Debates online Webcurrículo

Começa hoje uma série de debates online como uma prévia dos debates presenciais do III Seminário Web Currículo: Educação e Mobilidade na PUC-SP.

O Instituto Educadigital é parceiro na divulgação e também participará do debate Games, Second Life e Aprendizado, no dia 09/11, com Débora Sebriam (coordenadora de projetos do IED). O debate conta com a mediação de Paloma Machado e as debatedoras Renata Kelly da Silva e Lyselene Candalaft Alcântara.

Debates online Web Currículo

De 5/11 a 9/11 no horário:
20h30-21h30 (Brasília/SP/Horário de verão)
19h30-20h30 (BR fora do Horário de verão)
22h30-23h30 (Portugal)

Participe, envie perguntas e comentários via
Blog – http://webcurriculo.wordpress.com
Twitter – http://twitter.com/webcurriculo#webcurriculo3
Facebook – Grupo Seminário Web Currículo PUC-SP
No horário via vídeo: Google Hangout

Confira a programação completa aqui.

OpenEd 2012: educação aberta

Aconteceu em Vancouver, de 16 a 18/10, a Conferência “Open Education” que na edição de 2012 procurou traçar um caminho para a educação aberta que caminha além dos conteúdos para a próxima década. O Brasil foi representado  na conferência com Débora Sebriam, coordenadorea de projetos do Instituto Educadigital e Carolina Rossini, ex-coordenadora e fundadora do projeto no Brasil.

Entre os projetos e temas tratados na conferência estiveram:

  • Estragégias de política institucional e governamental
  • Avaliações – formativa e somativa, diagnóstica e adaptativa
  • Abertura de grupos de estudo e outras oportunidades para a interação social
  • Novas pedagogias que aproveitam a reutilização, remixe e redistribuição de REA
  • Novos modelos de negócio
  • Novos modelos de certificação
  • Colaborações para expandir a educação aberta

Carolina Rossini (atualmente Electronic Frontier Foundation) e consultora do IED, foi uma das palestrantes convidadas do evento, juntamente com Gardner Campbell (Virginia Tech) e John Willinsky (Stanford University School of Education) e falou no auditório principal sobre REA no Brasil e outros casos interessantes.

Você pode conferir a apresentação e vídeo de Carolina Rossini na íntegra, logo abaixo.



Educação Aberta e REA são foco da série “Gerações Digitais” do Instituto Claro

O Instituto Claro lançou a segunda reportagem da série “Gerações Digitais”,cujo tema, tratou de Educação Aberta e Recursos Educacionais Abertos. Débora Sebriam, coordenadora de projetos do IED foi uma das entrevistadas.


A série Gerações Digitais vai ao ar a cada duas semanas e pretende registrar a trajetória das tecnologias digitais na educação nas últimas décadas, a partir de cinco temas-chave: Jogos (já publicada), Educação Aberta, Ativismo Digital, TICs na sala de aula e Mobile-Learning. Acompanhe e participe das discussões!

As tecnologias digitais vêm promovendo grandes mudanças na forma como as pessoas se informam e aprendem. No entanto, muitas destas mudanças não estão claras para professores e profissionais da área, que ainda apresentam dificuldades na hora de formular práticas pedagógicas para uma geração de alunos mais conectada e interativa.

Uma das novas práticas educacionais surgidas na última década é o conceito de Educação Aberta, que, para os mais radicais, se relaciona com a possibilidade de uma educação além da formal, que não depende do espaço escolar. Ou até com a substituição da escola tal como está constituída hoje, como provoca Nelson Pretto, doutor em educação e tecnologia e professor da UFBA. “Se pensarmos no formato tradicional das escolas, que só transmitem educação, as tecnologias digitais são mais efetivas”, afirma. No entanto, ele alerta: “Educação, porém, não é isso, não é transmissão de informação”.

Para Pretto, que possui um histórico de atuação com tecnologias na educação anterior à web 2.0-, as novas gerações se manifestam e produzem conhecimentos de maneira diferente. Atuando neste cenário há menos de dez anos, a educadora especializada em tecnologias digitais Débora Sebriam também acredita que uma grande transformação recente é o fato de que as pessoas passaram a produzir mais conteúdos e conhecimentos de forma colaborativa.

“A escola precisa se modificar. O esforço que tem que ser feito agora é o de transformá-la em um ecossistema pedagógico de produção de cultura e conhecimento. Para isso, é preciso uma mudança de currículo”, afirma Pretto. 


