Curso-laboratório online Design Thinking para Educadores

De 22/9 a 16/11 – Podem participar profissionais e estudantes de todas as áreas do saber interessados em mediar processos educacionais colaborativos em escolas, ONGs, empresas e demais instituições


Vagas limitadas! Inscrições até 18/09 ou até a ocupação total das vagas

Empatia, colaboração e experimentação formam os três pilares do Design Thinking (DT), uma abordagem que pode apoiar a busca por inovação com qualidade, a partir da percepção de valor na vida das pessoas. O conceito ganhou popularidade no início dos anos 2000, quando a IDEO, uma das agências mais influentes e premiadas internacionalmente, com sede no Vale do Silício, na Califórnia/EUA, começou a utilizar em seus trabalhos de consultoria para organizações públicas e privadas do mundo todo. Em 2012, a IDEO lança um material especial voltado para educadores, o Design Thinking for Educators. Em 2014, o Instituto Educadigital (IED) traduz e lança a versão em Português, disponível para download na íntegra ou por capítulos e ainda para leitura online.


O Design Thinking  busca criar uma cultura de inovação baseada no ser humano. Vem sendo utilizada nas mais diversas áreas, de negócios a causas sociais e tem por objetivo estimular um processo de cocriação entre os envolvidos na busca de soluções que resultem em valor percebido pelas pessoas.

Um ano depois do lançamento do Design Thinking para Educadores no Brasil, o Instituto Educadigital vai oferecer o segundo curso de formação para facilitadores, o primeiro totalmente online, voltado para profissionais de todas as áreas do saber interessados em mediar processos educacionais colaborativos em escolas, ONGs, empresas e demais instituições.

O ambiente escolhido é o Moodle, um software livre, que foi personalizado por Daniel Neis, um dos organizadores do Moodle Moot Brasil e membro da comunidade REA do Brasil.  Trata-se de um espaço de aprendizagem colaborativa que estimula e permite a todos os participantes, de forma ativa, aprender em grupo a partir de conteúdos disponíveis online, referências teóricas e atividades interativas.  Para receber o certificado, o participante vai ter um mês para criar e implementar um protótipo de oficina.

De 22 de setembro a 16 de novembro de 2015, o curso tem carga-horária de 36h, com módulos temáticos começando toda semana. O tempo de dedicação semanal é definido pelo próprio participante conforme sua disponibilidade.

Inscreva-se já, vagas limitadas: https://educadigital.novoaeon.com.br/


Veja aqui as principais perguntas e respostas:  

É um curso para quem está no mercado?
Sim, é um curso para quem está trabalhando, estudando, buscando desenvolver habilidades e refletir sobre questões essenciais para atuar na área de educação ou em situações educativas dentro de empresas e instituições diversas.


Afinal, o que é prototipar?
Prototipar é criar protótipos, experimentos, práticas, atividades concretas a partir da aprendizagem que vai ser desenvolvida no curso. No curso, o protótipo será a criação e a implementação de uma oficina de DT pelo participante para um grupo de pessoas que ele escolher.


Quem pode se inscrever?
Profissionais das mais diversas áreas do saber e estudantes universitários que atuem ou tenham interesse em atuar com processos educativos colaborativos.


Quais serão os 5 módulos desenvolvidas no curso?

– Contexto da educação
– Introdução ao Design Thinking e ao Design Thinking para Educadores
– Descoberta e Interpretação
– Ideação e Experimentação
– Mão na massa: crie sua oficina


Como está distribuída a carga horária de 36h?
O curso exige um mínimo de 1h de dedicação diária ou 7h por semana no total de 4 semanas de curso, um módulo por semana. Cada participante organiza e distribui o tempo conforme sua disponibilidade. No 5o módulo, o participante tem 8h para preparação da oficina como protótipo de finalização do curso e até 4 semanas para implementar, registrar e enviar como trabalho final.


