Primeira jornada da Mentoria Online #ConexãoIED

Foram 4 webinars ao vivo, um por dia, de segunda a quinta, com uma mentoria diferente a partir do olhar sobre o desenvolvimento humano


De 18 a 21 de junho, o Instituto Educadigital lançou a primeira Jornada do  projeto de Mentoria on-line coletiva, o ConexãoIED, que tem como mote a “Educação para o Desenvolvimento Humano em uma Sociedade em Constante Transformação”. Foram 4 webinars ao vivo, cada um com uma mentoria diferente, com interação em tempo real por chat. Nos dias seguintes, os participantes ainda puderam contar com um fórum para conversas aprofundadas no ambiente EAD do Instituto.

Participaram educadores e interessados em educação de diversas cidades como Brasília, Ribeirão Preto, Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, São José do Rio Preto, Salvador e também  Orlando (EUA). Os temas dos webinars foram organizados de acordo com as áreas da mandala abaixo, de forma que cada um abordasse um deles, predominantemente: autoconhecimento, talento e qualidade de vida; cidadania e ética digital;  relações interpessoais e coletividade; aprendizagem, criatividade e inovação.


“Meu webinar acabou sendo um piloto para a nova oficina que vou lançar, sobre usar os princípios do Design Thinking para sua própria vida pessoal”, relatou Priscila Gonsales, diretora-executiva do Educadigital, que coordenou o 2º webinar da semana. Já Ana Luiza Feres, terapeuta junguiana, aproveitou a oportunidade para fazer sua primeira palestra 100% online. “Adorei a experiência, é sempre muito bom podermos aceitar desafios de produzir algo diferente do que estamos acostumados”, pontuou. O designer Ricardo Ferrer, um dos criadores do Jogo do Herói, apesar de já ter bastante experiência em formação e aulas online, ainda não tinha apresentado a jornada do herói sob o olhar do processo de ensino e aprendizagem. “Vivemos muitas jornadas o tempo todo, e trazer mais ludicidade para a educação é sempre muito motivador”, ressaltou.

O último webinar da série também foi bastante produtivo para a mentora Débora Sebriam, coordenadora de projeto do Educadigital e do Centro Educacional Pioneiro, em São Paulo, que se dedica há mais de 10 anos no tema do uso responsável da internet e pode aprimorar o conteúdo a partir de questões cada vez mais presentes na atualidade. “Aprender é uma ação constante e fundamental e, por isso, falar em uso consciente da internet hoje em dia é muito mais assertivo”, explicou logo no início do seu webinar quando apresentou a diferença entre “responsabilidade” e “consciência”.

Para entender melhor a proposta do #ConexãoIED, vale ler este post aqui.


A próxima jornada está prevista para agosto, como novos temas e novos mentores. Vale a pena acompanhar o grupo no facebook para saber as próximas datas. Se você tem interesse em ser um/uma mentor/a acompanhe por lá que divulgaremos o formulário de interesse. Como estamos recebendo muitos pedidos, vamos testar a possibilidade de disponibilizar a gravação dos webinars para quem se interessar. Para isso, basta enviar um email para cursolab@educadigital.org.br que explicaremos o procedimento. Os temas dos webinars foram os seguintes:

Mentoria para e entre educadores: foco em habilidades e competências

Você já ouviu falar em “mentoria”? O termo vem sendo muito utilizado ultimamente no mundo das startups —um modelo de empresa que surge a partir de uma ideia nova transformada em negócio. Para poder impulsionar esse negócio, gerando valor aos futuros possíveis usuários e, consequentemente, lucro para a própria startup, algumas ações são fundamentais, dentre elas, a mentoria.

Podemos definir mentoria como uma relação de troca temporária na qual uma pessoa que é especialista ou tem mais experiência em determinado campo de atuação orienta outra pessoa interessada em receber informações, aconselhamento, sugestões e dicas de conduta.

As startups começaram a ganhar força com a popularização da internet no final dos anos 90 e algumas se transformaram em empresas gigantes conhecidas mundialmente, como Google e Facebook. As áreas mais requisitadas para mentoria nas startups são finanças, administração, marketing e, mais recentemente, “soft skills” — o nome dado para o que em educação chamamos de habilidades socioemocionais.

