital  a partir de uma abordagem nos danos que crianças e adolescentes possam sofrer na experiência de navegar pela internet de forma descuidada ou sem orientação.
No entanto, questões específicas de exposição à violências no mundo online refletem os problemas sociais que precisam ser tratados também no mundo offline. E o importante é que os professores convidem os estudantes a refletirem criticamente sobre esses problemas a partir de suas próprias visões e experiências, sendo protagonistas tanto na sua leitura quanto na sua resolução.
Um bom caminho para prevenir situações de violência e promover uma relação ética tanto com o mundo analógico quanto digital não se dá com apenas uma ação. Precisa ser um conjunto articulado e intencional, em toda a educação básica que envolve desde a capacidade de ler o mundo de forma crítica, de desenvolver autoconhecimento e autocuidado até o de aprender a identificar situações de vulnerabilidade, de fazer boas escolhas, de gerenciar as situações de risco de forma ética para evitar o dano. Também quando pensamos no desenvolvimento socioemocional dos estudantes o ambiente digital é repleto de oportunidades de aprendizagem sobre reconhecer necessidade de si e do outro, ter empatia, relacionamento social baseado no respeito incondicional, liberdade, autonomia, colaboração, acolhimento e valorização da diversidade. Ou seja, estamos falando de uma educação em uma perspectiva de direitos humanos mediadas pelas tecnologias.

 

Gostaria de recomendar algum material ou publicação de orientação que pode inspirar a elaboração de boas práticas?
Recentemente, o Instituto Alana produziu uma série de conversas online sobre Ser criança no mundo digital com o apoio do Nic.br, Safernet Brasil e Portal Lunetas. Duas das conversas trazem a educação, a participação e a cidadania digital para o centro do debate. Vale conferir.

 
 
Conhece alguma boa prática em cidadania digital que poderia relatar brevemente?
Vou aqui dar um exemplo que elucida o protagonismo dos estudantes na utilização de plataformas digitais como forma de expressão, promoção de causas e projetos de impacto social. Estudantes dos 7º e 8º anos do Ensino Fundamental do Colégio Municipal Professora Didi Andrade, em Itabira (MG), não se sentiam ouvidos ou atendidos em suas necessidades e angústias para expressar suas opiniões e denunciar com segurança práticas de violências e preconceitos, tanto dentro como fora das salas de aula.  
Para dar visibilidade para temas como racismo, abuso, violência doméstica e machismo, a turma planejou, com o apoio de professores e da gestão escolar, uma maneira criativa e respeitosa de divulgar essas histórias: promoveram rodas de conversa, construíram histórias a partir dos depoimentos, que foram dados de forma anônima, e interpretaram o roteiro em vídeos compartilhados em um canal de YouTube.
As primeiras sessões foram exibidas apenas no ambiente escolar, durante as aulas, como forma de trazer novas reflexões, incentivar a solidariedade, a empatia e abrir um canal para o diálogo. Depois os vídeos ficaram abertos. Os alunos envolvidos no projeto relatam que tiveram com esse projeto a experiência de sentirem a potência de sua voz porque ao gravar um vídeo para o mundo, estão contribuindo para combater preconceitos e violências que os afetam.
 
 
O que você considera mais desafiante: elaborar uma atividade educativa sobre cidadania digital ou registrar e compartilhar a atividade?  
Os desafios estão nas duas. São complementares, não podemos separar. O registro das práticas educativas é muito importante para criar uma memória das boas práticas e contribuir para sua sustentabilidade e como também para inspirar outros professores e professoras. Nada mais formativo do que um colega contando dos desafios e das possibilidades para outros colegas.

 

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Este é o 8º post da série de mini-entrevistas com especialistas e
estudantes convidados que vão apresentar seu ponto de vista para perguntas-chave sobre educar em cidadania digital, tema do nosso novo projeto, a plataforma colaborativa Pilares do Futuro

Professor do programa de pós-graduação lato sensu e líder de projetos e pesquisador do Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV DIREITO SP. Doutor e mestre em Direito Constitucional pela Universidade de São Paulo. Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo. É colaborador da Sociedade Brasileira de Direito Público desde 2011, onde coordenou a Escola de Formação Pública (2017). Foi professor de Filosofia do Direito da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (2017-2018). Membro do comitê curador da plataforma Pilares do Futuro

Como você definiria a importância de educar para a cidadania digital atualmente?

