OpenEd 2012: educação aberta

Aconteceu em Vancouver, de 16 a 18/10, a Conferência “Open Education” que na edição de 2012 procurou traçar um caminho para a educação aberta que caminha além dos conteúdos para a próxima década. O Brasil foi representado  na conferência com Débora Sebriam, coordenadorea de projetos do Instituto Educadigital e Carolina Rossini, ex-coordenadora e fundadora do projeto no Brasil.

Entre os projetos e temas tratados na conferência estiveram:

  • Estragégias de política institucional e governamental
  • Avaliações – formativa e somativa, diagnóstica e adaptativa
  • Abertura de grupos de estudo e outras oportunidades para a interação social
  • Novas pedagogias que aproveitam a reutilização, remixe e redistribuição de REA
  • Novos modelos de negócio
  • Novos modelos de certificação
  • Colaborações para expandir a educação aberta

Carolina Rossini (atualmente Electronic Frontier Foundation) e consultora do IED, foi uma das palestrantes convidadas do evento, juntamente com Gardner Campbell (Virginia Tech) e John Willinsky (Stanford University School of Education) e falou no auditório principal sobre REA no Brasil e outros casos interessantes.

Você pode conferir a apresentação e vídeo de Carolina Rossini na íntegra, logo abaixo.



Programa Roda de Conversa da Escola Municipal de Saúde aborda REA

No fim do mês de agosto, o Programa Roda de Conversa da Escola Municipal de Saúde de São Paulo convidou especialistas em Recursos Educacionais Abertos para abordar o tema. Participaram Priscila Gonsales, diretora-executiva do Instituto Educadigital representando o Projeto REA Brasil, Andreia Inamorato dos Santos do Projeto Oportunidad e Universidade Mackenzie, Alexandre Barbosa, do Centro de Estudos sobre Tecnologias da Informação e Comunicação e a coordenadora de gestão de pessoas da Escola Municipal de Saúde, Jeane Marinho.

Inaugurada em 2008, a Rede São Paulo Saudável, rede de transmissão e recepção de sinais de TV digital via satélite, conta com cerca de 1000 pontos de recepção dois estúdios de geração e três canais de TV, o Canal Cidadão, o Canal Profissional e o Canal Interativo.

Os objetivos do projeto são melhorar a capacitação dos profissionais, através de Educação à Distância; transmitir conteúdo educativo para os cidadãos usuários das unidades de saúde, enquanto estes estão aguardando atendimento. A Rede São Paulo Saudável é uma ferramenta de comunicação, que integra e difunde informações importantes em toda a rede municipal de saúde, de forma direta, rápida e objetiva.

Confira os 4 blocos do programa na íntegra:


“Mais importante do que falar de tecnologia na educação, é falar de cultura digital”

Priscila Gonsales, Diretora-Executiva do Instituto Educadigital colaborou com a matéria Inserir a Educação no mundo digital pode melhorar a qualidade de ensino do Blog Educação, veja abaixo.

As novas tecnologias já fazem parte do cotidiano da maior parte dos estudantes brasileiros. A pesquisa de Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC, na categoria Kids Online, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI, em 2012, comprovou que 47% das crianças entre 9 e 16 anos usam a internet todos os dias no país; 38% utilizam de duas a três vezes por semana; e apenas 5% utilizam uma vez por mês. Com base em dados como esses, especialistas acreditam que uma das grandes questões a enfrentar para garantir a qualidade do ensino seja a dificuldade existente para inserir a Educação no mundo digital.

“A nossa sociedade está mudando. Então, mais importante do que falar de tecnologia na educação, é falar de cultura digital”, disse a diretora do Instituto Educadigital, Priscila Gonsales. Para ela, a cultura digital que temos, hoje, não está inovando a maneira de ensinar. “Quando falamos só em tecnologia digital na educação, podemos, muitas vezes, fazer mais do mesmo. Você não muda as práticas e metodologias antigas só disponibilizando e introduzindo os equipamentos. Na verdade, precisamos começar a pensar em como mudar a lógica, em como a escola se abre para o mundo que está lá fora”, explicou.

