Inteligência Artificial e Alfabetização em Dados

Estreamos a nova oficina do Educadigital no LER – Salão Carioca do Livro, dia 28 de novembro, na Biblioteca Parque, Rio de Janeiro

Pela primeira vez, o tradicional LER – Salão Carioca do Livro organizou o Encontro com o Educador, um evento simultâneo com várias atividades práticas e mesas-redondas sobre temas contemporâneos da educação. 
O Educadigital esteve presente com duas oficinas, a de Design Thinking para Educadores, conduzida por Priscila Gonsales, diretora-executiva, e por Graça Santos, facilitadora associada no Rio de Janeiro. Em apenas duas horas, foi possível apresentar como uma abordagem baseada em empatia, colaboração e experimentação pode ser transformadora. Vários professores se emocionaram ao se verem contemplados como autores de processos de transformação da educação. 

A segunda oficina foi sobre Inteligência Artificial e Alfabetização em Dados, estreia nas formações do Educadigital e tem por objetivo levar mais conscientização aos educadores em relação às escolhas de ferramentas e aplicativos que são feitas para uso em sala de aula. “Hoje não basta levar as tecnologias para a escola, é fundamental questionar como uma determinada tecnologia captura e usa dados de nossas crianças e adolescentes”, ressaltou Priscila Gonsales. 
Veja mais fotos aqui 

Leve essa formação para a sua escola entre em contato!  

Remarcamos o curso!

Curso on-line Design Thinking para Boas Escolhas, previsto para as duas primeiras semanas de dezembro, será remarcado para 2020

A gente bem que tentou, mas não tivemos o número de inscritos suficiente para que o curso pudesse ocorrer nesse fim de ano. Mesmo sendo uma época excelente para planejamentos e intenções, muitos compromissos se acumulam —profissionais e pessoais— e a gente precisa eleger prioridades. 
De alguma forma, isso está relacionado ao tema do curso DT e VC: Design Thinking para Boas Escolhas, que a Priscila Gonsales, diretora-executiva do Educadigital e o Ricardo Ferrer, designer de games para desenvolvimento humano organizaram. 
“Temos feito oficinas muito bacanas presenciais para equipes institucionais e queríamos muito organizar uma versão on-line para poder levar a mais pessoas”, explicou Priscila Gonsales. 
O curso, totalmente inédito, associa a abordagem do Design Thinking ao Jogo dos Talentos e apresenta diversas ferramentas, templates e matrizes que podem auxiliar educadores e outros profissionais a compreenderem melhor como elaborar seus projetos de vida e apoiar estudantes nessa caminhada. 
“Olhar para nossos próprios talentos nos ajuda a colaborar mais e buscar outros talentos para colaborar com a gente”, ressalta Ricardo. 
Vale a pena assistir à live do Facebook com mais informações sobre o curso! 
Se você tem interesse em ser informado sobre a nova data, deixe seu contato aqui no formulário aqui

Dia de doar: contribua com a educação aberta!

Nesta terça-feira, 3 de dezembro de 2019, participe do #DiaDeDoar 
Doe para o Educadigital e apoie nossos projetos em prol da educação aberta! 

Mais um ano, o Educadigital colabora com o movimento #DiaDeDoar, que visa promover a doação no Brasil. Trata-se de uma mobilização que promove um país mais generoso e solidário, por meio da conexão de pessoas com causas. E faz isso celebrando o prazer que é doar, e o hábito de doar o tempo todo.

Em 2019, no dia 03 de dezembro, terça-feira,  milhares de organizações estarão preparadas para receber doações, e milhões de brasileiros vão demonstrar seu apoio, doando e tornando pública a doação compartilhando a hashtag #diadedoar nas mídias sociais.

No Brasil o Dia de Doar começou em 2013, um ano depois da primeira edição, nos Estados Unidos, em 2012. A partir de 2014 o Brasil passou a fazer parte do movimento global, que hoje conta com 55 países participando oficialmente, e ações sendo realizadas em mais de 190.

Lá fora, o Dia de Doar tem nome de #GivingTuesday, que significa “terça-feira da doação”. Vem na sequência de datas comerciais já famosas, como s BlackFriday e CyberMonday. É sempre realizado na primeira terça-feira depois do Dia de Ação de Graças (o Thanksgiving Day).

O Dia de Doar é realizado pelo Movimento por uma Cultura de Doação, uma coalização de organizações e indivíduos que promovem o engajamento das pessoas com as causas e as organizações da sociedade civil, por meio da doação como instrumento para fortalecimento da democracia.