Há um tempo houve uma moda de programas de sobrevivência. A pessoa era largada em florestas, desertos, ilhas e tinha que sobreviver. Imagine entrar num ambiente que pode ser perigoso, mas sem nenhum preparo, contando só com a sorte de que nada aconteça com você. As tecnologias podem ser isso. Para mim, uma primeira importância da educação para cidadania digital é preparar as pessoas para não serem prejudicadas pela tecnologia, ainda que elas mesmas não a usem.

Mas essas tecnologias não são apenas fonte de riscos. Elas também criam oportunidades e fortalecem laços entre as pessoas. A segunda importância, e talvez a mais relevante, é formar pessoas capazes de desenvolver-se e exercer a sua cidadania nos ambientes digitais e por meio de instrumentos digitais. E cidadania não é somente o conjunto de direitos que nós temos (direito à imagem, direito à saúde, etc.), mas também o conjunto de deveres que temos perante ao próximo e à sociedade. É por isso que não podemos apenas enfatizar o direito à informação de qualidade, mas devemos ressaltar nosso dever de não causar desinformação e pânico.

Quais os temas você considera prioritários de serem trabalhados pela escola?

Tecnologias digitais não são apenas tecnologias de informação e comunicação e não se resumem à internet. Acho essa a primeira ideia fundamental. A escola deve ser capaz de formar as pessoas para entenderem como o “digital” as afeta nas mais variadas esferas da vida, ainda que não diretamente. Por exemplo: o que significa estar numa escola com câmeras de reconhecimento facial? Ainda que não seja Internet, é algo que afeta a dinâmica daquele lugar.

Mas se enfocarmos apenas a Internet, existe uma ideia de “escada de participação online” de crianças e adolescentes. São estatísticas que mostram que, de acordo com a idade, as pessoas fazem mais ou menos atividades específicas nas redes. No Brasil, a pesquisa TIC Kids Online, do Cetic.br, dá uma ideia dessas atividades. Para mim, a formação deveria acompanhar essas informações aplicadas ao contexto social de crianças e adolescentes da escola específica.

Em síntese: 58% de crianças de 9 a 10 anos já baixaram aplicativos na internet. As escolas têm que conscientizá-las desde antes sobre o que significa “baixar um aplicativo” e trabalhar questões como “compras em jogos”, interação com pessoas desconhecidas em jogos e aplicativos, além de questões de saúde que acompanham essas atividades e são relevantes. Apenas para ficar com alguns exemplos.

Gostaria de recomendar algum material ou publicação de orientação que pode inspirar a elaboração de boas práticas?

Tive a oportunidade de liderar um projeto no Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito SP (CEPI FGV Direito SP), em parceria com o NIC.br, para elaboração de 16 cursos de formação em temas de direitos humanos digitais. São vários temas, que cobrem desde cyberbullying e intimidade, até termos de uso e proteção de dados. O projeto foi coordenado pela Marina Feferbaum e pela Kelli Angelini e os cursos estão disponíveis neste link.

Além disso, fizemos um conjunto de webinars em que muito conteúdo bom foi indicado. A compilação pode ser encontrada em dois textos que fizemos:

O que aprendemos sobre jovens e Internet? (Parte 1) – O que aprendemos sobre jovens e Internet? (Parte 2


Conhece alguma boa prática em cidadania digital que poderia relatar brevemente?

Durante nossas conversas com colégios tivemos a oportunidade de conhecer um grupo de trabalho interinstitucional, composto por membros de equipes de tecnologia de diferentes escolas, que se reuniam para discutir vários temas, casos concretos e outras questões. O nome era TE & TI Partners, tocado pela Grace Kelly, do Colégio Miguel de Cervantes. Eu considero a criação de uma rede de profissionais de diferentes escolas uma iniciativa muito boa para trocas e experiências.

Além disso, eu não poderia deixar de mencionar as atividades realizadas no Dia da Internet Segura, organizado principalmente pela SaferNet Brasil. É um conjunto inspirador de dinâmicas e atividades conduzidas por diferentes atores no mês de fevereiro. Tem vídeos, materiais didáticos, sugestões de dinâmicas. Dá para se ter uma ideia pelo seguinte link


O que você considera mais desafiante: elaborar uma atividade educativa sobre cidadania digital ou registrar e compartilhar a atividade?