Vai ter certificado?
Sim. Todos os participantes que concluírem o curso e realizarem o protótipo final receberão certificado. O participante poderá ainda optar por fazer parte da rede de Facilitadores Associados do Instituto Educadigital.


Quem é a mediadora?

Priscila Gonsales
Fellow Ashoka, máster em Educação, Família e Tecnologia pela Universidade Pontifícia de Salamanca (Espanha), pós-graduada em Gestão de Processos Comunicacionais pela ECA-USP, especialista em Design Thinking pela ESPM e  graduada em Jornalismo pela Cásper Líbero. Atua na área de educação e tecnologia desde 2001. Como pesquisadora do Cenpec (Centro de Estudos em Educação, Cultura e Ação Comunitária) coordenou o Programa Educarede no Brasil, pioneiro na formação para o uso educativo da Internet pelas escolas públicas de 8 países. É cofundadora do Instituto Educadigital (www.educadigital.org.br), que trabalha em prol da educação aberta na cultura digital. É consultora da pesquisa TIC-Educação, realizada anualmente pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, uma das autoras do livro Recursos Educacionais Abertos (www.livrorea.net.br) e editora da versão em Português do material Design Thinking para Educadores. Em 2012 representou o Brasil no Congresso Internacional de Recursos Educacionais Abertos da Unesco em Paris/França.


Sobre o Instituto Educadigital
Desde 2011, o IED tem utilizado o DT em suas atividades de formação, e também em processos de facilitação para planejamento e concepção de projetos educativos, como por exemplo: Edukatu, Escola Digital e Edufinanceira na Escola. Desde o lançamento do material, o IED já realizou formações no Colégio Porto Seguro, na Escola Bilíngue Aubrick, na Escola Judicial do TRT 2a Região, na Faculdade Getúlio Vargas e no SESI, todos na cidade de São Paulo; na Secretaria Municipal de Educação de Cajamar, na Grande São Paulo.  Também organizou oficinas na HUB  Escola em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba e na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), em São Bernardo do Campo. Atualmente está iniciando uma série de oficinas de formação presencial e mini-curso para o Programa Acessa SP em parceria com a Escola do Futuro da USP e desenvolvendo formação online e presencial para escolas do RS e SC participantes do Game Logus – A Saga do Conhecimento, da Fundação Sirotsky.


Qual o investimento?
R$ 1000,00  (um mil reais)
educadores da rede pública têm 40% de desconto


Formas de pagamento?
Em até 5x no cartão de crédito via Paypal
À vista via depósito bancário com 5% de desconto
À vista via boleto bancário, incluindo taxas bancárias
**para outras possibilidades escrever para: contato@educadigital.org.br


Inscreva-se aqui: https://educadigital.novoaeon.com.br/
Ao entrar na home-page do curso, clique no Curso Design Thinking para Educadores. Vai abrir uma página de login. Se for a sua primeira vez no ambiente, clique no botão “criar uma conta” depois de ler as instruções. Depois de preencher o formulário, você vai receber um email pedindo confirmação. Confirme para poder acessar o ambiente com seu login e senha. Acesse e clique novamente no Curso Design Thinking para Educadores que vai aparecer o botão do PayPal. Feito o pagamento, você já vai entrar no ambiente do curso.


Informações
contato@educadigital.org.br

Design Thinking, Criatividade e Práticas Educacionais

Nome: Amanda Zilli
E-mail: amanda_zilli@hotmail.com
Localização: Londrina – PR

Qual foi o seu desafio (ou do seu grupo)?
O grupo tinha como desafio propor alternativas para a dinâmica da prática escolar no contexto da emergência de novas tecnologias digitais e interativas que alteraram o modo como os estudantes de relacionam com o conhecimento. O grupo deveria utilizar ferramentas disponibilizadas pelo Design Thinking.

Como a equipe foi organizada (quem participou do processo)?
Designers, artistas visuais, estudantes de licenciaturas e professores.