Experiências colaborativas e abertas

Uma das formas de trabalhar o espírito colaborativo da cultura digital em sala de aula, tanto no que diz respeito aos recursos quanto à metodologia de utilização, é através dos Recursos Educacionais Abertos. Ou seja, fazendo uso de ferramentas que estão em domínio público ou licenciadas de maneira aberta e que podem ser utilizadas e/ou remixadas por terceiros. Confira mais detalhes sobre os REAs na apresentação abaixo, elaborada por Débora Sebriam e Priscila Gonsales para o Seminário Recursos Educacionais Abertos, que aconteceu em Porto Alegre no dia 12 de setembro, por iniciativa do Projeto REA Brasil, Instituto Educadigital e Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Débora Sebriam lembra que este movimento chegou no Brasil em 2008. Hoje, já existe uma comunidade que se organiza a partir do portal do REA e apoia projetos de disponibilização e produção de recursos abertos.

No entanto, os recursos educacionais abertos não fazem a diferença sozinhos. Para Tel Amiel, pesquisador do Nied/Unicamp e coordenador do grupo de trabalho Educação Aberta, o que importa são as práticas que podem ser modificadas em sala de aula e para além dela, através da discussão de questões como remixagem e propriedade intelectual, por exemplo. “Os REAs são uma maneira de o professor e o aluno pensar questões que a Cultura Digital impõe”, afirma.

Segundo Débora, as novas gerações já começam a ter mais autonomia para a busca e produção de conhecimento a partir da internet, apesar da “colagem” ser uma alternativa antiga. “O copiar e colar é uma prática anterior ao mundo online. As pessoas copiavam coisas da Enciclopédia Barça, por exemplo. A questão é: com vários trabalhos copiados e colados, sem citações de fonte, o professor precisa propor releituras e reflexões. O que se impõe é uma questão metodológica”, afirma.


Desafios para os próximos anos

Construir uma escola que explore melhor o conceito de colaboração é um desafio que esbarra em alguns obstáculos. Nelson Pretto aponta que os professores precisam receber formação para atuar de forma mais efetiva com as novas tecnologias. “Formação não são somente cursos. É plano de carreira, é infraestrutura nas escolas, constante atualização e valorização da prática docente”, afirma.

Pouco a pouco, os REAs começam a aparecer como foco de políticas públicas. Débora lembra que, em São Paulo, os materiais educacionais municipais já são todos REA, a partir da aprovação do Decreto Municipal nº 52.681, de 26 de setembro de 2011. Além disso, há projetos de lei para ampliar o alcance dos REAs tramitando no Senado e no Estado de São Paulo. Detalhes sobre o projeto vão ser discutidos no VI Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que acontecerá no dia 9 de outubro, em Curitiba. “É importante transformar esta adoção em lei, para evitar retrocessos com troca de governos, por exemplo”, afirma a educadora.

A materialização dos REAs nas escolas brasileiras ainda depende de investimentos, mas será um caminho sem volta, na opinião de Débora. “Esta discussão só vai ganhar força nos próximos anos, principalmente porque envolve dinheiro público. Se é a sociedade que está financiando os materiais, eles devem poder voltar para a sociedade depois”, finaliza.

Para acessar o podcast publicado e apresentação elaborada por Débora Sebriam e Priscila Gonsales, acesse: Instituto Claro

Entrevista de Débora Sebriam sobre Recursos Educacionais Abertos (REA)

Entrevista ao Jornal Tribuna do Planalto – Ano 26 – Nº1.345 –  Goiânia, 16 a 22 de setembro  de 2012


O nome é novo e ainda desconhecido: Recursos Educacionais Abertos ou somente REA. “São materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão em domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros.” Quem explica é Débora Sebriam, uma das responsáveis pela difusão da proposta no Brasil.

A equipe do Caderno Escola a procurou para tirar dúvidas sobre o assunto e explicar o que isso tem a ver com a sala de aula. Débora é educadora e faz parte da equipe do Projeto Recursos Educacionais Abertos Brasil (REA-Brasil). Ela é mestre em Engenharia de Mídias para a Edu­cação pelas Universidades Técnica de Lis­boa, de Poitiers e Nacional de Educação à Distância de Madri.

As discussões sobre o tema estão florescendo. No início de março, foi realizada a primeira Semana Mundial da Educação Aberta. Mas o tema ganhou mais espaço na mídia brasileira a partir do final do mesmo mês, quando o Rio de Janeiro recebeu o Fórum Regional REA – América Latina, evento realizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Um de seus objetivos foi a elaboração de uma declaração que será apresentada no Congresso Mundial sobre Recursos Educacionais Abertos, a ser realizado em Paris, em junho. O assunto é internacional, mas pode se encaixar em qualquer sala de aula. Débora explica que os REA podem tornar todos os atores da educação ativos disseminadores e construtores do conhecimento.