Cada uma dessas atividades têm desafios e dinâmicas específicas. Elaborar uma atividade educativa é sempre um desafio, especialmente porque a gente prepara a atividade pensando numa tecnologia (por exemplo, Facebook), apenas para descobrir que os estudantes estão usando outra, com uma linguagem e uma dinâmica completamente diferente (por exemplo, TikTok). Por causa desses choques e da enorme quantidade de situações específicas que podem aparecer na relação com as tecnologias digitais, costumo recomendar que todas as atividades procurem partir do que os estudantes fazem e vivenciam. O papel da professora ou do professor nessa situação é tentar conectar as várias situações, contribuindo para que os estudantes criem uma reflexão crítica sobre a sua posição na Internet e a sua relação com as tecnologias.

Já o registro e o compartilhamento das atividades tem desafios administrativos, de gerenciamento de tempo e organização, e um obstáculo de difusão. Os incentivos para escrever e compartilhar a atividade seguem a probabilidade de que essa atividade seja lida por outras pessoas, certo? Então, é extremamente importante que o compartilhamento das atividades seja acompanhado por uma efetiva divulgação e troca de experiências. Acho que aqui é muito importante a existência de pessoas inovadoras nas escolas, docentes e até mesmo pais que possam levar esses materiais para a comunidade escolar, divulgando e estimulando a adoção.

Acho que aqui está o grande mérito da Pilares do Futuro como plataforma acessível para pessoas de vários lugares do País. Como parte do Comitê Curador, imagino que o meu papel é contribuir para que esses registros estejam claros e fáceis para que outras pessoas possam compreendê-los e aplicá-los. Na verdade, é quase como se a gente estivesse aqui oferecendo sugestões para que os chefes de cozinha (nossos professores autores) detalhassem ao máximo suas receitas para que outras pessoas pudessem tentá-las em casa. Pode dar super certo, mas pode dar super errado também. Mas o importante é que, depois de entender como fazer, fica mais fácil aplicar e aplicar novamente.

 

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Seja na formação inicial como na continuada, o tema da cidadania digital na vida pessoal e profissional precisa ser foco da docência 

"A formação do professor mediador em cidadania digital começa muito antes da formação universitária, começa na dimensão pessoal, na relação do próprio docente com as tecnologias digitais."
Monica Fantin
UFSC
"Com tantos materiais de apoio disponíveis sobre temáticas de cidadania digital, por que ainda é tão raro vermos práticas efetivas em sala de aula? Precisamos compreender os diferentes contextos."
Guilherme Klafke
FGV-SP
"Com a interrupção das aulas presenciais em março, o MEC português e a Televisão Pública inauguraram um programa de TV para resolver o problema de crianças acessarem plataformas de mídias sociais, pois a lei de proteção de dados exigia o consentimento formal dos pais."
Tito de Morais
Miúdos Seguros na Net - Portugal
"A formação docente precisa incorporar uma atitude cidadã que vai além de uma aula sobre cidadania digital e essa atitude precisa estar presente no trabalho desenvolvido com os estudantes na escola"
Graça Moreira
PUC-SP

Entrevista – Kelli Angelini

Este é o 7º post da série de mini-entrevistas com especialistas e
estudantes convidados que vão apresentar seu ponto de vista para 5 perguntas-chave sobre educar em cidadania digital, tema do nosso novo projeto, a plataforma colaborativa Pilares do Futuro

Advogada atuante na área de Direito Digital. Mestre em Direito Civil
pela PUC/SP. Gerente do jurídico do NIC.br e do CGI.br desde 2002.
Autora dos Guias Internet com Responsa – cuidados e responsabilidades no uso da Internet para pais, educadores e adolescentes. Palestrante e
professora convidada nos cursos de pós-graduação de direito
eletrônico da Escola Paulista de Direito e Insper. Membro do comitê curador da futura plataforma Pilares do Futuro

Como você definiria a importância de educar para a cidadania digital atualmente?

Atualmente a educação relacionada à cidadania digital não só é importante, mas essencial. A cada dia mais a sociedade como um todo, independentemente da faixa etária que se encontra, está mais conectada, ainda mais agora diante da pandemia.

Em pesquisa realizada pelo CETIC.br em 2018, foi apontado que 86% das crianças e adolescentes são usuários da Internet. Portanto, lecionar sobre a cidadania digital é tão importante quanto lecionar sobre as demais matérias presentes na BNCC, como matemática, geografia, história, entre outras.

Falar sobre cidadania digital envolve muito mais do que ter habilidades sobre ferramentas tecnológicas, envolve ensinar para o uso da tecnologia de forma responsável, consciente e crítica e, por isso, precisamos deixar de, ingenuamente, acreditar que crianças e adolescentes já nascem totalmente aptos e habilidosos tecnologicamente. Todos nós precisamos praticar a cidadania digital e quanto mais cedo crianças e adolescentes estiverem envolvidos neste assunto, melhor.