Usou o material Design Thinking para Educadores? O que achou?
Sim, o conteúdo disponibilizado pelo material foi indispensável para apresentar o processo para os participantes que ainda não conheciam e para direcionar as atividades.

Quais foram os resultados ou os aprendizados?
Um dos projetos foi a criação de um aplicativo para ‘conectar’ professores, alunos e conteúdos programáticos. O outro, foi uma ideia para a flexibilização ou adequação do currículo para que os alunos tenham horários disponíveis para projetos na sua área de interesse. A troca de experiências entre o grupo composto por designers, artistas visuais, estudantes e professores resultou em projetos com uma visão mais abrangente.

Edufinanceira na Escola

Nome: Priscila Gonsales
E-mail: prigon@educadigital.org.br
Localização: SÃO PAULO – SP

Qual foi o seu desafio (ou do seu grupo)?
Como podemos criar uma plataforma com interface lúdica e interativa para disponibilizar para download os livros do Programa Educação Financeira nas Escolas, criado pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF), dentro da Estratégia Nacional de Educação Financeira?

Como a equipe foi organizada (quem participou do processo)?
Fizemos um processo de cocriação com a equipe da AEF e professoras da rede pública que participaram do projeto piloto de uso dos materiais na escola, convidamos também professoras que ainda não conheciam o material.

Usou o material Design Thinking para Educadores? O que achou?
Sim, utilizamos a abordagem do DT, especialmente a descoberta para traçar um perfil do público que iria utilizar os materiais, a ideação para gerar possibilidades que essa plataforma teria e, finalmente, a experimentação, quando fizemos os desenhos de como os temas e subtemas poderiam ser apresentados ao usuário.

Quais foram os resultados ou os aprendizados?
A plataforma ficou pronta: www.edufinanceiranaescola.org.br

Ipads na sala de aula – como usar?

Nome: Solange Giardino – Colégio Dante Alighieri
E-mail: solange.giardino@gmail.com
Localização: SÃO PAULO – SP

Qual foi o seu desafio (ou do seu grupo)?
Tenho participado de formação de professores para a utilização de dispositivos móveis na sala de aula e o desafio é instigar o professor a perceber o panorama da aula tradicional e suas consequências, tanto para eles como para os estudantes, criando uma atmosfera favorável à entrada dos iPads na sala de aula, aproveitando as potencialidades que ele oferece de propiciar o protagonismo do aluno e a descentralização do papel do professor.

Como a equipe foi organizada (quem participou do processo)?
Os professores foram divididos em grupos de 4, de forma que tivessem como parceiros os colegas de outras áreas e que atendem a faixas etárias diferentes.

Usou o material Design Thinking para Educadores? O que achou?
Sim e achei ótimo, pois mobiliza os professores a refletir sobra sua pra’tica de forma sutil e ao mesmo tempo poderosa.
O uso do mapa da empatia para o professor analisar como o estudante é, o que ele espera e suas dificuldades, complementa, de forma positiva, a visão que ele faz da sala de aula. É o fechamento e a complementação do eixo ensino X aprendizagem.

Quais foram os resultados ou os aprendizados?
Os resultados foram muito positivos e, ao final do uso do DT, o terreno estava fértil, e fizemos uso da metodologia blended learning “rotação por estações”, para apresentar aos professores alguns Apps de autoria que serão utilizados em sala der aula, após a elaboração de sequências didáticas por parte deles.

TamoJunto e o design thinking

Nome: Anderson Kubiaki
E-mail: 1potterson@gmail.com
Localização: Guaíba – RS

Qual foi o seu desafio (ou do seu grupo)?
Realização da primeira Imersão do Coletivo TamoJunto em uma escola pública, em três encontros ensinar os alunos a tirarem suas ideias do papel utilizando métodos do design thinking.

Como a equipe foi organizada (quem participou do processo)?
O projeto foi construído de forma colaborativa, a equipe se dividia em facilitadores (membros do coletivo) e fazedores (alunos e membros da comunidade).

