Priscila Gonsales e Gilson Schwartz falam sobre uso de recursos digitais na aprendizagem

Priscila Gonsales, diretora-executiva do Instituto Educadigital, e Gilson Schwartz, pesquisador do núcleo de política e gestão tecnológica e coordenador do projeto cidade do conhecimento da USP, conversam com o jornalista Ederson Granetto sobre o uso de jogos virtuais e aplicativos para tablets e computadores na escola. Explicam a eficiência dessas novas ferramentas de ensino, como elas devem ser usadas e avaliam o preparo das escolas para essa nova fase da educação.


Creative Commons: usar, criar e compartilhar na cultura digital

O Instituto Educadigital realizou ontem (27/03), em São Paulo, a oficina Creative Commons: usar, criar e compartilhar na cultura digital. Essa atividade é uma das recompensas aos apoiadores do projeto de vídeo-entrevista com a educadora Léa Fagundes que realizaram doações pelo Catarse. Demais interessados puderam participar mediante inscrição prévia.

As discussões e dinâmicas de grupo passaram pelo direito autoral no Brasil, novos modelos de gestão do direito autoral, recursos educacionais abertos, novos modelos de negócio e as licenças Creative Commons e suas possibilidades de remix e compartilhamento.

Acesse nossa apresentação e desejamos a todos bons remixes e compartilhamentos.


O filme, os vídeos e a mobilização (parte I)

O que o sucesso de bilheteria 2 Filhos de Francisco, de 2005, pode ter em comum com dois projetos de vídeo recentemente bem-sucedidos em sites de crowdfunding? Enquanto me recuperava de uma gripe forte que trouxe dos meus 21 dias de “retiro” em San Francisco/EUA, pensava num gancho para escrever um post sobre a viagem. Foi quando me deparei na madrugada de ontem (insônia pela diferença de 6 horas de fuso), zapeando pela TV, com as cenas que eu mais adoro nesse longa do diretor brasiliense Breno Silveira, atualmente em cartaz com o ótimo Gonzaga de Pai para Filho.

Com todo seu entusiasmo misturado com amor e perseverança, o “seu” Francisco, pai de Zezé e Luciano, aposta, literalmente, todas as fichas mobilizando sua rede social para promover  a música de seus filhos. Para quem não lembra, ele primeiro deixa a fita demo na rádio local e depois começa a telefonar dos orelhões na cidade pedindo para tocar a música e, ao perceber que a ideia funcionava, compra muitas fichas de telefone e passa a engajar amigos, companheiros de trabalho e até desconhecidos nas ligações para poder conquistar seu objetivo de ver “É o amor” como a mais pedida nas paradas de sucesso.

Sempre choro nessa parte, confesso. Me emociono demais pensando em como é mesmo gratificante conseguir algo com nosso esforço e persistência, especialmente coisas em que se acredita e que parecem impossíveis. Nosso projeto da vídeo-entrevista da Léa Fagundes no Catarse foi assim. Quando tudo começou era apenas uma ideia que a gente sabia que devia fazer, que devia ir atrás. A trajetória de uma personalidade ilustre da educação brasileira, que vem inovando há tempos mesmo com todas as dificuldades, mostra que o foco sempre deve estar no desenvolvimento humano,  independentemente das mais avançadas tecnologias digitais.

Estamos muito felizes com o resultado, um trabalho árduo de edição (mais de 10 horas gravadas!) feito com nossos criativos parceiros da Filmes Para Bailar. O lançamento oficial será em fevereiro. Para tornar o projeto realidade, foram necessários 40 dias de trabalho intenso de mobilização de redes sociais. E nossas “fichas” estavam nos cliques e recursos digitais disponíveis, além dos inúmeros e-mails mais que pedintes para familiares e amigos íntimos. E conseguimos, até passamos da meta pretendida!