Mas não foram as startups que inventaram a mentoria, elas apenas estão contribuindo para disseminar o conceito na atualidade. No livro Odisseia, de Homero, uma das obras clássicas da Grécia Antiga, o sábio Mentor recebe do rei Ulisses a missão de dar suporte e orientação ao príncipe Telêmaco durante sua ausência. Tempos depois, Mentor parte com Telêmaco em uma jornada inspiradora em busca do rei.

A figura do mentor ou mentora também aparece no Monomito (Jornada do herói), como um arquétipo que dá subsídios e referências para que o herói possa escolher o próprio caminho. Basta lembrar de personagens de diversos obras famosas, como o Yoda, de Star Wars; Grilo Falante, do Pinóquio; Fada Madrinha, da Cinderela; Dumbledore, de Harry Potter, e muitos outros.


Mentoria para e entre educadores

No contexto da educação, espera-se que a mentoria aconteça desde sempre na relação educador-educando, mesmo quando ela não é assim denominada, já que incentivar, valorizar e inspirar são atributos de bons mentores.

Mas será que os educadores se consideram mentores? E se os educadores pudessem, também, receber mentorias que os apoiassem em seu próprio processo de desenvolvimento pessoal e profissional?

Ainda são bem raras as formações docentes pautadas no autoconhecimento e no aprimoramento de relações interpessoais para uma melhor convivência entre os diversos atores da comunidade escolar. A prioridade é sempre ofertar um conhecimento técnico específico ou uma metodologia de ensino.

Há claramente uma lacuna a ser preenchida aí. Hoje há uma demanda forte em relação ao trabalho com habilidades socioemocionais com os alunos, mas e com os educadores? Apenas ensinar os professores a como ensinar a desenvolver tais habilidades nos alunos, por meio de “planos de aula”, certamente será inócuo.

Educadores precisam de mentores, pois carecem de escuta, valorização e incentivo. A mentoria pode oferecer um sistema de apoio que ajude o educador a desenvolver-se intelecto e emocionalmente de forma constante. Favorece, ainda, a reflexão sobre identidade e reconhecimento de seu papel como autor.

No entanto, é fundamental que haja no processo de mentoria um compartilhar de entusiasmos, uma ação recíproca, isto é, a convicção de que ambos os envolvidos são professores e aprendizes. Para quem oferece, a mentoria é desafiante, pois deve inspirar sem criar dependência.

No Instituto Educadigital, vamos iniciar o projeto de Mentoria on-line coletiva, o ConexãoIED, que tem como mote a“Educação para o Desenvolvimento Humano em uma Sociedade em Constante Transformação”. Por meio de webinars ao vivo, com interação por chat, e na sequência, um fórum para conversas aprofundadas, teremos mentores e mentoras convidados para um compartilhar de experiências em 4 áreas foco, como mostra a mandala: 



Cada Mentoria on-line será organizada em “jornadas temáticas” que vão fomentar perguntas e não trazer respostas.

Participe do webinar de lançamento do projeto, no dia 15 de maio, às 20h. É gratuito, basta se inscrever aqui.

Conexão Educadigital – edição 1

Encontro presencial em São Paulo, no dia 6 de fevereiro, reuniu pessoas da rede do Instituto Educadigital para uma conversa sobre cultura digital, design thinking, educação aberta e para apresentação dos novos projetos que serão lançados em 2018

Assista aqui a gravação da transmissão ao vivo:


Ashoka Support Network conhece #ConexãoIED

Iniciativa de mentoria coletiva online para educadores, baseada em “Educação para o Desenvolvimento Humano” foi apresentada em reunião da rede de suporte à Ashoka


A diretora-executiva do Educadigital, reconhecida como fellow Ashoka em 2013, participou da reunião da rede de apoiadores da instituição, denominada Ashoka Support Network, para apresentar a ideia da iniciativa #ConexãoIED, uma mentoria online em formato coletivo que tem por objetivo propiciar a troca entre educadores por meio de conversas aprofundadas, com apoio de mentores e mentoras que fazem a mediação das discussões.

“Como na jornada do herói, o mentor ou mentora, são pessoas que nos inspiram com suas experiências já vivenciadas, que podem trazer sugestões de reflexões e estudos sobre desafios cotidianos da educação”, explicou Priscila.

