DT na resolução de problemas de gestão

Logo no início de fevereiro, a equipe do CIEB – Centro de Inovação para a Educação Brasileira teve a oportunidade de vivenciar a proposta de metodologia para resolução de problemas baseada na abordagem do Design Thinking elaborada em parceria com o Educadigital.


A metodologia Design da Educação Conectada tem o objetivo de apoiar gestores de secretarias de educação municipais e estaduais no processo de implementação dos respectivos Planos de Tecnologia Educacional e está estruturada em cinco fases: entender, empatizar, cocriar, prototipar e evoluir. Com lançamento previsto para março, o material será um recurso educacional aberto (REA) e ficará disponível para baixar pelo site do CIEB.

Formações Design Thinking para Educadores no mês de junho

 Leve a formação em Design Thinking para Educadores para sua instituição, presencial ou EAD. Saiba mais aqui


Inscrições abertas para o curso on-line para estudantes universitários e também para a 7ª edição do #cursolabDT para pessoas interessadas em se tornar facilitadoras da abordagem do DT.

Design Thinking e as competências da BNCC

Uma equipe de 35 educadores profissionais da Editora Opet/Sistema Sefe participou da formação para compreender melhor como o DT pode apoiar a criação de diversas metodologias para desenvolver uma formação de professores mais alinhada com as competências gerais da BNCC.
Mais fotos da formação aqui. 

Pedagogia na UnB

A turma do primeiro ano de Pedagogia da UnB fechou o semestre com uma oficina de Design Thinking para Educadores. A convite do professor Tel Amiel, da disciplina de Mídias e Tecnologias Digitais, a diretora-executiva do Educadigital, Priscila Gonsales, fez uma oficina demonstração para os alunos conhecerem o potencial do Design para a educação.
Mais fotos da formação aqui.

Design Thinking e a Ritualização de Boas Práticas Educativas — lançamento

Um fascículo de coleção que virou livro independente e busca enfatizar o potencial motivador do DT para transformar atividades pedagógicas de qualidade em rituais a serem compartilhados ao longo dos tempos


Há exatamente um ano, recebi o convite de uma grande editora para escrever um fascículo sobre Design Thinking na educação que iria compor uma coleção sobre metodologias para uma aprendizagem ativa. Puxa, fiquei muito contente! Com a rotina atribulada, tantos compromissos e atuação muito voltada para a prática, normalmente sobra pouco espaço para sistematizar os aprendizados do caminho. E a iniciativa Design Thinking para Educadores ia completar 4 anos de aventuras.

Como era fim de semestre e o prazo meados de julho, decidi que o esforço valia a pena. Afinal, seria uma oportunidade ímpar para poder organizar uma escrita ainda incomum aqui no Brasil que é inter-relacionar os princípios do Design Thinking (DT) com as atuais concepções sobre educação de qualidade.

Porém, quando finalizei o texto e as orientações para infográficos, soube que a editora não concordou em colocar licença Creative Commons (versão não-comercial) no meu fascículo, como eu havia solicitado logo quando aceitei o trabalho. Ainda são poucas as editoras que topam projetos mais abertos, uma delas é Cereja/Hedra, com quem fiz este livro aqui.

Infelizmente, tive que deixar o projeto e renunciar a remuneração oferecida, algo que sempre pesa em decisões como essa. Mas para mim, o mais importante naquele momento, era manter coerência com meus próprios valores de abertura na educação, que é a causa pela qual tenho me dedicado nesses anos todos.

Sempre pontuo nas formações de educadores que o DT não é metodologia nem ferramenta para a educação. Mas sim uma abordagem que inspira criar diversas metodologias e, mais do que isso, transformar boas práticas em rituais. Um ritual é sempre aberto pois pode ser adaptado por quem o realiza; é também compartilhado para ser duradouro.