Sabemos, e agora mais do que nunca, que as tecnologias são excelentes aliadas para as atividades  do nosso dia a dia em todos os aspectos. Mas se fizermos uso da Internet sem responsabilidade, o que é ótimo pode se tornar um problema, como por exemplo com situações de cyberbullying, exposição excessiva, fraudes online, violação de direito de imagem, violação de direitos autorais, fakenews,  ofensas e xingamentos online, dentre outros.

Além de ser necessário para todos saberem os deveres a serem cumpridos no ambiente digital, também temos a necessidade de que todos saibam os seus direitos neste ambiente, e principalmente desmitificar que a Internet é uma terra sem leis.

Em tempos de coronavírus, essa urgência aumenta, pois se antes estávamos conectados, hoje estamos muitas vezes mais.

 

Quais os temas você considera prioritários de serem trabalhados pela escola?

Acredito que todos os temas que envolvem cidadania digital tenham sua devida importância, sendo que o conjunto deles forma um cidadão benemérito e ético.

Contudo se for para apontar por onde começar, ressalto a importância de haver o conhecimento sobre direitos constitucionais básicos que muito se aplicam no uso da Internet, como boas ações online, uso adequado da imagem de terceiros em fotos e vídeos, compartilhamento responsável de fotos, vídeos e textos, liberdade de expressão e privacidade na Internet, consequências advindas de ofensas, xingamentos, cyberbullying, constrangimentos, entre outros. Assim como, abordar valores morais e éticos, como respeito ao próximo, empatia, solidariedade, tolerância nas ações no uso da Internet é fundamental.

A importância de cada tema presente no conceito de cidadania digital é percebida na medida em que vemos, frequentemente, jovens sendo punidos por infrações na Internet, como pelo envio ou uso desautorizado de fotos e vídeos, pela prática de xingamentos e ofensas online, fraudes, ameaças, criação de perfis falsos para humilhar e ofender pessoas, etc.

 

Conhece alguma boa prática em cidadania digital que poderia relatar brevemente?

Existem iniciativas muito úteis que podem apoiar escolas e pais a transmitir informações sobre cidadania digital a crianças e adolescentes, cito aqui uma que estou envolvida diretamente, que faz parte do projeto do NIC.br, Internet com Responsa. São mini-livros gratuitos para públicos diferentes, crianças, adolescentes, pais de crianças e adolescentes, idosos, professores, entre outros, estimulando o uso consciente e responsável da Internet e advertindo sobre as consequências de praticar atos irregulares na Internet. Também organizamos periodicamente o Curso de Capacitação para multiplicadores, presencial e totalmente gratuito, tem como público alvo, educadores de instituições públicas e privadas, para que se capacitem a ensinar sobre educação e cidadania digital aos seus alunos. Abordamos diversos temas como: direitos humanos, cyberbullying, direitos e responsabilidades na Internet, valores morais e éticos, nudes, fakenews, entre muitos outros.

 

Como o profissional da educação pode buscar formação e informações sobre temas de cidadania digital?

O Curso de Capacitação que citei anteriormente é uma ótima opção, por isso indico que todos acompanhem as novas turmas. Ademais também existem diversos cursos e materiais, inclusive também gratuitos, disponíveis na internet. O importante é o profissional ficar atento a qual instituição está oferecendo aquelas informações e capacitação, se realmente é uma instituição séria. Essa pesquisa é fundamental. Indico aqui algumas instituições: NIC.br, Safernet, UNICEF, entre outras.

 

De que forma uma plataforma para buscar e compartilhar boas práticas pode apoiar o trabalho docente?

Existem muitas formas de fazer uma colaboração efetiva ao trabalho docente, algumas delas são:

– Colocar em práticas a cidadania digital pela própria plataforma, o que eu quero dizer com isso é, não adianta termos uma excelente ferramenta que não é acessível para deficientes visuais, por exemplo. Ou que privilegia apenas uma classe social. Nem sempre é fácil chegar à perfeição, mas isso deve ser ponderado dentro dos limites que cada plataforma tem.