A escolha do formato coletivo permite que a iniciativa seja mais acessível em termos financeiros ao compartilhar o mentor com outras pessoas, além de poder também interagir com essas pessoas. Para permitir a participação de pessoas de qualquer parte do mundo, independentemente de hora e local,  o #ConexãoIED é online. Muito mais do que um grupo de discussão, o #ConexãoIED é um encaminhamento de ideias a partir de desafios para que cada participante reflita, aprenda, evolua

O #ConexãoIED também não é exatamente um curso, pois não existe uma formalização de participação nem módulos a cumprir. Trata-se de um espaço que favorece o contato e o aprofundamento de questões relacionadas à Educação para o Desenvolvimento Humano a partir de quatro temáticas:

  • autoconhecimento, talento e qualidade de vida
  • aprendizagem, criatividade e inovação
  • relações interpessoais e coletividade
  • cidadania e ética digital

Em 2016, de abril a setembro, o IED realizou um protótipo da iniciativa para 80 participantes, no ambiente virtual Moodle, utilizado para cursos laboratório online. A cada semana, um mentor ou mentora lançava um desafio e conduzia a conversa, de acordo com a temática, sempre trazendo referências e bibliografia para apoiar as reflexões:

Marisa Bussacos – coach

Ana Luiza Feres – terapeuta junguiana

Ricardo Ferrer – jornada do herói

Ricardo Rombauer – diálogos na política

Priscila Gonsales – criatividade na educação

Débora Sebriam – ética digital

Como próximos passos, o IED pretende aprimorar o ambiente online e criar um aplicativo móvel para relançar o projeto. Para mais informações sobre apoios e parcerias, escreva para: contato@educadigital.org.br


Estratégias disruptivas para formação online

Iniciativas a distância desenvolvidos pelo Educadigital foram apresentados em congressos no Brasil e no Uruguai


 Design Thinking para Educadores é uma abordagem essencialmente visual e presencial, em que as trocas, as conversas, o uso de post-its e outros objetos manuseáveis são o ponto chave das oficinas, workshops e outras modalidades de formação. Desde 2014, quando o Educadigital trouxe o material para o Brasil, mais de 40 formações presenciais foram realizadas em diferentes instituições, de escolas, ONGs a universidades. O lançamento do primeiro curso online sobre o tema, focado na formação de facilitadores, ocorreu um ano depois, em 2015, e hoje já estamos finalizando a Turma 2 e com previsão de lançar a Turma 3 no segundo semestre de 2016.

Criar uma versão online para uma metodologia de formação totalmente baseada no contato presencial em qualquer circunstância vai ser sempre um desafio. No nosso caso não foi diferente. Como trabalhamos com software livre, como o Moodle, sabíamos que ainda teríamos mais esse fator, já que o AVA (ambiente virtual de aprendizagem) tem uma estrutura previamente preparada para facilitar o trabalho de quem quer oferecer cursos. Mas, como procuramos sempre em nosso trabalho buscar novas formas de buscar, criar e adaptar caminhos possíveis, nossas iniciativas online tem por objetivo preservar a dinâmica de acolhimento, proximidade e troca que temos em nossas formações presenciais.

Foi um pouco sobre esse enfoque, além de apresentar o Design Thinking para Educadores como uma abordagem criativa para o ensino e a aprendizagem, que participamos de dois congressos em maio. Um deles, o Moodle Moot, tradicional evento para programadores e usuários do software, que ocorreu em São Paulo, na Universidade Mackenzie. Além dos cursos online de DT que estamos desenvolvendo, próprios ou em parceria com outras instituições como o Instituto Alana, também apresentamos a iniciativa do #ConexãoIED, que visa oferecer um serviço de mentoria online, em formato coletivo, tendo como foco a educação para o desenvolvimento humano.

Em sua 3a edição, o Congresso Internacional Online Educação e Novos Meios, realizado pela Anilla Cultural Latino-America Europa, com sede no Uruguai, contou com a participação da diretora-executiva do Educadigital, Priscila Gonsales, como uma das palestrantes oficiais da programação. Ela aproveitou a oportunidade para lançar a versão em espanhol do curso online de DT para Educadores, com previsão de início para o segundo semestre de 2016.

Leia artigo de Priscila Gonsales: Esqueça o “fora da caixa”, mas tente sair da sua zona de conforto
Leia nosso Relatório de Atividades e veja onde já fizemos formação em DT para Educadores

Mentores convidados do mês de maio

Eduardo Rombauer e Ricardo Ferrer abordaram assuntos como diálogo sobre política e jornada do herói


Para fomentar a conversa sobre dois temas do #Conexão, contamos com a presença de dois mentores convidados. No tema Relações, Diálogo e Coletividade, Eduardo Rombauer, um dos fundadores da iniciativa Vem pra Roda, foi entrevistado no Hangout do dia 9 de maio como parte da #conexaodasemana: Como podemos… estabelecer um diálogo quando o assunto é política? 