Nesse início de ano em San Francisco, tive a feliz oportunidade de acompanhar de perto outro projeto de vídeo bem-sucedido em crowdfunding graças também à forte mobilização de rede: o documentário Lives in Transit (vidas em trânsito) do Global Lives Project. Global Lives Project é uma ONG fundada em 2004 pelo sociólogo californiano David Evan Harris, que fez seu mestrado aqui na nossa USP e por isso fala um ótimo português. Sua missão é criar uma videoteca sobre a experiência de vida humana a partir da produção de vídeos que registram 24 horas na vida de pessoas comuns de diferentes lugares do mundo. Os vídeos, produzidos por videomakers independentes, são licenciados em Creative Commons, estão disponíveis na web (alguns já com legendas feitas por voluntários) e também em exibições periódicas em formato de instalação artística.

Empatia é a palavra-chave. Conhecer o outro para conhecer melhor a si mesmo. Uma iniciativa encantadora que faz lembrar as palavras de Eduardo Galeano: “é preciso ser capaz de olhar o que não se olha, mas que precisa ser olhado, as pequenas coisas de pessoas anônimas que os intelectuais costumam desprezar”.

Quando cheguei ao escritório deles no aconchegante coworking PariSoma, no início de janeiro, a arrecadação no Kickstarter não tinha chegado nem na metade e só restavam 6 dias para o prazo final. Postais estavam sendo preparados para enviar pelo correio, tuitadas e mais tuitadas, e-mails para amigos e amigos de amigos, posts os mais diversos no Facebook. Mas a ação mais bacana que participei foi a uma força-tarefa do conselho de voluntários, um dia antes do prazo final. Todos juntos, na mesma sala, divulgando e acompanhando a arrecadação em tempo real. Um lindo processo que gerou um resultado mais que satisfatório: a campanha atingiu 10 mil dólares a mais do pretendido. Com o valor excedente, a equipe vai produzir um material educativo para apoiar o uso dos vídeos nas escolas. E um novo site do projeto será lançado também agora em 2013.


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Pessoas, projetos e inspirações (parte II)

Sem dúvida, San Francisco é uma cidade altamente inspiradora para quem quer arriscar sair da zona de conforto e deixar vir a ousadia. Em inglês, o termo seria “risk taker”, justamente para designar aqueles que acreditam piamente nas palavras do poeta de que “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Listo aqui alguns dos projetos incríveis que conheci, cada um deles mereceria um post específico (quem sabe ainda faço):

PariSoma, um coworking arrojado, organizado em dois andares independentes, porém integrados.  Na parte de baixo, mesas de ping-pong se transformam em estações de trabalho coletivo durante o dia e, à noite, são dobradas e recolhidas para darem lugar a eventos, debates, exposições e cursos os mais variados. O piso de cima é reservado a equipes de uma mesma empresa e/ou instituição. Bolas de alongamento estão ali espalhadas para uma esticadinha básica  durante o expediente.

Women Who Code, coletivo de mulheres apaixonadas por tecnologia digital. Atualmente, elas já são mais de 2 mil e fazem encontros presenciais específicos sobre alguns temas e também promovem seus “talks” para que possam compartilhar  projetos e experiências de trabalho. Um desses “talks” aconteceu no PariSoma no dia 10 de janeiro. E eu estava lá!

Women 2.0 é mais uma iniciativa de mulheres inovadoras em tecnologia. Uma rede que reúne empreendedoras e potenciais financiadores e  já conta com uma versão em Espanhol. Oferece encontros, competições e conferências como esta que será em fevereiro deste ano.

Dojo é uma start-up que nasce de uma ideia de associar tecnologia para estimular atitudes positivas em larga escala, a partir da motivação em rede. Praticar meditação, parar de fumar, comer salada, escrever um diário, telefonar para amigos, dizer a sua esposa que você a ama são algumas dessas atitudes disparadas por um app para celular. Seu idealizador, Jordy Mont-Reynaud, que já trabalhou em outras start-ups no Vale do Silício, como o Facebook, acredita no poder da tecnologia para alcançar milhões de pessoas e que inserir mais atitudes positivas no cotidiano delas pode ser mais fácil com a ajuda mútua de amigos dessa rede.

