Por que um novo site do Instituto Educadigital?

Desde a nossa fundação, há quatro anos, amadurecemos bastante enquanto instituição, crescemos enquanto rede e delimitamos, com muita clareza da nossa vocação para ser uma “boutique de serviços e projetos”, as linhas em que atuamos. Foi um processo orgânico, mas também pró-ativo, que envolveu, continuamente, ambientes online e presencias, e que manteve como norte a nossa missão. Agora, neste segundo semestre de 2014, entendemos que já era hora de revisar nosso site, facilitando o entendimento de qualquer pessoa sobre a atuação do Instituto Educadigital.

O que somos, no que acreditamos, o que fazemos, o que construímos e com quem. Tudo isso está aqui na nossa nova plataforma, que traz o histórico de projetos em uma linha do tempo interativa e destaca, com muita objetividade, as principais linhas de atuação do IED: Educação Aberta, Design Thinking para Educadores, Formação e Facilitação Pedagógica, Gestão e Curadoria, Comunicação em Redes e Narrativas Digitais.

Cada uma dessas cinco linhas de atuação citadas acima tem uma página própria no site, mas o Design Thinking para Educadores também pode ser encontrado na página “Pessoas”, onde uma rede está aberta para que facilitadores se associem e possam, assim, construir e usufruir a partir da troca de experiências e conhecimentos desse grupo focado no tema.

Educação Aberta: você pode fazer parte

Você acredita na Educação Aberta?

Hmmm… Não entendeu muito bem a pergunta?

Então vamos lá: você acredita na possibilidade de todas as pessoas terem acesso a materiais de estudo e pesquisa, especialmente aqueles financiados com dinheiro público?

Independentemente do que você tenha respondido, queremos pontuar que hoje isso não é uma realidade. A maior parte dos materiais está sob rígidos direitos autorais, e exatamente por isso existe uma mobilização constante, em vários países do mundo, liderada por comunidades e por órgãos como Unesco, para que esse cenário seja modificado.

Na esteira desse desjeo de mudanças, queremos lhe convidar a conhecer a página web lançada dias atrás para políticos e sociedade civil declararem seu apoio à causa. Isso significa, na prática, defender que o investimento público no desenvolvimento de recursos educacionais deve dar preferência aos formatos abertos, aqueles que não beneficiam, por exemplo, editoras por meio de direitos autorais, mas sim a liberdade de criação, adaptação e remix de obras por qualquer usuário do material que tenha sido desenvolvido.

Para dialogar com políticos, o movimento REA Brasil lançou a “Carta Compromisso Educação Aberta”, documento que traz três tópicos relacionados à atuação e ao posicionamento perante a questão após eleito. Já para a sociedade civil, um selo de código “embedável” foi desenvolvido para que qualquer usuário da web possa levar para outro site ou blog a mensagem “Eu apoio a Educação Aberta”.

Acesse as ferramentas citadas acima na pagina do site REA Brasil e saiba mais sobre a causa aqui.

Design Thinking para Educadores alcança a rede pública

A SME-Cajamar (SP) foi a primeira rede pública do Brasil a participar de uma oficina baseada no Design Thinking para Educadores, especialmente planejada para 25 gestores técnicos pensarem em soluções criativas que pudessem aprimorar o trabalho deles em equipe, visando avançar no apoio a educadores e alunos das escolas.

“Mas o professor pode fazer essa atividade com os alunos!”, disse uma das gestoras da SME-Cajamar no momento de fechamento da oficina de Design Thinking para Educadores, em 27 de agosto.

Sequer foi preciso sugerir. O grupo, depois de vivenciar as etapas dinâmicas e colaborativas do processo, foi pontuando a importância do desenrolar de todo o processo e como esse dinamismo pode chegar, sim, à sala de aula!

Ao construírem “personas” pelas palavras-chaves nos post-its coloridos, perceberam características e necessidades comuns entre os públicos com quem trabalham diretamente. Ao elencarem qualidades de equipes de alta performance puderam perceber o que ainda precisam conquistar. Vivenciaram a riqueza do “compartilhar ideias que podem trazer mais fluidez ao cotidiano de trabalho”.

“Saiu, Priscila! E não é que conseguimos?”, comemorou entusiasmada uma das gestoras quando o grupo conseguiu esboçar a ideia em um esquema visual na hora da experimentação.

Os próximos passos do trabalho em Cajamar envolvem a realização de oficinas práticas com gestores e professores das 30 escolas da rede envolvidos na implementação do chamado “Projeto Institucional”, que tem por objetivo estimular a relação da escola com a comunidade local.