Um dos assuntos mais polêmicos do momento, que divide amigos e família, tem sido a política representativa. Nesse sentido, a ideia é buscar formas de diálogos possíveis com interlocutores com opiniões diferentes das nossas. A íntegra da conversa foi gravada e está disponível no vídeo acima ou no Canal do Educadigital.


Já para o tema Autoconhecimento, Talento e Qualidade de Vida, tivemos a presença do consultor Ricardo Ferrer, um dos criadores do Jogo do Herói, que mediou diretamente a #conexãodasemana Como podemos… identificar nossa própria jornada do herói?. Baseada nos estudos do antropólogo Joseph Campbell, a jornada do herói é um tipo de história ou narrativa presente nos maiores sucessos do cinema ou da literatura, como Odisseia, de Homero, ou Star Wars, de George Lucas. O ponto central dessa conversa é saber que cada um de nós temos nossas jornadas do herói em diferentes fases da nossa vida. Essa conversa é exclusiva para participantes do #ConexãoIED.

Participe do #ConexãoIED, uma mentoria online em formato coletivo focada em educação para o desenvolvimento humano. Saiba mais aqui.

Quem são os mentores do #ConexãoIED?

Cultura digital na educação sempre foi o foco de trabalho do Instituto Educadigital (IED); depois de cinco anos de atividades, surge uma iniciativa de mentoria online, em formato coletivo, para compartilhar conhecimento e propiciar trocas de forma mais aprofundada entre as pessoas


Lançado em abril, o #ConexãoIED é um espaço de mentoria online em formato coletivo criado com o objetivo de evidenciar a necessidade crescente de uma educação para o desenvolvimento humano. Parece um curso, mas não é. Parece um fórum de debates, mas é mais do que isso. Como toda novidade — ou um serviço com o qual não estamos acostumados —ficamos um pouco em dúvida se vale mesmo a pena participar do #Conexão, com todas as inúmeras atribuições e tarefas que já temos no nosso dia-a-dia.

Mas será que parar e olhar pra gente mesmo com mais cuidado e tentar compartilhar nossas dúvidas e ponderações com outras pessoas de forma mais aprofundada pode ser encarado como “mais uma tarefa”?

Nesta entrevista, os mentores-fundadores da iniciativa #Conexão contam um pouco mais sobre eles mesmos e sobre como surgiu essa ideia que pretende ao longo do período convidar outros mentores e mentoras para colaborarem e apoiarem a jornada dos participantes pelos quatro temas: criatividade, autoconhecimento, relações e ética digital.


Conte uma breve história pessoal de aprendizado relacionado ao seu tema – ética digital, autoconhecimento/diálogo e criatividade

Débora Sebriam – A primeira vez que eu ouvi a expressão “autoria na cultura digital” a partir de uma prática mais democrática que garantisse acesso, liberdades de utilização e melhor uso do dinheiro público foi no I Forum de Cultura Digital na Cinemateca. Era uma ideia tão simples que como educadora, eu não acreditava que nunca tinha pensado nisso antes. Nós estamos tão acostumados com os modelos estabelecidos que as vezes nos esquecemos de (re)avaliar as relações que estabelecemos com o conhecimento. Foi aí que a Educação Aberta começou a fazer todo o sentido e ser aplicada na minha vida profissional como uma filosofia mesmo. Atrelado a isso, me incomodava a maneira legalista como a questão ética era tratada pra questões relacionadas a criação de conteúdo, direito autoral e dos próprios usos que fazemos da internet. Tantas questões que exigem diálogo e uma busca por entender as transformações culturais pelas quais passamos nos últimos anos com a chegada da internet e as relações que ela proporciona que a gente estabeleça. Esse foi o impulso para uma tomada de consciência e mudança de postura profissional, um desejo de colaborar e aprender junto no lugar de somente acumular experiências individuais.