DIY (Do It Yourself), esse na verdade foi descoberto aqui no Brasil pela minha parceira de trabalho Bianca Santana que, toda encantada, me “intimou” a visitar. E eu fui. Adorei. Me lembrei do projeto Minha Terra, uma rede social para escolas que fizemos no EducaRede de 2004 a 2011. O site, dirigido a crianças e jovens, funciona como um agregador de recursos interessantes, abertos e disponíveis na web, além de estimular que os usuários façam upload de suas próprias produções multimídias. Tudo em Creative Commons. A Daniela Silva, nossa consultora em dados abertos, aproveitou e já postou lá sua linda animação sobre o tamanho da Terra. “Awsome!”, foi o que ouvi da equipe DIY. Nós IED queremos trazer o DIY para o Brasil, traduzir e remixar. Ficamos de continuar essa conversa com eles 🙂

California Academy Night Life é uma baladinha no museu. Sim, imagine ir a um museu à noite e aproveitar a exibição tomando um vinho ou outra bebidinha a escolher e ainda dançar ao som dos DJs espalhados pelos vários cantos do lugar, do aquário ao simulador de terremoto. Nunca tinha visto um jacaré branco antes, parecia estátua até, mas num certo momento, não é que ele andou? Super iniciativa para pensar no Brasil e atrair especialmente o público adolescente (claro que com refrigerantes e sucos!) para ir a museus e centros culturais, #ficaadica para as novas gestões municipais.

Design Thinking for Educators é uma iniciativa da IDEO para educadores, agora em sua segunda edição licenciada em Creative Commons. A IDEO é uma das companhias mais referenciadas no mundo no tema inovação, que tem na abordagem do Design Thinking seu principal foco de trabalho junto a seus clientes, a maioria grandes empresas. O escritório de San Francisco é simplesmente demais, à beira da baía, lembra um coworking dos mais inspiradores. Sem divisórias entre as mesas de trabalho, cantinhos de reunião com sofás e pufes, guarda-bicicletas suspenso, post-its coloridos e lousas brancas por toda parte. Como trabalhamos aqui no Brasil com formação de educadores a partir do DT, já fechamos com eles uma tradução oficial do material para o Português, agora precisamos de empresas/pessoas interessadas em patrocinar.

Carrotmob iniciativa que propõe atitudes em vez de boicotes e protestos contra empresas que não são socialmente responsáveis. Mobiliza um grande número de consumidores para adquirir determinado produto de uma empresa tendo como contrapartida dessa empresa a utilização de parte da verba em ações sustentáveis. Começou em San Francisco em 2008 e até hoje já realizou mais de 200 campanhas em 20 países.

FunsheapSF é um site muito interessante com dicas de atividades e eventos baratos e gratuitos em San Francisco. Criado por um casal que tem seus respectivos empregos em tempo integral (ele designer, ela restauradora) e que mantém o site por pura paixão e com alguma publicidade para pagar os custos de manutenção. Foi lá que descobri, por exemplo, o SF Crowdfunding Launch Party um evento com artistas e designers que estão usando o crowdfunding para viabilizar seus produtos.  Claro que já lembrei dos meninos do Catarse. Seria muito legal termos eventos periódicos como esse por aqui, com tantos projetos legais que estão conseguindo virar realidade nesses dois anos de vida do Catarse.

Techshop uma espécie de hackerspace criado e mantido de forma coletiva e aberta para quem quiser participar. Uma mesma ideia pode gerar várias outras, esse é o princípio deles. Não tive a oportunidade de visitar pessoalmente ainda, infelizmente, pois fica um pouco afastado da cidade. Mas a Gabi Augustini foi no ano passado e escreveu esse post aqui.