Com um texto pronto na mão, comecei a buscar informações sobre como poderia publicar o livro de forma independente e sem investimento para gráfica. Nesse esforço, encontrei pessoas que me levaram ao editor digital Heinar Maracy, que foi quem me ajudou a publicar no Create Space, um sistema da Amazon em que você pode produzir sua própria publicação e disponibilizar de modo impresso ou digital sob demanda. Se ficou curioso(a) para conhecer o livro, veja aqui.

Formação Design Thinking para Educadores no mês de maio

Atividades do mês foram diversificadas e envolveram desde instituições até o público em geral para conhecer as etapas do DT no processo educativo e prototipar melhorias para problemas cotidianos da educação


As formações de DT para Educadores no mês de maio passaram por temáticas como convivência e relações dentro de uma instituição, Para junho, temos inscrições abertas para o curso on-line para estudantes universitários além da 7ª edição do #cursolabDT para pessoas interessadas em se tornar facilitadoras da abordagem do DT.

Design Thinking para convivência institucional 
Encontros de diagnóstico e cocriação entre profissionais que fazem a educação infantil acontecer: professores, gestores, auxiliares, funcionários da cozinha, administração e portaria. A escola de Educação Infantil Abilitá, na zona sul de São Paulo, há um ano vive um processo de transição com a mudança de uma das mantenedoras. Ajustes tiveram que ser realizados e, nesse sentido, o grupo gestor percebeu a necessidade de envolver todos os colaboradores em um momento de escuta e compartilhamento de demandas, receios e dúvidas. O DT foi essencial para permitir o planejamento de um processo empático, colaborativo e experimental.


Design Thinking e Cultura Digital 
A unidade do Senac Campos de Jordão, formada pela faculdade e o Grande Hotel, convidou a diretora-executiva do Educadigital, Priscila Gonsales, para realizar um dia de imersão em Design Thinking com professores da unidade e de unidades vizinhas como Pindamonhangaba e Taubaté. O objetivo da formação era refletir sobre a inter-relação do DT com a cultura digital, como por exemplo, os princípios da Ética Hacker, especialmente aqueles relacionados à autoria, compartilhamento e geração de benefícios para a comunidade. Além disso, a prototipagem do grupo trouxe possibilidades de novas configurações em sala de aula, assim como integração entre os diversos cursos oferecidos pela instituição.


Design Thinking, Educação e Futuros Emergentes 2
Pela segunda vez na Escola Gracinha, em São Paulo, a oficina teve a participação de alunas do 9º ano do Ensino Fundamental que, como sempre, só enriqueceram as trocas e as possibilidades de criação. Todos tiveram como foco da empatia criar a persona da escola, a partir do que a instituição recebe de demandas, do que cumpre, descumpre e o que almeja.

Oficina gratuita de DT para Educadores no Prisma Globonews

A segunda edição do evento GloboNews Prisma, festival de empreendedorismo e inovação, vai oferecer um workshop de Design Thinking para Educadores com a fundadora do Educadigital, Priscila Gonsales. Aberto ao público e gratuito, terá 2 horas de duração e vagas limitadas mediante inscrição prévia.

O evento vai ocupar cinco  coworkings do bairro de Pinheiros, em São Paulo, no dia 5 de maio, e os temas em destaque são empreendedorismo, sustentabilidade e sociedade, com debates, cases, workshops e exibição de documentários. Também estão previstos shows, DJ, duo de chorinho e foodtruks, além de um espaço sensorial reunirá atividades como yoga, técnicas de respiração e meditação, além de de uma feira com expositores da nova economia, com produtos sustentáveis.

Acompanhe pelo site do evento e pelo facebook

Estreia do curso DT e a Educação na Sociedade Aparelhada

Novo curso de Design Thinking associa a abordagem do Jovem Aparelhado, desenvolvida pela fotógrafa e pesquisadora Roberta Dabdab


Nos dias 9 e 10 de março foi a vez do Ibmec São Paulo na parceria com o Educadigital para uma formação presencial. Essa especialmente para a estreia do curso de Design Thinking e a Educação na Sociedade Aparelhada, de 12 horas, que teve como objetivo refletir sobre a quantidade de imagens que produzimos e compartilhamos e se fazemos com consciência ou não sobre o que estamos expressando sobre nós mesmos.