Cesar Matsumoto – Me juntei à Escola de Diálogo de São Paulo no seu comecinho, em 2008/09. E foi um clique instantâneo, daquelas conexões que simplesmente eram pra acontecer. Começamos com o primeiro curso da escola dentro da FGV chamado Liderança Dialógica e Pensamento Complexo. Foi um marco e desde então esse tema do diálogo, pensamento complexo, comunicação não-violenta tem sido parte da minha identidade. E o maior desafio pra mim foi como dialogar com minha família, meus pais e irmãos. Eu tinha certa habilidade em lidar com conflitos no trabalho/amigos, mas com a família… Era bem desafiador! E eu gostava do desafio, era um território onde as “técnicas” de comunicação não-violenta ou a metodologia Conversas Difíceis de Harvard eram postas à prova. Algumas vezes não adiantava nada e aí o conflito persistia. Mas em outras, era bonito de ver a abertura minha e dos meus familiares em maior empatia, compaixão, entendimento mútuo.

Priscila Gonsales – Lembro de um momento muito crucial na minha vida, com 10 anos de experiência em projetos de educação digital, em que eu acreditava piamente que inovar não significava ter que criar uma coisa nova a todo momento. Em vez disso, era preciso renovar o olhar para observar nuances ainda não observadas. Só que era muito difícil argumentar algo assim tão relacionado à minha própria percepção e crença em meu modo de fazer. Não havia dados numéricos. Nada que eu pudesse usar de fato para uma argumentação racional.  Eu sentia uma angústia enorme por não conseguir apontar, logicamente, o porquê aos meus então interlocutores.  Era angústia misturada com desapontamento. Algum tempo depois, quando conheci o design thinking e me encantei com suas possibilidades tão concretas e ao mesmo tempo tão hipotéticas, é que fui entender que não era mesmo necessário encontrar uma resposta correta. Porque no processo de aprender ou ensinar não existe um único jeito ou um modelo a seguir.  Foi o DT que me desequilibrou e me provocou a querer avançar ainda mais. Ele foi e tem sido meu desafio constante. As hipóteses —tão negligenciadas pela maioria dos educadores devido ao alto grau de falibilidade que oferecem— são o grande trunfo do DT.


Como vc se conecta ao que realmente interessa?

Débora – Eu tento estar em contato presencial ou virtual com as pessoas que admiro e consulto com periodicidade os sites e canais que considero bons e trazem notícias com experiências da minha área de atuação. E busco privilegiar os contatos mais aprofundados, interlocuções que me instiguem a refletir sobre meu fazer e que me estimule a buscar melhorar cada vez mais.

Cesar – Percebi que minha vida tem ciclos, como uma espiral que passa no mesmo ponto, mas numa “oitava” acima. Em cada fase da minha vida fui descascando uma camada da cebola do meu propósito de vida, descobrindo, revelando cada faceta daquilo que me faz me sentir vivo, cumprindo o motivo da minha existência. Na minha experiência, quando estou alinhado à esse senso do meu propósito, aquilo que me interessa é o que vai dar suporte à realização desse propósito, o resto eu descarto. Com esse alinhamento firme eu simplesmente não consigo não buscar/me conectar com o que me interessa, que é o propósito. E aí tudo o mais acontece para favorecer essa busca, sejam desafios que me tiram da zona de conforto, seja um mentor adequado àquele momento de vida, seja um bom livro…

Priscila – Eu procuro estar perto de pessoas com as quais me identifico profissionalmente e pessoalmente, sabendo que isso é algo cíclico, ou seja, novas pessoas podem chegar e outras podem sair dependendo do momento de vida. Busco compartilhar sempre aprendizagens com outras pessoas, seja por meio do meu próprio trabalho, como de materiais que produzo. Como jornalista de formação, investigo muito o que leio, busco outras versões dos fatos para minha própria reflexão. E, sempre que posso, também busco me conectar com a arte, com o cinema, com a música e a dança que adoro!


Se sua casa estivesse pegando fogo e vc já tivesse conseguido salvar todos os seus entes queridos e pudesse ainda salvar uma única coisa, o que seria?

Débora – os álbuns de fotos que tenho da minha família e dos meus amigos.

César – meu computador! Rs.

Priscila – os desenhos que meus filhos faziam quando eram pequenos, guardei alguns em uma pasta


Qual sua expectativa para o #Conexão?

Débora – eu espero que seja um espaço de diálogos significativos e trocas de experiências que promovam a aprendizagem colaborativa.