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Um lugar fascinante que não tinha ido da primeira vez é o Palace of Fine Arts, apresentado pela amiga e consultora de propriedade intelectual, Carolina Rossini, seu gentil  e talentoso marido John Wilbanks e o pequeno Noah que, aos 2 anos, era uma atração à parte por seu encantamento com os patos no lago. Uma estrutura momumental de inspiração greco-romana construída em 1915 para exibir o trabalho de artistas.

Para quem gosta de museu como eu, não dá para perder o lindo Asian Art Museum que traz um acervo belíssimo de obras artísticas das civilizações que formam o continente. Além de China (30% da população de SF é de origem chinesa) e Japão, o museu também contempla Vietnã, Índia e Mongólia, além de oferecer audio-guia gratuito para visitantes.

Na sequência, recomendo tomar um café no bairro Hyes Valley, ali pertinho, cruzando o Civic Center. Depois que conheci essa parte da cidade agora, apresentada pelo amigo e morador Jordy Mont-Reynaud, não achei mais graça no downton da Union Square.  Mais aconchegante e com menos turistas, o local tem uma atmosfera pacata durante o dia e boêmia durante a noite. Um certo ar parisiense até, para quem conhece Montmartre.

Quem quiser observar um pouco os contrastes da cidade, recomendo pegar um Muni no início da Mission St. a partir da 2nd ou 3th St. e ir até o ponto final. Dá para ter uma ideia de como a paisagem vai ficando diferente, algumas vezes mais residencial, outras parecendo que se está numa cidade completamente diferente, especialmente pelas evidências de imigração de hispanofalantes e asiáticos nos estabelecimentos comerciais.

Fiquei espantada com tantas pessoas que falam sozinhas nas ruas e nos ônibus em San Francisco, umas brigam mesmo, falando alto e gritando com as pessoas. E ninguém se incomoda, até riem. Parece que já estão acostumadas aos “crazy people”, como dizem e aos “homeless”, cada vez mais comuns nas áreas centrais, atraídos por uma ação humanitária que a cidade desenvolve.

Para quem quer aliar museu, conhecer cidade nova e ter, de quebra, uma vista deslumbrante, nada melhor do que ir a Berkeley . Pegue o bart (o metrô deles) no sentido East Bay e desça na estação Downtown Berkeley. Caminhe um pouco pela agradável Shattuck Ave e depois pegue um ônibus até o Lawrence Hall of Science para ter uma das vistas mais lindas da Bay Área. Fiquei umas duas horas ali só olhando para aquela beleza toda. Meditei bastante. Hoje posso dizer sem hesitar que esse é um passeio tão imperdível quando andar de bike na Golden Gate Bridge (que fiz na minha primeira vez).

Outra vista panorâmica imperdível e que fica dentro da cidade é Twin Peaks. De lá de cima dá para ter uma ideia de como SF é uma cidade plana, com poucos prédios concentrados no Financial District.

Comer em San Francisco é simples e barato. Saladas as mais diversas são encontradas em delis, pequenos restaurantes a até em farmácias (sim, as farmácias de lá parecem nossos supermercados daqui). Mas se a vontade pedir um jantar mais requintado, com preço justo e atendimento cordial, indico o Perbacco, também apresentado por Carol e John, que traz pratos criativos e deliciosos, especialmente frutos do mar.

Agora se a ideia é sair para dançar, a salsa é a opção mais divertida. Há várias casas que oferecem aulas antes da balada começar de fato. A mais famosa é o Café Cocomo, que fica num bairro um pouco escondido, mas está sempre cheio de pessoas das mais diversas nacionalidades. Desde os norte-americanos mais “duros” tentando aprender os primeiros passos até os hispanofalantes mais rodopiantes.

E o melhor da noite em SF é que acaba cedo, ou seja, dá para curtir sem correr o risco de não acordar a tempo no dia seguinte. Ah e uma dica incrível para quem ama dançar como eu: a OCD Dance é uma escola de danças, que oferece vários ritmos e funciona 7 dias por semana em todos os períodos. Dá para fazer aula avulsa ou fechar um pacote. Fiz uma aula maravilhosa de afro-brazilian dance, sugerida pela amiga Lauren Valdez, com quem trabalhei no projeto Global Lives Project.