– Ser intuitiva, pois temos que levar em consideração que nem todos que usarão a ferramenta possuem conhecimento avançado sobre tecnologia;

– Ser aberta a colaborações externas e comentários;

– Manter-se atualizada;

– Ter possibilidades de acesso de forma gratuita;

– Indicar as fontes quando citar dados ou informações e estudos específicos;

-Fazer uma boa divulgação do trabalho realizado pela plataforma para alcançar o maior número de pessoas.

 

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Cidadania Digital é o 3º tema de maior interesse entre os professores 

Entrevista – Valdenice Minatel

Este é o 6º post da série de mini-entrevistas com especialistas e
estudantes convidados que vão apresentar seu ponto de vista para 5 perguntas-chave sobre educar em cidadania digital, tema do nosso novo projeto, a plataforma colaborativa Pilares do Futuro

Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Campinas. Mestra e doutora em Educação: Currículo (na linha de pesquisa Novas Tecnologias) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (SP). Atualmente é Diretora-Geral Pedagógica do Colégio Dante Alighieri (SP) e também ocupou o cargo de Diretora de Tecnologia na mesma instituição. Editora da Revista de pré-iniciação científica InCiência 

Como você definiria a importância de educar para a cidadania digital atualmente?

Mais do que nunca ganha uma grandeza, temos necessidade urgente dessa educação para a cidadania digital.  Ainda mais em tempos de educação emergencial por conta da COVID-19, em que nos baseamos nos meios digitais,  o educador precisa exercitar essa cidadania e, portanto, todo processo educativo precisa ter esse pilar porque somente assim ela será uma educação completa, já que a cidadania digital comporta também uma relação dialética com a própria cidadania, num âmbito mais conhecido.  A escola tem o dever, a responsabilidade e, ainda bem, o papel de construir junto com a sociedade essa cidadania para que nós tenhamos pessoas cada vez mais empoderadas no sentido de poder atuar no meio em que vivem, na comunidade em que atuam. Não somente ajudando, mas também mudando este mundo para um mundo melhor e mais justo.


Quais os temas que você considera prioritários de serem trabalhados pela escola?

Dentro desse contexto da cidadania digital eu acho que primeiramente o respeito, a empatia e a gentileza são conceitos muito aplicados para a cidadania digital e para além dela, para o mundo não digital. Tais conceitos vêm embasados num cenário de educação sócioemocional e acho que com isso a gente consegue criar os vínculos e o ambiente necessário para  uma aprendizagem ainda mais ampliada  e significativa.

Obviamente, todas as questões de cybersecurity são importantes. Particularmente, destaco o combate a fakenews e desinformação, fundamental especialmente para o momento que nós estamos vivendo.


Conhece alguma boa prática sobre cidadania digital que poderia relatar brevemente?

Não poderia não mencionar o trabalho do Dante, que é liderado pela Verônica Cannatá, coordenadora  de Tecnologia Educacional. Temos feito um trabalho muito raiz mesmo, um trabalho que envolve toda a escola, que chama a responsabilidade de todos os sujeitos. Temos o que chamamos de “Jornada de Cidadania Digital“, que acontece em setembro e é um trabalho que nos enche de orgulho, pois vai de ponta a ponta, da educação infantil até o ensino médio, envolvendo os funcionários, os professores, pais, enfim eu acho que é um trabalho que merece destaque.


Como o profissional da educação deve buscar formação e informações sobre tema da cidadania digital?

Considero o NIC.br como um grande centro difusor de boas ideias e boas práticas e eu acho que você mesmo, Priscila, via Educadigital, tem contribuído muito para a gente poder ter informações curadas e de alto nível.  É sempre importante buscar pessoas e instituições que tenham uma trajetória consolidada nos meios digitais e estabelecer um diálogo com essas instituições e pessoas, formando uma grande rede de colaboração que no fundo é uma grande rede de apoio também.


De que forma uma plataforma para compartilhar boas práticas pode apoiar o trabalho do docente?

O primeiro item a ser observado é a qualidade dessas informações para que o docente possa  sentir confiança e sentir que ele está realmente minerando dados num lugar que é confiável, que vai produzir possibilidades de construção de conhecimentos bastante assertivos neste cenário. Volto a dizer, que você, Débora Sebriam e agora com a Rosa Lamana têm feito um trabalho muito importante desde os recursos educacionais abertos e neste momento mais voltado para a prática de conectar as pessoas e as boas ideias sobre segurança e cidadania digital. Ações como essas são necessárias e indicam que a gente tem um longo caminho ainda pela frente mas temos boas ferramentas para trilhar este caminho juntos.