“A autoria individual e colaborativa pode ser potencializada quando professores e alunos criam e publicam suas obras criativas, dando possibilidade para que outras pessoas possam adotar e /ou adaptar os materiais criados”, afirma. Por e-mail, ela respondeu algumas questões sobre o tema.


O que são, exatamente, os Recursos Educacionais Abertos? Quais são as possibilidades deles para o ensino?

Recursos Educacionais Abertos são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão em domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros. Incluem livros, planos de aula, softwares, jogos, resenhas, trabalhos escolares, vídeos, áudios, imagens e outros.

As possibilidades são inúmeras se partirmos da compreensão de REA como bens educacionais essenciais ao usufruto do direito de acesso à educação e à cultura. Eles podem facilitar o acesso ao conhecimento das pessoas que estão nas escolas e universidades e das que estão fora delas; incentivar práticas de colaboração, participação ativa da comunidade e compartilhamento.

É também uma forma de ter melhor aproveitados os investimentos públicos investidos em material didático. Os REA garantem liberdade, inovação metodológica e criatividade de produção, além de ser uma maneira de valorizar e reconhecer o professor como autor.


Qual a aplicabilidade deles para a Educação Básica?
Para a Educação Básica, os REA podem ser adotados como política educacional. Isso poderia ser feito em várias frentes, por exemplo, com a adoção preferencial por softwares livres, incentivo ao uso e à publicação de recursos educacionais com licenças abertas.

Para professores e alunos, abre-se a possibilidade de uso, redistribuição, remix de conteúdo aberto. A autoria individual e colaborativa pode ser potencializada quando professores e alunos produzem e publicam suas obras criativas, dando possibilidade para que outras pessoas possam adotar e /ou adaptar os materiais criados.

Para todos os atores implicados na educação, os REA podem torná-los ativos disseminadores e construtores colaborativos do conhecimento. Especifi­camente, esses recursos também potencializam metodologias educacionais que envolvem a solução de problemas, o construtivismo e o aprendizado individualizado. Isso porque as licenças abertas permitem que aquele material educacional seja moldado não só a necessidades regionais, mas também a necessidades individuais.

Os REA, além de poderem ser o elemento essencial do currículo, podem formar uma base gigantesca de recursos complementares para aqueles alunos que precisam de reforço escolar ou que aprendem melhor por meio das tecnologias, games ou exercícios interativos. Outro ponto são as inovações que a metodologia REA trouxe para crianças e adolescentes na maneira como interagem com livros didáticos. Nesse caso, chamamos de livros didáticos abertos (do inglês Open Textbooks). Esses livros permitem grande interação do indivíduo com o livro e com comunidades de prática que surgem ao redor daquele livro. Aqui você não só colabora com alunos de sua classe ou escola, mas com alunos do mundo inteiro que adotaram aquele livro didático.


Será preciso uma formação específica de professores para o uso dos REA?
Certamente os professores têm condições de ensinar e aprender com REA! Hoje, temos um professor que integra diferentes mídias no processo pedagógico. No contexto da cultura digital e da Sociedade da Informação, o professor já faz uso de muitos materiais compartilhados na internet e também compartilha seus materiais e experiências.

REA seriam um complemento para uma formação que já caminha com pernas próprias e que enfoca novos contextos de mediação em sala de aula. Os recursos educacionais abertos são baseados nos princípios de conteúdos de aprendizagem, ferramentas de criação e propriedade intelectual. Os professores já dominam ou estão a caminho de dominar pelo menos dois princípios (conteúdos e ferramentas de criação que podem incluir mídias digitais), falta uma discussão sobre propriedade intelectual.

Um entendimento sobre licenças abertas facilita a utilização de material e abre portas para que professores autores decidam como suas obras criativas podem ser usadas por outros, sem necessidade de intermediários. E também pode contribuir para que a escola saia da sombra da pirataria e gere uma conduta mais ética em relação à pesquisa e à produção de trabalhos de professores e alunos.

Os Recursos Educacionais Abertos podem abrir portas para que professores de todo o lugar do Brasil se tornem autores. E, quem sabe, tornem-se autores que tenham suas obras e trabalhos adotados em outras regiões.