“Como podemos usar nossa percepção e expressão — e por que não — nossa autoria para gerar criações com mais qualidade estética?”, explicou Roberta Dabdab, que trouxe aos participantes diversos exemplos de produções imagéticas de artistas nacionais e internacionais no intuito de instigar a sensibilidade para as produções que iam surgir. 

Design Thinking e a Educação na Sociedade Aparelhada uniu os conceitos de empatia, colaboração e experimentação do DT com a ideia de uma sociedade aparelhada e dialógica, capaz de produzir imagens como resultado de uma postura criativa, livre de um olhar para os excessos e de representações óbvias.

Com a participação de educadores da rede pública e particular de Educação Básica e também de Ensino Superior, as trocas foram bem interessantes, especialmente pelo reconhecimento de aspectos semelhantes no cotidiano, como por exemplo, a importância das relações interpessoais no ambiente de trabalho serem cada vez mais colocadas em primeiro plano na resolução dos desafios e problemas.

Uma das atividades envolveu a criação imagética da persona, por meio de recorte e colagem que pudesse representar esteticamente a compreensão das sensações envolvidas e simbolizar as principais características encontradas pelo grupo.


Outro momento bastante esperado foi a saída fotográfica para captação de imagens para compor os protótipos midiáticos que foram criados. A região da avenida Paulista, claro, ofereceu um cenário riquíssimo para as captações.

“Foi muito especial nossa oficina!  O convite partiu da Priscila Gonsales, que já vinha percebendo a importância de incluir a perspectiva da IMAGEM para os educadores. Afinal, vivemos cercados e motivados por elas. Como pesquisadora, artista visual e fotógrafa, tenho me dedicado a refletir sobre o sentido da imagem nesta contemporaneidade. Defendo a ideia de que a linguagem visual faz parte de toda a nossa comunicação e, assim, precisamos nos alfabetizar imageticamente, entender características e  potencialidades das imagens. Foram dois dias intensos e criativos, e o feedback dos educadores me deu a certeza de que pudemos proporcionar a eles novas possibilidades de se abordar a linguagem visual em sala de aula. Muito obrigada pela parceria Instituto Educadigital! ” — Roberta Dabdab

Veja mais fotos da formação aqui

DT para Educadores em versão internacional

Metodologia de formação EAD do curso on-line de formação de facilitadores em Design Thinking para Educadores foi traduzida e adaptada para os idiomas inglês e espanhol


CLabEN

Já estão abertas as inscrições para as versões Espanhol e Inglês do #cursolabDT, curso on-line de Design Thinking para Educadores — Formação de Facilitadores. Os cursos foram traduzidos pelas pesquisadoras brasileiras Nathalie Nahas, consultora em responsabilidade social, e Jorgelina Talei, professora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), que foram alunas da turma 4 do curso.

“Queremos disseminar a dinâmica que criamos para um curso em formato EAD de Design Thinking que não é massivo, ao contrário, tem vagas limitadas, pois a ideia é justamente ter um contato bem próximo com o participante, promover conversas aprofundadas e apoiar o planejamento e implementação da oficina protótipo”, explica Priscila Gonsales, fundadora do Educadigital e idealizadora do #cursolabDT.

CLabES

Atualmente, existem diversos cursos sobre Design Thinking disponíveis online, especialmente no idioma inglês, a maioria deles são massivos e voltado para a área de negócios. No entanto, ainda é novidade um curso a distância que tenha como foco a  formação de facilitadores para disseminação do uso da abordagem em processos educativos, ou seja, um curso que considere o desenvolvimento de competências de planejamento, roteiro e condução de atividades formativas com base na empatia, colaboração e experimentação. “O curso foi determinante para o aprimoramento em minha carreira profissional”, pontua Ana Marcia Paiva, coordenadora de tecnologia educacional na Fundação Torino, em Belo Horizonte, que atualmente é facilitadora associada do Instituto Educadigital e moderadora do #cursolabDT.