Usou o material Design Thinking para Educadores? O que achou?
Sim, utilizamos as bases do Design Thinking para Educadores: Sentir, Imaginar, Fazer e Compartilhar, de forma muito satisfatória o material proporcionou experiências enriquecedoras.

Quais foram os resultados ou os aprendizados?
A Imersão proporcionou ações tanto na escola como na comunidade, como exemplo, um protótipo de lixeira para paradas de ônibus na cidade. Acreditamos em tirar ideias do papel, mudar a escola, fazer coisas iradas e que não precisamos esperar para isso acontecer.

Confira como foi nossa Imersão: https://vimeo.com/113565077
Facebook: /coletivotamojunto

Educadigital abre processo de seleção para curso-laboratório online

Formação online sobre Mídias, Educação e Cidadania na Cultura Digital propõe aprendizagem colaborativa para inovar e prototipar a partir de conteúdos e reflexões em grupo com base na abordagem do Design Thinking


O Instituto Educadigital, organização da sociedade civil especializada em educação aberta na cultura digital, inicia hoje o processo seletivo para o Curso-Laboratório Online de Mídias, Educação e Cidadania na Cultura Digital, com início previsto para 20 de abril. Trata-se de um espaço de aprendizagem colaborativa que estimula e permite a todos os participantes, de forma ativa, aprender em grupo a inovar e prototipar, a partir de conteúdos disponíveis online, referências teóricas e atividades interativas.  

No Curso-Laboratório, com duração prevista de 8 meses, teoria e prática se encontram, tendo como suporte conteúdos e mediação/facilitação do Instituto Educadigital. Conversas com especialistas convidados também serão constantes, promovendo a troca de experiências. Assim que se matricular no curso, cada participante recebe um “Plano de Estudos” para construir seu próprio “Percurso Individual”, ou seja, vai registrar todo o processo de participação, envolvendo pesquisa, análise, interação e experimentação prática (prototipagem) até chegar ao seu objetivo.

Os temas de estudo, dentro das áreas “Mídias, Cidadania e Educação”, são: Cultura digital e cultura livre; Comunicação: discursos e narrativas contemporêneas em disputa na web; Diversidade cultural e identidade local; Educação e inovação; Participação política e cidadã.

Cabe ao participante decidir sua carga horária de dedicação, sendo que o mínimo é de 2 horas por semana horas. Os percursos individuais, assim como as produções criadas durante o processo serão avaliados para a entrega de certificação.

Gostaria de participar? Clique aqui e acesse a ficha de interesse 


Veja aqui as principais perguntas e respostas:

É um curso para quem está no mercado?

Sim, é um curso para quem está trabalhando, estudando, buscando avançar na formação, buscando desenvolver habilidades e refletir sobre questões essenciais para diferentes áreas, independentemente da idade ou da maturidade profissional. Vamos tratar de temas contemporâneos, de desafios recorrentes que cultura digital nos propõe, o que é comum a todos os que estão no mercado. E fazemos isso com a expertise que a equipe do Educadigital carrega na prototipagem de seus projetos e de parceiros.


Afinal, o que é prototipar?

Prototipar é criar protótipos, experimentos, práticas, atividades concretas a partir da aprendizagem que vai ser desenvolvida no curso. Os protótipos podem ser produções, processos, metodologias, enfim, o importante é colocar em prática simultânea aos estudos.


Quem pode se inscrever?

– Educadores (estudantes ou profissionais)
– Comunicadores (estudantes ou profissionais)
– Profissionais que trabalham com mídia e educação em diferentes campos, não apenas educadores e comunicadores diplomados ou que estejam estudando formalmente
–  Profissionais com perfil empreendedor nas áreas de educação e mídia e conectad@ com discussões e debates que envolvem cidadania e cultura digital


 Quais serão as temáticas desenvolvidas no curso?

