Palestra no Centro Paula Souza em São Paulo

Professores da educação de jovens e adultos de escolas técnicas estaduais de São Paulo conhecem mais sobre Recursos Educacionais Abertos


No dia 11 de maio, professores do curso de Aperfeiçoamento em Docência do Centro Paula Sousa tiveram a oportunidade de saber mais sobre Recursos Educacionais Abertos (REA) com a palestra realizada por Priscila Gonsales, diretora do IED, a convite da instituição.

Estiveram presentes cerca de 150 docentes, atuantes no ensino técnico, que estão preparando seus respectivos trabalhos de conclusão de curso e quiseram saber mais sobre as diferenças entre “gratuito” e “aberto” e também como poderiam encontrar recursos com licenças abertas. 

O Instituto Educadigital, por meio do Iniciativa Educação Aberta, pode ser contatado para formações e palestras sobre Educação Aberta, REA e licenças abertas Creative Commons, assim como para apoio técnico-pedagógico na concepção de projetos e políticas focados nessas temáticas. Para saber mais, envie um email para: contato@aberta.org.br


Segue a apresentação utilizada:

O uso das novas tecnologias amplia possibilidades de aprendizado

Na última semana o Todos pela Educação apresentou duas matérias sobre o mapeamento atual da internet nas escolas brasileiras e a integração das TIC na educação, vários especialistas foram consultados e entre eles a diretora-executiva do IED, Priscila Gonsales.

Segundo levantamento do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), de 2011, apenas 42,6% das escolas públicas de Ensino Fundamental têm acesso à internet e 55,9% delas ainda não possuem laboratório de informática.

No início do ano, o ministro Aloizio Mercadante anunciou que o MEC vai distribuir 600 mil tablets para os professores, com um investimento entre R$ 150 milhões e R$ 180 milhões. O processo vai começar antes que se tenha uma análise do impacto do Programa Um Computador por Aluno (Prouca), do governo federal. Pelo Prouca, criado em 2005, estados, municípios e o Distrito Federal podem adquirir laptops novos para as escolas. O programa chegou a apenas 2% das escolas do País.

Segundo especialistas, não adianta as ferramentas serem oferecidas sem o preparo dos profissionais da educação para lidar com elas. Para eles, a escola precisa saber incorporar as chamadas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) à rotina da sala de aula.

De acordo com Priscila Gonsales “as crianças e jovens vão para a escola como se fosse um mundo à parte daquilo que eles vivem” e “as pessoas já estão financiando, comprando os seus computadores. Isso já faz parte da rotina delas”.

A pesquisa TIC Domicílios 2011, do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação,comprova o que diz Priscila. Segundo o estudo, o crescimento do uso da internet em casa vem substituindo o acesso à rede em lan houses ou centros públicos de acesso pago. “A escola não pode estar desligada do que a sociedade é. Hoje estamos impregnados de uma cultura digital”, explica ela.

No caso da formação docente, Priscila diz, “o que falta hoje em dia são espaços de troca de experiência entre os professores. Seriam trocas presenciais ou online, onde os professores possam compartilhar seus desafios e dúvidas”. Segundo pesquisa recente do TIC Educação, para 70% dos professores a melhor forma de aprender é com a experiência de outro professor.


Leia na íntegra:

Menos da metade das escolas públicas de Ensino Fundamental tem acesso à internet

Para especialistas, o uso das novas tecnologias amplia possibilidades de aprendizado