Por que você deve contribuir com o Educadigital? 
– para apoiar a formação de educadores e gestores da educação pública a  elaborarem políticas de educação que garantam o acesso aberto ao conhecimento, ou seja, a conteúdos e materiais que são financiados com recursos públicos; 
– para apoiar a elaboração dos diversos materiais que produzimos em licenças abertas; 
– para levar a formação em Design Thinking para Educadores a mais professores da rede pública. 

O Educadigital não tem nenhuma empresa mantenedora, nosso trabalho se financia por doações, cursos e projetos que realizamos. 

Faça sua doação aqui!

 

Insights e alertas que Harari traz para a educação

Em visita ao Brasil, o pesquisador, professor, historiador e best-seller ressaltou a importância da educação na compreensão da realidade assustadora que vivemos 

Por Priscila Gonsales

Yuval Noah Harari é o intelectual mais citado atualmente quando o assunto é pensar o futuro da humanidade. Autor de três livros, Sapiens: Uma breve história da humanidade, Homo Deus: Uma breve história do amanhã e 21 lições para o século 21, Harari esteve pela primeira vez no Brasil para diversas palestras e entrevistas sobre o que ele considera como os três principais desafios globais: guerra nuclear, mudanças climáticas e inteligência artificial.

Segundo o pesquisador, esses são os desafios que representam ameaças diretas para a civilização e também para a especie humana e que a solução deve ser buscada de maneira cooperativa entre os diversos países, especialmente aqueles que, como o Brasil, não estão liderando o que ele chama de “disrupção tecnológica”. 

E é exatamente nesse aspecto, bastante abordado em seu terceiro livro, 21 Lições para o Século XXI, que há um alerta importante nas entrelinhas para a educação. Qual seria esse alerta?

  • Engana-se quem pensou no “aprender a programar”, tema bastante destacado nos últimos anos como sendo a “nova” alfabetização.
    Harari ressalta a todo momento que ele não entende nada de computação nem sequer usa smartphone. O que ele faz é compreender como a tecnologia funciona e está sendo desenvolvida atualmente, considerando o contexto político, econômico e social. Por exemplo, entender que os dados de todas as pessoas do mundo estão sendo coletados e acumulados em dois locais: EUA e China. Ao trazer uma tecnologia de uma empresa para dentro da escola, para que nossos alunos usem, estamos cientes disso? Consideramos o que pode ser feito no futuro a partir dos dados de crianças e adolescentes coletados por plataformas de gigantes da tecnologia que usamos e divulgamos amplamente?

  • Engana-se quem pensou nas “metodologias ativas ou metodologias ágeis” hoje tão badaladas em toda e qualquer formação docente.
    Pelo menos até o momento, Harari não falou em melhores nem piores formas de ensinar conteúdos. Ao contrário, ele pontua que cada vez mais teremos necessidade de lidar com situações imprevisíveis e que isso só será possível se desenvolvermos nas crianças e jovens uma mentalidade flexível. Estamos dando espaço para o imprevisível em nossas práticas educativas ou elas apenas servem para cumprir melhor as metas de apreensão de conteúdos?
     
  • Engana-se também quem pensou no “aprendizado ao longo da vida” ou “lifelong learning”, algo que sempre foi foco de uma educação de qualidade, mas que agora tem sido a menina dos olhos em diversas pesquisas internacionais recentes sobre competências e habilidades. Por mais que Harari considere importante, o enfoque que ele traz não é apenas no aprimoramento profissional para gerar competitividade no mercado de trabalho, mas sim no conhecimento de si mesmo, incluindo consciência sobre suas próprias fraquezas, já que atualmente os algoritmos de inteligência artificial podem saber mais sobre nós do que nós mesmos.   

O principal alerta para nós educadores envolve a  conscientização sobre as novas formas de manipulação e vigilância que estão sendo feitas por meio de dados coletados pelas tecnologias de inteligência artificial e, claro, compartilhar e incentivar essa reflexão crítica também com os estudantes. 

Se já conseguimos deixar o deslumbramento com a tecnologia de lado para valorizar o “para que” usamos determinada tecnologia, agora precisamos nos atentar para a questão dos dados e fazer melhores escolhas. Não faz sentido tornar escolas instrumentos de fidelização de usuários por parte das empresas que controlam nossos dados.

Não há como prever quais serão os tipos de trabalho que surgirão daqui a 20 anos, mas  hoje já sabemos que se pode manipular comportamentos, opiniões e atitudes por meio dos dados coletados das mais diversas formas, de um simples preenchimento de informações em formulários ou rastros de navegação até expressão facial.

Nesse sentido, será que estamos tomando decisões assertivas em relação às tecnologias que adotamos em sala de aula, com as devidas preocupações em relação aos dados que estão sendo constantemente coletados?  

Em nível macro, Harari propõe aos países em desenvolvimento não evitarem o debate sobre esse tema por acharem que está ainda muito distante da realidade. O mesmo caminho cabe a nós educadores, pois temos o futuro como pauta desde sempre.  