– Cultura digital e cultura livre
– Comunicação: discursos e narrativas contemporêneas em disputa na web
– Diversidade cultural e identidade local
– Educação e inovação
– Participação política e cidadã


Quais os conteúdos em cada um dos temas principais ?

Mídias
Redes sociais digitais (abertas e fechadas)
Narrativas digitais: tendências, cases e como fazer
Novas mídias x liberdade de expressão
Jornalismo Público e Cidadão
Formas de visualizar a informação: design, dados e narrativas
 
Cidadania
Participação política
Cidades conectadas
Cultura de doar e financiamento coletivo
Hackerativismo
Advocacy e empreendedorismo social
 
Educação
Recursos Educacionais Abertos
Design Thinking para Educadores
Objetos digitais de aprendizagem e sala de aula invertida
Avaliação de projetos com tecnologias digitais
O que é inovar em educação?
 

Quem são as mediadoras?

Débora Sebriam – Educadora, mestre em Engenharia de Mídias para a Educação pela Universidade Técnica de Lisboa, Université de Poitiers e Universidad Nacional de Educación a Distancia – Madri. Atua com integração de tecnologias ao currículo, tecnologias e formação de professores, inovação pedagógica. Coordenadora de Educação com Tecnologias Digitais no Colégio Pioneiro, em São Paulo, tem liderado ações de formação de educadores para uso de Recursos Educacionais Abertos e apoio à criação e desenvolvimento de políticas públicas de educação aberta.

Giulliana Bianconi – Jornalista multimídia independente, planeja e desenvolve, para diversas organizações, estratégias e conteúdos digitais (narrativas) que reforçam a articulação em rede e têm potencial de fortalecer causas. Como consultora e facilitadora, também realiza formações de comunicação digital e cultura livre para organizações como  Instituto Rio, Fundação Ford, Rede de Fundos Independentes para a Justiça Social e Fundo Brasil de Direitos Humanos.

Priscila Gonsales – Fellow Ashoka, máster em Educação, Família e TIC pela Universidade Pontifícia de Salamanca (Espanha), cursou Design Thinking no Centro de Inovação e Criatividade da ESPM-SP, pós-graduada em Comunicação e Educação pela ECA-USP e graduação em Jornalismo. Co-fundadora do Instituto EducaDigital, atua na área de educação e cultura digital desde 2001, foi coordenadora do Programa Educarede no CENPEC. Em 2012 integrou o comitê brasileiro no Congresso Internacional sobre Recursos Educacionais Abertos da Unesco, em Paris (França). Editou e organizou a versão em Português do material Design Thinking para Educadores e, desde 2014 vem realizando formações de educadores de escolas públicas e privadas e em universidades.


Qual o investimento?

R$ 200,00 por mês

Informações
contato@educadigital.org.br

Gostou? Quer participar? Clique aqui e acesse a ficha de interesse

Design Thinking para Educadores alcança a rede pública

A SME-Cajamar (SP) foi a primeira rede pública do Brasil a participar de uma oficina baseada no Design Thinking para Educadores, especialmente planejada para 25 gestores técnicos pensarem em soluções criativas que pudessem aprimorar o trabalho deles em equipe, visando avançar no apoio a educadores e alunos das escolas.

“Mas o professor pode fazer essa atividade com os alunos!”, disse uma das gestoras da SME-Cajamar no momento de fechamento da oficina de Design Thinking para Educadores, em 27 de agosto.

Sequer foi preciso sugerir. O grupo, depois de vivenciar as etapas dinâmicas e colaborativas do processo, foi pontuando a importância do desenrolar de todo o processo e como esse dinamismo pode chegar, sim, à sala de aula!

Ao construírem “personas” pelas palavras-chaves nos post-its coloridos, perceberam características e necessidades comuns entre os públicos com quem trabalham diretamente. Ao elencarem qualidades de equipes de alta performance puderam perceber o que ainda precisam conquistar. Vivenciaram a riqueza do “compartilhar ideias que podem trazer mais fluidez ao cotidiano de trabalho”.

