2º Encontro Brasileiro de Governo Aberto

Realizado no Centro Cultural de São Paulo, segunda edição do evento contou com painel sobre educação e práticas pedagógicas abertas na gestão pública


Para falar sobre educação aberta, recursos educacionais, licenças e repositórios abertos, a Parceria Governo Aberto (OGP-Brasil) convidou a diretora-executiva do Instituto Educadigital, Priscila Gonsales, o pesquisador da Cátedra UNESCO de Educação Aberta do Nied/Unicamp, Thiago Soares e o professor da rede municipal de São Paulo, Alex Meusburger. A mediação foi da coordenadora do Pátio Digital da Prefeitura de São Paulo, Fernanda Campagnucci.

Dentre os temas debatidos, o conceito de “educação aberta”, “recursos educacionais abertos” e a importância desses temas para a política pública. Priscila aproveitou para apresentar o guia Como Implementar uma Política de Educação Aberta e REA, que está disponível para leitura on-line e para baixar. Thiago relatou o estudo de repositórios educacionais na América Latina que foi realizado em 2014, ressaltando a dificuldade de um padrão que favoreça os usuários, seja em termos de acesso, como também de classificação dos objetos do acervo segundo critérios de licença.


Com o recente lançamento da nova plataforma do MEC em software livre, espera-se que seja possível criar novos repositórios por meio da cooperação entre países. Já Alex Meusburguer abordou a questão das práticas educacionais abertas, do trabalho diversificado que a a robótica permite ao professor, favorecendo os diferentes saberes e perfis dos alunos.

Segundo Fernanda Campagnucci, o governo aberto visa aproximar governo com a sociedade, o que significa transparência, colaboração, participação social, responsabilização do gestor público. Em educação, surge uma dimensão nova, a dimensão pedagógica. “Não basta abrir somente as questões como alimentação escolar, transporte, repasse de recursos para a escola, orçamento, é fundamental envolver o a comunidade escolar que está presente no contexto, além de ressaltar a questão do que as crianças estão aprendendo, quais os princípios, valores e estratégias utilizadas”, explicou Fernanda.

DT na pós-graduação Formação Integral

Instituto Singularidades apresenta proposta para a 2ª turma e abre inscrições para segunda turma que começa em março de 2018


Dia 11 de dezembro, o Instituto Singularidades realizou o evento Portas Abertas para apresentar a segunda edição da pós-graduação bianual Formação Integral – Autoconhecimento, Habilidades Socioemocionais e Práticas Educacionais Inovadoras, lançada em 2016, que tem um módulo de Design Thinking para Educadores coordenado pela fundadora do Instituto Educadigital, Priscila Gonsales, em parceria com Daniela Carbognin consultora organizacional com foco em Direitos Humanos.

O curso é inédito no país e se propõe a formar, em nível de especialização, profissionais  com alto nível de consciência quanto à sua própria identidade e sua prática junto a crianças, jovens e adultos.


Trata-se de uma visão ampla de educação, com foco no desenvolvimento humano, que traz um repertório e de experiências que incorporem teorias sobre a educação para o século XXI e habilidades socioemocionais. As disciplinas exploram aspectos de desenvolvimento pessoal, trabalho em grupo e transformação sistêmica.

A expectativa é que os formandos possam aplicar os conhecimentos em sua prática profissional e cotidiana, à planejamento de currículo e na preparação de atividades educativas inovadoras. “O Design Thinking é uma abordagem com bastante sinergia com o propósito do curso, pois não estamos falando de uma metodologia para melhorar o ensino, mas sim de um modelo mental focado em valores humanos e na convivência que são fundamentais no processo de aprendizagem”, ressalta Priscila. O módulo de Design Thinking para Educadores vai ocorrer em 2019 e terá 4 momentos, sendo um deles uma imersão de 8 horas.

Acervo da REliA já está integrado à Plataforma do MEC

Campanha “flex” do Catarse para construção da plataforma que indica recursos educacionais digitais com licenças aberta chega ao fim com 63 apoios 


Previsto para ser lançado no início do ano letivo de 2018, a plataforma REliA vai ser a primeira plataforma no Brasil que vai indicar recursos educacionais digitais com licenças abertas. Parte do acervo que estamos reunindo no projeto REliA já pode ser encontrada na nova Plataforma Integrada do MEC. Experimente, por exemplo, buscar “Design Thinking para Educadores”.

A equipe voluntária do Educadigital está trabalhando na categorização dos 490 objetos digitais com licença aberta que já foram mapeados para adequar os metadados para ficarem totalmente compatíveis com os que estão na plataforma do MEC. Assim, as pessoas vão poder encontrar recursos tanto na plataforma do MEC como no REliA que terá o seguinte endereço: www.relia.org.br

Para saber mais sobre a parceria do Instituto Educadigital com a Plataforma Integrada, leia aqui.

A REliA vai ser parte das atividades práticas do curso sobre Recursos Educacionais Abertos para a Universidade Aberta do Brasil (UAB-CAPES) por meio da Iniciativa Educação Aberta.

Para a sustentabilidade do projeto, uma nova campanha de financiamento colaborativo, de caráter recorrente, deve ser lançada ainda nos primeiros meses de 2018.