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Fórum Internacional de Leitura Digital – FILD

Ocorrerá nos dias 9 e 10 de novembro, em parceria com a Escola de Propaganda e Marketing (ESPM), o Fórum Internacional de Leitura Digital – FILD. O evento é promovido pela Mais Que Nada Administração Cultural e pelo Estúdio Nômade.

O Fórum origina-se do Congresso Brasileiro de Leitura Digital (CBLD), que abordou a atual revolução tecnológica na educação. Em 2012, o evento internacionaliza seus horizontes e amplia as áreas de influência, olhando para transformações que ocorrem na sociedade e na economia. Para tanto convida pensadores, pesquisadores e empreendedores para refletirem sobre a Leitura Biodigital, “a interface que permeia átomos e bits cria uma convivência que é simultaneamente natural e artificial, e no meio estamos nós. As relações inter e intrapessoais assumem novos formatos, onde o conhecimento é adquirido com palavras e imagens em diferentes formatos”, explica Rafael Trombetta, um dos idealizadores do evento.

Priscila Gonsales, diretora executiva do Instituto Educadigital, é uma das palestrantes do evento.

Para conferir a programação completa, acesse o endereço: http://fild.com.br/

Fórum Internacional de Leitura Digital
Quando: 9 e 10 de novembro de 2012
Local: Escola de Propaganda e Marketing Sul
Investimento: R$100,00 (profissionais) e R$50 (estudantes)
Contato: luiza@estudionomade.com.br / 51.4101-1960

Debates online Webcurrículo

Começa hoje uma série de debates online como uma prévia dos debates presenciais do III Seminário Web Currículo: Educação e Mobilidade na PUC-SP.

O Instituto Educadigital é parceiro na divulgação e também participará do debate Games, Second Life e Aprendizado, no dia 09/11, com Débora Sebriam (coordenadora de projetos do IED). O debate conta com a mediação de Paloma Machado e as debatedoras Renata Kelly da Silva e Lyselene Candalaft Alcântara.

Debates online Web Currículo

De 5/11 a 9/11 no horário:
20h30-21h30 (Brasília/SP/Horário de verão)
19h30-20h30 (BR fora do Horário de verão)
22h30-23h30 (Portugal)

Participe, envie perguntas e comentários via
Blog – http://webcurriculo.wordpress.com
Twitter – http://twitter.com/webcurriculo#webcurriculo3
Facebook – Grupo Seminário Web Currículo PUC-SP
No horário via vídeo: Google Hangout

Confira a programação completa aqui.

Instituto Educadigital e Projeto REA Brasil no 4º Anuário ARede de Inclusão Digital

Instituto Educadigital tem a honra de fazer parte do 4º Anuário ARede de Inclusão Digital


Priscila Gonsales e Débora Sebriam do Instituto Educadigital estiveram presentes no Prêmio ARede de Inclusão Digital para prestigiar os vencedores da edição 2012 e o lançamento do 4º Anuário ARede de Inclusão Digital. A publicação retrata iniciativas de todo o país, realizadas pelo terceiro setor, setor privado e sociedade civil organizada.


Projeto REA Brasil e IED

O Instituto Educadigital é desde 2011 a instituição responsável pelo Projeto REA Brasil, coordenado por Priscila Gonsales e Bianca Santana. O Projeto REA Brasil é uma das iniciativas retratadas no Anuário ARede de Inclusão Digital 2012/2013.  O texto aborda as recentes conquistas do movimento REA no Brasil, como o Decreto do município de São Paulo, em que, a Secretaria Municipal de Educação instituiu licenciamento de toda a produção de material didático em Creative Commons, a chegada da proposta também para o Estado de São Paulo em 2011 e o PL Federal. Os eventos regionais que buscam empoderar professores, gestores públicos, advogados, analistas de sistema, etc, para levar REA para outros estados do Brasil tiveram destaque. O recente livro Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas, organizado por Bianca Santana (Instituto Educadigital/Casa de Cultura Digital), Carolina Rossini (Projeto REA Brasil/GPOPAI-USP) e Nelson Pretto (UFBA), que trata da questão da educação aberta e dos recursos educacionais abertos também foi citado.