 


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Cidadania Digital é o 3º tema de maior interesse entre os professores 

 

Educadigital na Bett Educar 2020

O Educadigital foi convidado para ministrar duas oficinas na Bett Educar, considerado o maior evento de educação e tecnologia da América Latina. 

A pedagoga e coach educacional Graça Santos, facilitadora associada do Educadigital no Rio de Janeiro, vai facilitar uma oficina de Design Thinking para Educadores, enfatizando como a abordagem possibilita que educadores e educandos exercitem o autoconhecimento quando aprendem.  
                       Dia 13 de maio 
                       14h-16h 

Já a diretora-fundadora do Educadigital, Priscila Gonsales, vai trazer a perspectiva da Inteligência Artificial na atualidade, que se baseia no uso de dados e metadados para refletir com os participantes os desafios que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais trazem para o contexto educacional. 
                       Dia 15 de maio 
                       14h-16h 


A Bett Educar congrega, anualmente, mais de 270 empresas nacionais e internacionais, mais de 20 startups do setor e cerca de 30.000 participantes da comunidade educacional de todos os estados brasileiros, que se encontram com o propósito de buscar inspiração, discutir o futuro da educação e o papel que a tecnologia e a inovação desempenham na formação de todos os educadores e estudantes.

Local: Transamerica Expo Center
Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro-SP

Inscrições devem ser feitas diretamente no site do evento.

Cidadania digital é o 3º tema de maior interesse dos professores em relação à tecnologia

Além de aprender sobre possibilidades de aplicação em sua própria disciplina e na criação de novas práticas de ensino, docentes gostariam de saber mais como orientar alunos para o uso seguro, responsável e consciente da internet

Em sua última edição, divulgada em 2019, a pesquisa TIC Educação, realizada pelo Cetic.br, destacou que 57% dos professores gostariam de encontrar mais orientações sobre como trabalhar com os alunos questões relacionadas ao uso seguro, consciente e responsável da internet.  Entre os respondentes, 38% afirmam já ter apoiado algum aluno a enfrentar situações incômodas na internet, como, por exemplo, bullying, discriminação, assédio, disseminação de imagens sem consentimento, entre outras. 

Anualmente, em meados de fevereiro, uma intensa mobilização global, envolvendo mais de 140 países, vem chamar a atenção para o Dia Mundial da Internet Segura. Em 2020, a data marcada é 11 de fevereiro, mas a intenção é que a mobilização não se restrinja a um único dia nem a uma semana, mas sim esteja presente durante o ano todo, nas escolas, instituições e famílias. 

“Quando falamos em uso seguro, responsável e consciente da internet, enfatizamos a importância que a cidadania digital tem cada vez mais em nossa vida e em nossa convivência em sociedade e pode ser trabalhada em diversas disciplinas e mais ainda de forma interdisciplinar”, explica Rosa Maria Lamana, da Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo. 

Por sua atuação constante em diversos eventos sobre a temática, como o Fórum da Internet e o Simpósio Crianças e Adolescentes na Internet, e também por estar sempre atenta às necessidades dos docentes, Rosa procurou o Educadigital com uma constatação bem pertinente. “Existem muitas fontes de informação, vários materiais de apoio consistentes, mas não temos ainda onde encontrar sugestões de como colocar em prática”, relatou Rosa. 

Em conversas com a diretora-executiva do Educadigital, Priscila Gonsales, aquela constatação foi acolhida e acabou gerando uma ideia concreta. “Logo pensei que também faltava valorizar as boas práticas que já estão sendo feitas, mas são bem pouco divulgadas”, explicou Priscila. 

Desde 2018, o Educadigital mantém a plataforma REliA, um referatório de recursos educacionais com licenças abertas (REA), organizado por área do conhecimento, tipos de mídia e disciplinas. Ao remixar a base tecnológica em código aberto do REliA, vai surgir uma nova plataforma, especialmente voltada para a busca e o compartilhamento de boas práticas em cidadania digital.

Essa nova plataforma receberá o nome de Pilares do Futuro, para remeter aos 4 pilares da educação da UNESCO —aprender, fazer, ser e conviver— que formam a base das competências socioemocionais e também das competências gerais da Base Nacional Curricular Comum (BNCC). “Pilar ainda representa alicerce, ou seja, a consistência que uma prática em cidadania digital deve ter”, ressalta Débora Sebriam, coordenadora de projetos do Educadigital. 