Os dois cursos estão previstos para começar a Turma 1 em 24 de abril de 2018.
Saiba mais e apoie a divulgação!

#CursolabDT em Inglês
#CursolabDT em Espanhol

O Chuí é logo ali

Design Thinking para Educadores chega à fronteira do Brasil com o Uruguai 


Em plena véspera de carnaval, quando boa parte do país estava definindo seu roteiro de folia entre Rio, São Paulo, Salvador, Recife e outras cidades famosas pela festa popular, ela estava preparando sua mala cheia de fantasias, brinquedos e adereços. Mas o destino, porém, era outro bem diferente. Um lugar já bem conhecido por ela há muitos anos: Chuí, município no extremo sul do Brasil, com uma população de quase 6 mil habitantes. A bagagem organizada era nada mais nada menos que seu kit de prototipagem para facilitar a oficina de Design Thinking para Educadores que ela faria, pela primeira vez, em parceria comigo, na única escola municipal de ensino fundamental de lá, a EMEF General Artigas.

Foi com um misto de entusiasmo e preocupação que recebi o convite dela, a educadora Sandra Méndez, ex-aluna do curso de Facilitadores em Design Thinking para Educadores, agora também nossa facilitadora associada.  Entusiasmo é uma sensação recorrente em mim quando o assunto é viagem, vou à Eslovênia ou ao Chuí com a mesma empolgação. Adoro o elemento desconhecido das viagens e me encanta em demasia conhecer pessoas que vivem realidades distintas das que estou acostumada. Já o sentimento de preocupação era com o tempo de viagem em uma semana atribulada, considerando a organização toda que eu teria que fazer na agenda para conseguir chegar a um destino tão afastado, cujo caminho envolve vôo, conexão e horas de estrada.

Sandra precisava de uma parceira para compor com ela essa primeira oficina na escola, que seria parte da sua pesquisa de doutorado. Ela é natural da fronteira, tem nacionalidade brasileira e uruguaia, e é professora de espanhol e de inglês. Anos atrás lecionou inglês na mesma General Artigas e, desde que conheceu a abordagem do Design Thinking, sonha em articular a comunidade da escola para tornar a aprendizagem de idiomas estrangeiros mais ativa e significativa para os estudantes da região.

Chuí é uma cidade pequena e pitoresca. Tem cerca de 6 mil habitantes e só é famosa pela expressão popular “do Oiapoque ao Chuí”, que evidencia dois extremos territoriais do Brasil. Tirando as placas sobre o Brasil começar/terminar ali, são quase nulas as atrações turísticas propriamente da cidade mas, por estar na fronteira, existe ali o que arrisco chamar de “ecossistema” próprio. Está localizada a 15 minutos de uma praia linda, seja no lado brasileiro ou no uruguaio. Tem o arroio Chuí, o rio que divide os dois países, numa paisagem que rende fotos lindas. E fica a alguns passos da sua cidade xará Chuy, essa sim conhecida pelas lojas de importados com redução ou isenção de impostos (free shop).

Praticamente tudo na cidade acontece em uma única avenida que aliás, talvez por algum acordo de boa vizinhança, se chama Uruguai no lado brasileiro e Brasil no lado uruguaio. Logo me lembrei que em São Paulo, a estação do metrô Paulista fica na rua da Consolação e a estação Consolação fica na avenida Paulista –  só me dei conta disso quando um amigo de outra cidade comentou!