Veja todos os premiados e homenageados na revista ARede.

REA: material didático, produção colaborativa e autoria na era da informação

O tema Recursos Educacionais Abertos esteve presente no 35º Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, realizado no estado de Pernambuco, entre os dias 21 e 24/10/2012. Bianca Santana, diretora de educação do Instituto Educadigital a tual coordenadora do Projeto REA Brasil juntamente com Priscila Gonsales, ministrou o minicurso REA: material didático, produção colaborativa e autoria na era da informação.

Estiveram presentes pesquisadores e pesquisadoras em Educação, docentes e discentes dos 111 Programas de Pós-Graduação em Educação deste país, além de convidados especiais que, com suas experiências e reflexões,  enriquecem o debate educacional. São eles pesquisadores estrangeiros de distintos países da América Latina, dos Estados Unidos e Europa. As Reuniões Anuais da Anped contam ainda com representantes de segmentos da sociedade civil organizada e do governo em seus distintos âmbitos.

Confira abaixo a apresentação utilizada para o minicurso.


Educação e Cultura Digital: o carnaval como inspiração para a escola da era digital

Em reportagem publicada hoje no jornal O Globo, a diretora executiva do IED, Priscila Gonsales, a professora Léa Fagundes, o pesquisador Henry Jenkins e a diretora do Instituto Paramitas, Cláudia Stippe falam sobre educação e cultura digital.

Henry Jenkins vê no carnaval mais do que uma festa popular: um exemplo de interação social que deve servir como modelo para os educadores da era digital. De acordo com o pesquisador americano, o carnaval e as escolas de samba são exemplos típicos de cultura participativa, onde todos estão aptos a produzir informação, e o conhecimento é passado de maneira informal.

Com a proliferação das tecnologias de informação, o sistema tradicional de ensino está com os dias contados. As pessoas, principalmente as mais jovens, buscam bens culturais antes inacessíveis, se comunicam por diversas mídias com grupos distantes fisicamente, mas com os mesmos interesses. Para Jenkins, se a escola não se apropriar dessa nova forma de difusão do conhecimento, ficará para trás.


Ética e segurança no currículo escolar

Além da falta de acesso, faltam treinamento e incentivos para que a tecnologia mude o dia a dia das salas de aula. Especialistas concordam que não basta colocar um tablet na mão do aluno e trocar o quadro negro por uma lousa interativa. É preciso mudar a maneira de ensinar.

“Ainda se olha para a tecnologia com o paradigma da revolução industrial. A cultura digital mudou o mundo, mas a escola continua com o sistema falido, de aulas de 50 minutos com o professor falando e o aluno escutando”, avalia Priscila Gonsales, diretora-executiva do Instituto Educadigital.

Para Jenkins, essa é uma das principais lacunas deixadas pela escola. Em vez de aproveitar os dispositivos técnicos para incentivar a participação, os estudantes ainda são mantido apenas como receptores. Segundo ele, os jovens da era digital são acostumados a produzir informação. Eles publicam filmes no YouTube, compartilham informações em redes sociais, e manter esse mundo fora das escolas é até mesmo perigoso para as crianças.

Apesar das dificuldades, existem experiências exitosas e não são poucas. A professora da UFRGS Léa Fagundes, de 82 anos, pioneira no uso da tecnologia na educação no Brasil, conta que em uma escola do Rio Grande do Sul atendida pelo projeto “Um Computador por Aluno”, do Ministério da Educação, os alunos estão se comunicando e trocando experiências com crianças do Uruguai e da Argentina.

Leia reportagem completa em  http://oglobo.globo.com/tecnologia/o-carnaval-como-inspiracao-para-escola-da-era-digital-6473977#ixzz2BMpkrTn1