“Saiu, Priscila! E não é que conseguimos?”, comemorou entusiasmada uma das gestoras quando o grupo conseguiu esboçar a ideia em um esquema visual na hora da experimentação.

Os próximos passos do trabalho em Cajamar envolvem a realização de oficinas práticas com gestores e professores das 30 escolas da rede envolvidos na implementação do chamado “Projeto Institucional”, que tem por objetivo estimular a relação da escola com a comunidade local.

Escola Digital

Nome: Priscila Gonsales
E-mail: prigon@educadigital.org.br
Localização: Sao Paulo – SP

Qual foi o seu desafio (ou do seu grupo)?
Os Institutos Inspirare e Natura convidaram o Instituto Educadigital para apoiar o desenvolvimento de uma plataforma que pudesse reunir objetos digitais de aprendizagem disponíveis online no Brasil e em outros países. O desafio era elaborar os critérios de mapeamento desses objetos.

Como a equipe foi organizada (quem participou do processo)?
Foi organizado um encontro de cocriação com a participação de profissionais de diversas áreas: professores da educação básica, biólogos, designers, desenvolvedores de tecnologia, especialistas em educação e cultura digital. Por meio de um processo colaborativo baseado no design thinking, o grupo foi construindo junto quais as possibilidades de categorização dos objetos digitais para facilitar a busca do educador.

Usou o material Design Thinking para Educadores? O que achou?
Não. Ainda não estava disponível.

Quais foram os resultados ou os aprendizados?
A plataforma está no ar e pode receber sugestões dos usuários: www.escoladigital.org.br

Edukatu

Nome: Priscila Gonsales
E-mail: prigon@educadigital.org.br
Localização: Sao Paulo – SP

Qual foi o seu desafio (ou do seu grupo)?
Por meio do design thinking, o Instituto Akatu convidou o Instituto Educadigital para apoiá-los na criação de uma rede de aprendizagem sobre consumo consciente entre escolas brasileiras.

Como a equipe foi organizada (quem participou do processo)?
Por meio de um processo de design thinking, o projeto foi construído de forma colaborativa. Além da equipe gestora de educação do Instituto Akatu, participaram professoras da rede municipal, designers, jornalistas e especialistas em educação na cultura digital. Os encontros trabalharam oportunidades que um novo projeto educacional poderia trazer para o contexto da escola, considerando todas as possíveis barreiras relacionadas a gestão, ferramentas, espaço e currículo.

Usou o material Design Thinking para Educadores? O que achou?
Não. Ainda não estava disponível, mas o Instituto Educadigital, que foi parceiro da iniciativa, já vinha trabalhando com essa abordagem na construção de projetos educativos.

Quais foram os resultados ou os aprendizados?
Foi lançado em 2013 a plataforma Edukatu: www.edukatu.org.br

Que tal transformar desafios em oportunidades?

Publicado em HUB Escola

Conheci o Design Thinking (DT) em 2010, no curso da ESPM conduzido pelos feras Tennyson Pinheito e Luis Alt, hoje também idealizadores da Eise. A minha busca era por uma formação que pudesse apontar caminhos para inovar em educação. Na época, já tinha 10 anos de experiência em projetos educacionais com uso de tecnologias digitais. Gosto de contar uma história que ilustra bem porque acredito tanto no Design Thinking para Educadores.

Lá no início dos anos 2000, um dos projetos que tínhamos era uma oficina online de criação literária conduzida por um escritor, o querido Jorge Miguel Marinho. O ambiente virtual interativo e amigável permitia que os participantes fossem exercitando a escrita de poemas, artigos ou crônicas, e visualizando os apontamentos do autor para, em seguida, reescrever e aprimorar o texto. Criavam ali seu portfólio e, ao final, podiam publicar um livro virtual. Não havia nada parecido na época! Tínhamos certeza de que era uma inovação!