Pois bem, diante desse ecossistema é que Sandra tem o desafio de mobilizar os educadores da escola a repensar currículo e práticas pedagógicas, considerando os desafios que não são poucos, mas também as potencialidades. Por que o ensino do idioma inglês deve ser fortalecido em uma região dominada pelo espanhol e pelo português? Pois é, por ali você pode tanto escolher falar português como espanhol que sempre alguém vai entender e também responder no idioma que quiser, claro. O mesmo acontece com o dinheiro, exceto no free shop, você pode usar as duas moedas dos dois lados o tempo todo, pode variar, misturar, fica sempre ao seu critério ou da pessoa com quem você está negociando a mercadoria ou o produto.

Nossa oficina de DT foi marcada para a quinta-feira antes do carnaval, durante a semana pedagógica da escola. Tanto professores como funcionários foram convidados a conhecer a abordagem do DT para compreender como ela pode ser um instrumento tão poderoso para ajudar a buscar soluções para problemas cotidianos da escola, uma vez que o DT incentiva a colaboração e a empatia mútua. Estávamos esperando umas 10 pessoas, já que sempre há uma adesão, não uma convocação. Mas para nossa grata surpresa, vieram quase 30, tivemos que improvisar uma nova mesa e compor um grupo a mais ali na hora. Entre os educadores participantes, estava a merendeira da escola, uma mãe de aluno, uma vereadora da cidade, gestores da secretaria municipal de educação e um representante do comércio local.

Após conhecerem um pouco sobre a origem e os conceitos fundamentais do DT, o grupo recebeu o desafio de refletir sobre como o ensino da língua inglesa poderia se conectar com as necessidades do território, ampliar as possibilidades de uso significativo do idioma, considerando os aspectos positivos de diminuição de tempos e espaços físicos que a cultura digital pode proporcionar. Além de incentivar o grupo a prototipar criações variadas, a intencionalidade da formação foi mostrar como a colaboração é uma estratégia poderosa para o compartilhamento de ideias que tendem a ficar ainda mais viáveis quando o grupo trabalha com um propósito comum de tornar a escola um espaço de mais convivência e mais aprendizagem. Quer dizer, nada que não seja desejável em qualquer instituição educativa, por isso, não canso de dizer que o Chuí é logo ali!

TURMA 6 do #cursolabDT ON-LINE começa dia 27 de março, saiba mais aqui! 

Design, educação e a vida aparelhada

Quantos cliques de imagem você já deu hoje em seu celular? Seu aparelho multifuncional smartphone tem sido mais câmera fotográfica do que telefone nos últimos tempos?

Por Priscila Gonsales e Roberta Dabab*


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Já está tão no automático que quase nem paramos para pensar em como fotografamos pessoas e objetos a todo instante e subimos essas imagens nas diversas redes sociais on-line. Outro dia, em uma oficina de Design Thinking para Educadores, ouvimos de uma aluna do Ensino Médio, enquanto procurava o protótipo em vídeo produzido pelo seu grupo ao conectar o cabo do celular no computador: “Vamos ver se consigo achar, tenho mais de 2.500 fotos aí!”

A comunicação sempre foi, ao longo de toda a humanidade, fundamental para as relações humanas, mas o que vemos agora é a mediação dessas relações serem cada vez mais lideradas pelos aparelhos e dispositivos eletrônicos. A imagem virou mídia soberana; o olho o órgão dominante. Mas será que podemos usar nossa percepção e expressão — e por que não — nossa autoria para gerar criações com mais qualidade estética? Que possam ter a arte como ponto focal, instigando sensibilidade por parte de quem as produziu e de quem vai contemplar?

Esse é o mote do novo curso Design Thinking e a Educação na Sociedade Aparelhada, que agendamos para os dias 9 e 10 de março em São Paulo. Vamos unir os conceitos de empatia, colaboração e experimentação do DT com a ideia de uma sociedade aparelhada e dialógica, isto é, capaz de produzir imagens como resultado de uma postura criativa, livre de um olhar para os excessos e de representações óbvias. Algo que nos incentiva a primeiro refletir e interpretar aquilo que pretendemos representar.