Com apoio inicial do NIC.br, a Pilares do Futuro está sendo construída e tem lançamento previsto para março de 2020. Além dos temas bastante procurados como cyberbullying e superexposição, também serão destaque: inteligência artificial, proteção de dados, direito autoral, fake news, publicidade e consumo, dentre outros. 

Quer participar desse projeto? 

2019 foi um ano daqueles!

Como precisamos de resiliência e perseverança para esse ano que passou! Mesmo com tanta adversidade, seguimos firmes em nossa missão de disseminar a educação aberta pelo Brasil. E já agora neste fim de ano, para adentrar 2020 em nova perspectiva, ampliamos nosso foco de atuação, trazendo a pauta dos direitos digitais — acesso à informação, liberdade de expressão e privacidade de dados pessoais — para o centro da nossa missão. 

Completamos 5 anos de Design Thinking para Educadores levando formação em práticas pedagógicas abertas para mais de 10 mil professores, gestores, estudantes e também para profissionais de organizações sociais de todo o Brasil.

Nosso material aberto e gratuito foi oficialmente recomendado por redes públicas como apoio na readequação curricular para a Base Nacional Curricular Comum. No Rio Grande do Sul, por exemplo, nossa facilitadora associada, Sandra Mendez, apoiou o processo em escolas de Pelotas e do Chuí. Lançamos novo material igualmente aberto e gratuito, especialmente voltado para resolver problemas de gestão. Fizemos várias palestras sobre inovação em educação e contribuímos com o curso de formação para diretores ingressantes da SEE-SP, com o vídeo: 

Foi um ano importante em reconhecimento internacional de nosso trabalho, ganhamos prêmio e indicação para prêmio por nossa expertise de formação de gestores públicos para a implementação de política de educação aberta. Também fizemos mentoria internacional em eventos da área na Europa (Polônia) e na América Latina (Peru). Conseguimos aprovar o Projeto de Lei sobre Recursos Educacionais Abertos em mais uma comissão na Câmara dos Deputados. Lançamos o Jogo da Política de Educação Aberta, disponível em três idiomas: português, inglês e espanhol. Você já viu nosso novo vídeo sobre a diferença entre recursos grátis e abertos?  

Lançamos um site novo para poder organizar melhor as informações sobre nossas iniciativas, projetos e ações, além de facilitar a que todas as nossas produções — impressas e digitais — realizadas ao longo dos últimos 9 anos possam ser encontradas. 

E aguardem novidades para 2020: novo cursolab de formação de Líderes em Educação Aberta e uma plataforma de compartilhamento de boas práticas em cidadania digital! 

Inteligência Artificial e Alfabetização em Dados

Estreamos a nova oficina do Educadigital no LER – Salão Carioca do Livro, dia 28 de novembro, na Biblioteca Parque, Rio de Janeiro

Pela primeira vez, o tradicional LER – Salão Carioca do Livro organizou o Encontro com o Educador, um evento simultâneo com várias atividades práticas e mesas-redondas sobre temas contemporâneos da educação. 
O Educadigital esteve presente com duas oficinas, a de Design Thinking para Educadores, conduzida por Priscila Gonsales, diretora-executiva, e por Graça Santos, facilitadora associada no Rio de Janeiro. Em apenas duas horas, foi possível apresentar como uma abordagem baseada em empatia, colaboração e experimentação pode ser transformadora. Vários professores se emocionaram ao se verem contemplados como autores de processos de transformação da educação. 

A segunda oficina foi sobre Inteligência Artificial e Alfabetização em Dados, estreia nas formações do Educadigital e tem por objetivo levar mais conscientização aos educadores em relação às escolhas de ferramentas e aplicativos que são feitas para uso em sala de aula. “Hoje não basta levar as tecnologias para a escola, é fundamental questionar como uma determinada tecnologia captura e usa dados de nossas crianças e adolescentes”, ressaltou Priscila Gonsales. 
Veja mais fotos aqui 

Leve essa formação para a sua escola entre em contato!  

Não se iluda: inovar em educação não depende da ferramenta que você usa

Certificados fornecidos por empresas de tecnologia podem ocultar uma visão restrita e limitada das possibilidades de ensinar, inovar e aprender na cultura digital 

O que é inovar na educação para você? Repare que a pergunta é bastante subjetiva, pede uma resposta pessoal mesmo. Uma resposta que faça sentido na sua perspectiva, no seu contexto como educador(a) e na vida das pessoas com as quais você se relaciona. Inovação é essencial em qualquer área do saber e, não tenho dúvida, continuará sendo daqui a 50 anos, sempre despertando inquietações. No entanto, um ponto é certo: inovar em educação não depende da ferramenta tecnológica que você usa. E mais: nem sempre tem a ver com uso de uma tecnologia digital.