Eis que um dia, um dos participantes, um professor do Ceará, nos escreve um email com um pedido peculiar: “adorei a oficina, mas agora quero fazer a minha com meus alunos.” Oi? Como assim, uma sua? Pânico geral na equipe. Nossa ferramenta não era preparada para isso. Reuniões e mais reuniões depois, tomamos uma decisão inusitada: OK, pode fazer, a gente te ajuda, pois queremos observar como o processo vai acontecer.

E foi assim que aquele professor, com nosso apoio nas postagens (ele não tinha acesso ao “admin” do sistema), foi conduzindo sua própria oficina e nos fazendo perceber que lindo seria se outros educadores como ele pudessem criar também sua própria oficina online. Aí sim a inovação surgia! Era preciso reestruturar os projetos para atender a demanda! A experiência de observar a condução da oficina pelo educador cearense serviu para, meses mais tarde, reformularmos toda a ferramenta para que ela pudesse de fato oferecer um serviço ao usuário interessado em desenvolver uma oficina de criação de textos a distância e gerar seus próprios livros virtuais.

Para quem conhece um pouco sobre Design Thinking, a etapa da “empatia” logo vem à mente com essa história, cujo relato completo pode ser lido na publicação que lançamos em 2006. Mesmo sem conhecer o DT na época, já o praticávamos de alguma forma, quase sem querer. Por isso, quando conheci a abordagem do DT, fez todo o sentido.

Empatia significa conhecer o público envolvido no problema que queremos solucionar ou no desafio que precisamos resolver. Se o contexto é o da educação, estamos falando dos alunos, da comunidade e dos professores e gestores. Quem são? O que desejam? Como podemos contribuir para causar impacto positivo em seu dia-a-dia?

Em 2012, quando soube do material que a IDEO lançava, especialmente pensando nos educadores, fiquei muito entusiasmada e tratei de dar um jeito de trazer para o Brasil. Depois de algumas negociações, viagens a San Francisco e busca por patrocínio no Brasil, é uma alegria imensa ter liderado essa empreitada de elaborar a versão em Português que vamos lançar. Design Thinking para Educadores é um remix, um recurso educacional aberto (REA), licenciado em Creative Commons, que vai estar disponível para baixar na íntegra ou por capítulos.

Nesse processo, o Fabio Silveira, designer e professor, que já conduzia oficinas de DT na Hub Escola, quando soube da minha iniciativa, me procurou para uma parceria. Adoro quando essas coisas acontecem, pois eu justamente precisava de um parceiro de trabalho na condução de futuras oficinas. E o Fabio também ajudou na finalização do material e na construção dos roteiros dos vídeos que estamos produzindo. <3

Nossa estreia juntos será nas oficinas da Hub Escola, no dia 12 de fevereiro, em São Paulo e, no dia 14 de fevereiro, em Belo Horizonte. Além da empatia, vamos trazer as outras fases, especialmente dirigidas aos educadores: interpretação, ideação, experimentação e evolução. E vamos também contar um pouco de um “case” brasileiro, o Edukatu.

O que me empolga demais no material da IDEO é que o DT é apresentado como uma abordagem sim, mas não como uma fórmula pronta a ser aplicada. E isso é essencial em educação. Respeitar o contexto, as diferentes realidades, as pessoas e os saberes envolvidos. Enfatizar a construção e a reconstrução de forma permanente. E, sem dúvida, incentivar a autonomia dos nossos educadores.

Vamos experimentar?

Priscila Gonsales
Fellow Ashoka, máster em Educação, Família e Tecnologia pela Universidade de Salamanca (Espanha), jornalista especializada em educomunicação, co-fundadora do Instituto Educadigital. Desenvolve projetos e pesquisas em educação na cultura digital desde 2001 e facilita processos formativos envolvendo Recursos Educacionais Abertos e Design Thinking.