Uma vez que vivemos cercados pelos aparelhos e suas programações, a emancipação humana poderá vir da busca de um diálogo com a tecnologia, com a arte, e a abertura para o novo, o erro , o diálogo. Trata-se de uma motivação para ampliarmos as possibilidades de inter-relacionar comunicação e educação. E esse movimento, claro, tem tudo a ver com Design Thinking.

Informações:  Design Thinking e a Educação na Sociedade Aparelhada
curso de 12 horas com saída fotográfica (tragam seus celulares!)
Dia 9 de março, das 14h -18h Dia 10 de março, das 9h-18h
Inscrições: www.gg.gg/DT-Sociedade

*Priscila Gonsales é diretora-executiva do Instituto Educadigital
*Roberta Dabdab é pesquisadora, artista visual e fotógrafa, desenvolve o projeto OJE – O Jovem Aparelhado

Inteligência Artificial na educação: possibilidades e desafios

IBM, PUC-SP e Educadigital organizam em parceria workshop em São Paulo reunindo professores e gestores para cocriação de ideias sobre o tema 


No dia 30 de novembro, na sede da IBM, em São Paulo, profissionais da educação, atuantes em redes públicas e privadas participaram de um encontro de cocriação a partir de uma imersão em Inteligência Artificial.  Cada participante tinha pouco ou nenhum conhecimento sobre o tema. A ideia central foi compreender o alcance dessa tecnologia para poder pensar como podemos nos relacionar com ela de forma saudável, procurando contemplar os apoios que ela pode oferecer e, claro, as limitações.

Para estruturar o encontro e as atividades, a abordagem do Design Thinking,  focada em empatia, criatividade, colaboração e experimentação. O DT busca criar uma cultura de inovação baseada no ser humano, isto é, sempre as pessoas envolvidas devem estar no centro do processo. O DT transforma o tradicional mindset baseado em “fazer para” para o de “fazer com” e vem sendo utilizado nas mais diversas áreas, de negócios ao terceiro setor e tem por objetivo incentivar a busca de soluções que resultem em valor percebido.


Ao encarar os temas e problemas cotidianos como desafios, é possível pensar em oportunidades que levem a soluções criativas. O Design Thinking é muito eficiente ao propor o trabalho em grupos para valorizar a troca e a colaboração. A primeira parte do encontro contou com uma apresentação do Thiago Soares, da IBM, sobre as soluções de Inteligência Artificial que já estão disponíveis por meio da tecnologia Watson. Para a escuta atenta dos exemplos apresentados, foram propostas as seguintes perguntas norteadoras:

  • Quais foram os problemas que a ideia/solução resolveu?
  • Quais os caminhos utilizados? Como poderiam ser utilizados em outros contextos?
  • Quais as estratégias?
  • Quais as inspirações?

Como resultado desse primeiro encontro entre educadores, o Educadigital e a PUC-SP estão organizando um relatório aberto, que ficará disponível online, com o objetivo de enfatizar a importância cada vez mais significativa de a educação se preparar para educar pessoas para tipos de competências e habilidades que não serão substituídas pelas máquinas. Se operadores de telemarketing, motoristas e recepcionistas são algumas das ocupações com dias contados, outras, cujo ponto focal seja o cuidado ou a habilidade de se relacionar com seres humanos tendem a crescer.

O relatório vai apontar, ainda, algumas das preocupações relacionadas a questões éticas que precisam ser consideradas, questões estas que  estão sendo pontuadas no mundo todo. Personalidades notórias como o físico Stephen Hawking e, até o momento, outras 8 mil pessoas assinaram uma carta aberta chamando a atenção para o uso responsável da IA em benefício da humanidade. Temas como “até que ponto” as informações pessoais podem ser colhidas ou usadas para outros fins, a privacidade,  a segurança, a exposição de crianças e jovens e questões que nem podem ser consideradas neste momento, precisam ser aprofundadas e debatidas, em especial, pelos educadores, pais e pela sociedade como um todo.