 

Leia também: 

Educação aberta e a proteção dos direitos digitais 

Inovar na educação não depende da ferramenta que você usa 

Educação digital nas escolas precisa incluir alfabetização em dados

Peru, Bolívia e Cuba participam de workshop de educação aberta

A convite do consórcio de universidades flamengas VLUIR-UOS, a diretora-executiva do Educadigital participou como “expert” da América Latina do workshop sobre desenvolvimento de políticas de educação aberta, em Lima

Representantes de universidades de três países da América Latina, Cuba, Bolívia e Peru estiveram reunidos em Lima em um workshop promovido pelo consórcio de universidades flamengas que promove parcerias para apoio financeiro e formação de políticas que respondam aos desafios da sociedade contemporânea. 
Dentre os desafios está a ciência aberta, a educação aberta e o uso de software livre, temas bastante abordados por Priscila Gonsales, diretora-executiva do Educadigital durante o evento. As universidades cubanas presentes ainda tiveram a oportunidade de jogar o Jogo da Política de Educação Aberta para diagnosticar quais são as principais questões que precisam ser enfrentadas e quais as estratégias a serem traçadas. 
Participou também como convidada do evento Silvia Rodrigues, coordenadora de educação a distância da CAPES que apresentou aos participantes toda a história da Universidade Aberta do Brasil e o processo de implementação de política de educação aberta que vem sendo construído desde 2015 com o apoio da Iniciativa Educação Aberta. 

Educação aberta e a proteção dos direitos digitais

Ao ressaltar o uso de licenças flexíveis de direito autoral e a preferência por tecnologias livres, evidencia-se direitos como acesso à informação, liberdade de expressão e privacidade de dados pessoais

Entre os dias 17 e 20 de setembro, estive em Buenos Aires a convite do Centro de Estudos em Liberdade de Expressão e Acesso à Informação (CELE) da Universidade de Palermo para o evento sobre Regulação da Internet na América Latina, organizado em parceria com a Artigo 19 (Brasil e México) e a Fundação Karisma (Colômbia).

Na ocasião, pude apresentar e lançar a versão em espanhol do Jogo da Política de Educação Aberta, ferramenta de formação criada para apoiar gestores (tanto do setor público como do privado) a diagnosticarem suas políticas a partir de três aspectos fundamentais e complementares que precisam ser considerados: pedagógicos, técnicos e jurídicos. O jogo recebeu financiamento da Pan American Development Foundation (PADF) no âmbito do concurso para implementação de iniciativas relacionadas aos direitos digitais.

Mas o que educação aberta tem a ver com direitos digitais?

Educação aberta é definida como um movimento mundial que promove a liberdade de usar, adaptar e redistribuir recursos educacionais, assim como o desenvolvimento de práticas pedagógicas flexíveis e a adoção de tecnologias de padrão aberto. Nesse sentido, a educação aberta também fomenta a importância da garantia de direitos humanos no contexto da internet, os chamados direitos digitais:

  • acesso à informação e ao conhecimento — por fomentar o uso de licenças abertas de direito autoral, especialmente em relação a materiais educacionais financiados com dinheiro público, de forma que fiquem disponíveis à sociedade;
  • liberdade de expressão — por defender a diversidade e a pluralidade de autoria de ideias que possam ser compartilhadas, vindas de manifestações intelectuais, artísticas, científicas e de comunicação;
  • privacidade de dados pessoais — por recomendar a adoção de tecnologias de código aberto em prol da transparência e do controle de dados pelos usuários.

Esse último item, relacionado aos dados pessoais, está agora bastante evidenciado com a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD nº 13.709/2018), que entrará em vigor em agosto de 2020. A LGPD regulamenta o tratamento dos dados pessoais e vem ao encontro de normativas mundiais sobre privacidade que garantem ao titular dos dados a autonomia para obter informações e tomar decisões. Podemos dizer também que a LGPD representa mais um marco legal brasileiro que fundamenta a privacidade como um direito humano — a questão já está presente na Constituição Federal, no Código Civil, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Marco Civil da Internet.

Qual a relevância da privacidade nos dias de hoje?

Vivemos hoje em uma sociedade baseada em dados, o famoso “big data“, ou seja, nossos dados são o que existe de mais valioso, não apenas nosso nome, idade, CPF, local de moradia ou trabalho, mas também nossas preferências, comportamentos, opiniões e convicções. Alguns juristas costumam dizer que os dados são a extensão da própria pessoa e é aí que mora a importância do tema. Ter conhecimento sobre como nossos dados são usados é fundamental em um regime democrático.  