Não é raro ver empresas de tecnologia concedendo certificados específicos para educadores que sabem como utilizar bem ferramentas e aplicativos que elas mesmas produzem e, assim, vão formando uma rede promissora de divulgadores qualificados. São oferecidos cursos e outros atrativos — gratuitos ou não — e a expectativa de fazer parte de um “grupo seleto”.

Acho simpático quando empresas de tecnologia criam ações com a intenção de colaborar com a educação. A educação precisa sim do apoio de todos os setores. Mas qual é o limite? Tanto por parte de quem oferece o apoio quanto de quem recebe? Soube que há escolas contratando apenas professores “certificados” por empresas, algo que me soa preocupante e contraditório com os princípios de uma visão libertária de educação, ou seja, que valoriza as diversas possibilidades existentes de ferramentas e não apenas aquelas produzidas pela empresa X ou Y.

Há quase 20 anos atuando na área de educação e tecnologia digital, tive oportunidade de vivenciar diferentes formas de cooperação entre empresas e escolas, algumas delas bastante assertivas ao concentrar esforços no potencial criativo e autoral de professores e estudantes, independentemente das ferramentas que utilizam.

Só que nos dias de hoje isso não é o bastante. Precisamos ampliar os canais de colaboração entre educadores para promover trocas de qualidade e também fomentar a consciência crítica visando boas escolhas, escolhas essas que façam sentido.

Sou defensora dos recursos educacionais abertos e do software livre, pois permitem uso, reuso e adaptação. Além disso, carregam uma perspectiva baseada em flexibilidade, liberdade, compartilhamento e aprimoramento constante, pontos essenciais para gerar inovação. Para saber mais, assista ao programa da TV Escola sobre o tema:

Entendo, contudo, que algumas escolhas possam privilegiar ferramentas proprietárias, seja pelo serviço de suporte embutido ou pelo hábito de uso. Mas é preciso que tais escolhas sejam feitas com consciência.

Alguns pontos que considero importantes de serem ponderados:

  • Ferramentas gratuitas não são, necessariamente, abertas; para serem abertas precisam ter licenças que definam quais ações estão autorizadas, como por exemplo, adaptações e recriações a partir do código disponibilizado;
  • Qualquer material que você acessa na internet sem usar dinheiro tem um custo, ou seja, sempre há um pagamento oculto ou disfarçado, como por exemplo, o envio de seus dados (interesses, rede de contatos, localização etc) ou dos dados das pessoas de sua rede, escola, instituição;
  • Se você é profissional do serviço público, procure saber mais sobre educação aberta e licenças abertas como fatores fundamentais para o acesso ao conhecimento, principalmente se há fundos públicos empenhados na compra, subsídio ou aquisição de materiais e softwares educacionais. Este Livro-Guia pode ajudar;
  • Se você considera importante receber a certificação por uma empresa de tecnologia, procure saber antes quais as condições e as contrapartidas envolvidas;
  • Certificações que reproduzem a dinâmica concorrente e competitiva do mercado não combinam com a cooperação e o trabalho em equipe de um ambiente educativo;
  • Certificados, títulos ou diplomas não são garantia de qualidade de experiências, práticas e conhecimentos adquiridos.

De toda forma, mesmo que a opção seja continuar usando e propagando ferramentas proprietárias, vale saber se existem alternativas abertas ao que você já conhece e usa. Essa atitude de pesquisador(a) é bem importante para quem deseja inovar.

Considere, ainda, apresentar tais alternativas a estudantes ou outros educadores como forma de ampliar a visão e a escolha consciente deles também.

DICAS

Referatório de Recursos Educacionais com Licenças Abertas
http://www.relia.org.br

Softwares livres para conhecer
https://prism-break.org/pt/ 

Comunidades de troca entre educadores
Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa
Educadores, estudantes, pesquisadores, artistas e diversos interessados em criar e trocar experiências sobre práticas pedagógicas mão na massa.
http://aprendizagemcriativa.org/

Scratch Day
Rede global de eventos de aprendizagem a partir do uso do Scratch, linguagem de programação em código aberto criada em 2007 pelo MIT Media Lab.
https://day.scratch.mit.edu/

Conane
Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação reúne educadores, pais, alunos e interessados em uma educação emancipadora, autônoma e inclusiva.
https://www.conane.com.br/