Como teve início e se desenvolve hoje o Projeto REA-Brasil?
O Projeto REA-Brasil foi fundado em 2008 por Carolina Rossini e as atividades do projeto tiveram início com a visita de uma delegação internacional de experts e desenvolvedores de REA ao Ministério da Educação e com a realização de uma série de eventos de sensibilização em São Paulo e Brasília.

Esse projeto é um dos primeiros projetos no Brasil que tentam apropriar à realidade e às perspectivas brasileiras a discussão internacional acerca de REA e da Educação Aberta. Desde então, uma comunidade ativa de mais de 300 pessoas voluntárias ajudam a consolidar a discussão sobre REA no Brasil.

Atualmente, o Projeto REA-Brasil mantém relação e oferece suporte a diversos governos e instituições brasileiras e internacionais, incentivando ações. Atuamos colaborando com colégios, secretarias municipais de educação e até mesmo com as câmaras estadual e federal de deputados. Ajudamos a organizar e participamos de eventos, conferências, palestras e atividades educativas sobre REA no Brasil.

Em eventos internacionais, mantemos conversas com algumas editoras sobre novos modelos de negócio alternativos que gerem livros didáticos abertos ou versões digitais mais acessíveis e abertas em diferentes formatos. Também participamos ativamente da construção de políticas e leis que incentivam a adoção de REA.


Quais entraves os REA ainda encontram no Brasil para se popularizarem em políticas educacionais?
O conceito REA é novo não só no Brasil e ainda há muito por fazer. Há necessidade de um grande trabalho em cultura institucional para que a cultura colaborativa e de compartilhamento por meio da internet e dos REA seja vista como algo positivo e que tira nossos professores da sombra da “pirataria”.

Muitas vezes projetos têm como objetivo gerar recursos livres e práticas colaborativas, como é o caso do Portal do Professor do MEC [Ministério da Educação], mas acabam falhando na adoção de políticas claras de como os usuários podem, de fato, utilizar e apropriar-se de tais materiais. Ademais, no Brasil, as editoras possuem grande poder econômico, político e de mídia, como vemos há alguns anos ao redor do debate das cópias dos livros e da reforma de lei de direito autoral.

Tais atores econômicos ainda têm muito receio em relação à sustentabilidade de práticas REA e como tais práticas vão afetar seu poder de mercado. Por isso, nós do Projeto REA também tentamos estudar e gerar conhecimento sobre novos modelos de negócio que podem gerar sustentabilidade para as editoras.

Por fim, o governo brasileiro, diferente de outros, como o dos EUA ou da África do Sul (este último acabou de adotar livros didáticos abertos para todas as suas escolas da rede pública), ainda está longe desse debate. No Brasil, as práticas REA têm surgido de indivíduos que levam suas ideias para suas instituições, que reconhecem REA como parte de sua função social de geração e publicação de conhecimento e pesquisa.

Link original: Tribuna do Planalto

6º Seminário O Professor e a Leitura de Jornal

Participamos do 6º Seminário Nacional O Professor e a Leitura de Jornal — realizado pelo Grupo RAC, Associação de Leitura do Brasil e Associação Nacional de Jornais (ANJ) — realizado com a participação de 250 professores de todo o Brasil nos dias 12 e 13/07. Foram dois dias seguidos de palestras sobre o tema redes sociais e interatividade. O evento foi aconteceu Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e contou com a presença de importantes especialistas na área de comunicação, direito e tecnologia.

Débora Sebriam, coordenadora de projetos do IED, participou da mesa-redonda Redes Sociais, Cultura Digital e Formação de Leitores junto com Cristiane Parente (ANJ), José Armando Valente (Nied/Unicamp) e Pedro Dias Lopes (grupo RBS).


Acesse a apresentação de Débora Sebriam

REA e livro Memórias em Ilhéus-BA

Débora Sebriam, coordenadora de projetos do Instituto Educadigital, esteve no pontão de cultura verde Esperança da Terra em Ilhéus-BA a convite da ONG Thydêwá para uma palestra sobre Recursos Educacionais Abertos e uma reunião com os representantes das comunidades indígenas participantes do projeto do livro Memórias. A conversa tratou principalmente do uso de ferramentas e formatos abertos e licenças flexíveis para disponibilizar o livro.

Da palestra e do melhor entendimento sobre Recursos Educacionais Abertos e suas vantagens, na reunião com os indígenas participantes do livro” Memórias” nasceram sugestões de ampliar o projeto do livro, adicionando vídeos relatando o processo, galeria de imagens, disponibilização em distintos formatos (como pdf, odt, epub), a construção de um site próprio como o adotado pelo recém-lançado livro Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas, que tem como organizadora Bianca Santana, diretora de Educação do IED.