Atualmente, quase todas as empresas, das pequenas às grandes usam dados: administradoras de cartão de crédito (sabem seu comportamento de compra), planos de saúde (sabem o que você consome nas farmácias), passando por desenvolvedores de aplicativos os mais diversos até as populares plataformas gratuitas de redes sociais. E mais: na educação, dados de crianças e adolescentes, como histórico escolar, origem familiar e outros dados considerados sensíveis estão sendo usados por sistemas digitais de finalidade administrativa ou instrucional. O interesse de quem coleta dados é alimentar algoritmos para gerar personalizações, criando perfis que, teoricamente, podem permitir aprimorar serviços ou, no caso de empresas, abastecer modelos de negócio baseados em comercialização de produtos ou fidelização de usuários.

É bom lembrar que nem sempre os dados são utilizados de forma ilícita ou, como é comum dizer, para o mal. No entanto, se não houver tratamento adequado para garantir a privacidade e a transparência, podemos cair no problema da vigilância e da violação de direitos.

Não há como garantir educação de qualidade sem que as tecnologias tenham perspectivas inclusivas para não perpetuar o preconceito e a discriminação. Nesse sentido, é preciso criar políticas educacionais assertivas que contemplem os direitos digitais acima mencionados. É fundamental também implementar ações formativas com pais e estudantes, falei sobre isso neste outro artigo.

Muitas escolas e secretarias de educação investem em (ou aceitam “sem custo”) plataformas que utilizam avassaladoramente dados pessoais, ainda que nos documentos digam que não serão usados comercialmente, os rastros digitais permanecem se a pessoa continua “logada”.

Com o Jogo da Política de Educação Aberta, um recurso educacional aberto disponível para baixar e montar ou enviar para impressão em gráfica, é possível debater essa questão institucionalmente na gestão e fazer um diagnóstico, compreendendo o que significa abertura em uma perspectiva ampla, de forma a apoiar o planejamento de melhorias e adequações.

Recomendo também o painel de debates sobre LGPD organizado pelo NIC.br no 4º Seminário sobre Exposição de Crianças e Adolescentes na Internet, realizado dia 17 de setembro. Buscar partir de 1h e 28 minutos.



Morin ontem e hoje e sempre

A visão de um dos principais intelectuais do século 21 sobre a evolução de nossa condição humana é um sopro de esperança e resistência permanente

Ele nem tinha subido ao palco quando foi aplaudido de pé pela plateia lotada. E em pé ele permaneceu durante os quase 90 minutos de conferência, esbanjando toda sua jovialidade aos 98 anos (a serem completados em 8 de julho).

Cada vez que o pensador —sociólogo, antropólogo, filósofo —francês Edgar Morin vem ao Brasil é assim. Considerado uma das mentes mais brilhantes do mundo contemporâneo, Morin é ovacionado do começo ao fim. Com vasta obra acadêmica sobre conhecimento transdisciplinar, Morin falou ontem sobre Estética e Arte no teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros (ver vídeo abaixo).

"Por que nos emocionamos e nos sensibilizamos com o mendigo Carlitos de Chaplin mas se saímos na rua não sentimos o mesmo pelo mendigo da esquina?" "Por que conseguimos sentir compaixão e nos identificar com Vito Corleone de Coppola, mesmo sabendo que ele é um bandido?"

Para ele, é por meio da arte que conseguimos compreender a condição humana com muito mais profundidade. Mais do que dizer que a arte imita a vida, citando Aristóteles, Morin foi incisivo ao pontuar que a arte está na própria vida. E que é preciso ficar atento para observar a estética que emerge a todo instante no campo das artes —sejam elas visuais, textuais, corporais, auditivas, teatrais ou cinematográficas— mas também a estética do nosso cotidiano.

Mas, só é possível vivenciar essa experiência estética da vida se nos colocarmos no que ele chamou de “estado criativo”, no qual as emoções, a imaginação e a sensibilidade estão sempre em evidência. “A prosa da vida assegura a sobrevivência, mas a poesia incentiva a viver”.

Morin é um dos teóricos notórios relacionados ao campo de estudo da Complexidade que, como o próprio termo infere, não se reduz a uma definição fechada. Podemos dizer que se relaciona à ideia de integrar e inter-relacionar saberes, científicos e não-científicos, contraponto à fragmentação em áreas específicas. Natureza e cultura não podem ser vistas separadamente ou, como enfatizado na conferência, a “existência” e a “essência” não são opostos, mas sim componentes do todo.

Em um de seus livros mais famosos e indispensáveis para quem atua em educação, “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”, publicado pela UNESCO na década de 90 mas que é uma verdadeira obra de arte por carregar uma mensagem eterna, Morin propõe reflexões rumo a um futuro que é incerto sim, mas desejável, ou seja, com beleza, encantamento e sustentabilidade.

Morin para todo o sempre é inspiração para a vida.

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