César – nós temos algo a oferecer ao mundo que será útil para um conjunto específico de pessoas. Espero que elas consigam chegar até nós e nós até elas.

Priscila – nesses anos todos trabalhando formação de educadores, sinto que é preciso algo mais além de apresentar novas possibilidades práticas, é realmente importante favorecer que conversas mais aprofundadas aconteçam, que as pessoas compreendam a integralidade do desenvolvimento humano e, claro, também espero poder compartilhar minhas próprias experiências com quem quer trilhar caminhos parecidos.

O #ConexãoIED vai oferecer certificado?

Sim. Mas só se você precisar ou quiser. Mesmo sendo realizado no Moodle, um software livre voltado para o desenvolvimento de cursos online, o #ConexãoIED não é propriamente um curso. Não tem módulos estruturados nem tarefas a cumprir. A proposta é completamente nova mesmo. O #ConexãoIED também não é um grupo de discussão. É muito mais que isso. Estamos criando um espaço para favorecer um encaminhamento de ideias a partir de desafios (design challenges) chamados de #conexãodasemana para que cada participante reflita, aprenda, evolua por si mesmo e ao compartilhar com os demais.

Por isso, a princípio, o #ConexãoIED não prevê a emissão de certificados de participação. Caso seja necessário ou você precise de um, os requisitos são os seguintes:

1) Participação de no mínimo 5 meses nas atividades do ambiente (o Moodle permite monitorar as horas de acesso).

2) Entrega de uma produção autoral que pode ser uma das abaixo relacionadas:

a) Apresentação (postar no Slideshare) com uma reflexão pessoal sobre um dos temas trabalhados e principais tópicos;

b) Canvas sobre seu projeto, iniciativa ou modelo de negócio;

c) Diagrama de Swot ou FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) pessoal sobre seu momento atual em relação à profissão ou ao propósito de vida.

A certificação tem um pequeno custo, pois envolve uma avaliação e um retorno personalizado para o participante. Por isso ela é opcional. Participe do #ConexãoIED e saiba mais!

Ouça aqui o áudio em que a Priscila Gonsales, uma das mentoras, fala sobre a iniciativa do #Conexão:

#ConexãoIED lança desafios para conversa online

Mentoria coletiva online do Educadigital incentiva os participantes a refletirem e analisarem com mais profundidade assuntos a partir de design challenges (desafios de design)


Com estreia prevista para dia 5 de abril, próxima terça-feira, o #ConexãoIED, iniciativa de mentoria coletiva do Educadigital, vai desenvolver com os participantes conversas aprofundadas e orientações baseadas em quatro macro-temas:

  • Aprendizagem, criatividade e inovação
  • Autoconhecimento, talento e qualidade de vida
  • Autoria, cidadania e ética digital
  • Diálogo, relações e coletividade

A cada terça-feira, uma #conexãodasemana traz um enfoque temático diferente com a pergunta Como podemos…?  As conversas passarão pelos quatro macro-temas ao longo de um mês, de forma intercalada, para que os diferentes mentores possam interagir com os participantes e enfatizar os aspectos mais relevantes que estiverem sendo abordados. “Optamos por trazer para o #Conexão o mote dos desafios, algo que já  trabalhamos no Design Thinking para Educadores para estimular os participantes a buscarem coletivamente novas ideias e soluções”, explica Priscila Gonsales, coordenadora-executiva do IED e uma das mentoras da iniciativa.


Saiba quais serão as conversas já programadas para o mês de maio/junho:

• Como podemos inovar em ambientes rígidos ou pouco flexíveis? (10 a 16 de maio)
• Como podemos identificar nossa própria jornada de herói? (17 a 23 de maio)
• Como podemos utilizar materiais online sem violar o direito autoral? (24 a 30 de maio)
• Como podemos enfrentar conversas difíceis? (31 de maio a 06 de junho)


Conversas do mês de abril:

• Como podemos nos tornar cada vez mais criativo? (05 a 11 de abril)
• Como podemos aliar propósito e significado à nossa atuação profissional? (12 a 18 de abril)
• Como podemos publicar nossas produções sem medo do plágio? (19 de abril a 02 de maio)
• Como podemos estabelecer um diálogo quando o assunto é política? (03 de maio a 09 de maio) 

Veja no fluxograma como funciona a dinâmica do ambiente, ou seja, cada participante pode acessar do local e horário que for conveniente:


Saiba como participar: clique aqui!