Ao mudar a cultura digital atual, a escola atuaria como questionadora das novas formas de ser e estar. “A internet está criando valores que não tínhamos antes. A instituição de ensino, dessa forma, pode criar reflexões do tipo ‘identidade virtual versus identidade presencial’. Dá para ser duas pessoas ao mesmo tempo? Qual deve ser a postura no meio digital, já que todo mundo pode publicar o que quiser?”, exemplificou a diretora.

Além de assumir esse papel, a instituição de ensino, segundo Gonsales, teria que explorar três focos de aprendizagem: a pesquisa, a comunicação e a publicação. O primeiro ensinaria o aluno a como pesquisar, como achar o que procura em meio a quantidade ilimitada de informações que a internet proporciona. “É interessante pensar que, hoje, temos a vantagem de as coisas não serem totalmente confiáveis, porque é importante para o aprendizado o aluno saber desconfiar das informações, poder buscar em várias fontes, comparar e chegar ao que realmente vai ser útil”, contou a diretora.

O segundo foco, a comunicação, ou trabalho coletivo, abre o universo de informações da escola e permite o intercâmbio de informações com a sociedade. “As redes digitais possibilitam a comunicação entre escolas. Uma escola do Sul do país pode falar com uma escola do Norte. E, de repente, fazer um trabalho em conjunto, colaborativamente, respeitando as diversidades regionais”, sugeriu Gonsales.

Por fim, o foco na publicação ensina sobre a responsabilidade ao criar um conteúdo próprio e divulgá-lo na rede. “A criação de conteúdo próprio é muito positiva para o aluno. Mas, ele deve saber de sua responsabilidade diante do que publica. A escola pode ajudá-lo a compreender melhor seu papel no mundo digital”, afirmou.


O papel do professor

Desde que a internet se tornou ponto fundamental na vida do estudante, o professor e os livros didáticos deixaram de ser a única fonte de informação nas escolas. Por isso, o educador, segundo Gonsales, deve ser o facilitador da aprendizagem. “É por meio dessa nova dinâmica que a educação precisa pensar nas tecnologias digitais e em como, de fato, se consegue envolver os estudantes para que eles sintam vontade de aprender, para que a aprendizagem seja uma coisa para a vida toda – não só aquelas disciplinas específicas do currículo de cada ano.”

Para tanto, a especialista acredita que o professor deve deixar o medo de lado. “Ele tem que experimentar. Não dá para achar que precisa aprender primeiro para trabalhar e aplicar as tecnologias digitais na escola. A tecnologia se renova sempre. Por isso, é importante que ele experimente com seus alunos, porque eles também têm muito o que ensinar. Vamos todos aprender juntos.”

A introdução dessa cultura nas escolas não tem fórmula mágica. Para a diretora, isso deverá acontecer a partir do momento que estimular a troca de experiências entre os professores. “Na pesquisa TIC Educação, tanto de 2010 quanto de 2011, 70% dos professores revelaram que aprendem melhor sobre como inserir a tecnologia na aprendizagem quando trocam informações uns com os outros, informalmente”, explicou. Esse estímulo, para ela, partiria das políticas públicas voltadas à Educação. “Hoje, existem muitos programas de entrega de equipamentos nas escolas públicas, o que é muito bom, mas ainda falta uma formação continuada que estimule o professor a implantar a tecnologia em sala de aula. E não é alguém chegar e ensinar, é propiciar espaços de aprendizagem entre os professores. Isso é uma coisa que não vemos na política pública”, conclui.

Continue lendo e veja boas práticas de professores que integram e inovam com tecnologia na sala de aula.

REA foi tema de encontro para acadêmicos da UniBrasil

As Faculdades Integradas do Brasil e o Instituto Educadigital-Projeto REA realizaram, de 24 a 26 de setembro, a Semana de Estudos Interdisciplinares sobre Recursos Educacionais Abertos. O evento, voltado para os acadêmicos dos cursos de Educação Física, Pedagogia e Sistemas de Informação, trouxe para a palestra de abertura o Deputado Ângelo Vanhoni, que falou sobre “A discussão política sobre REA”, e uma das  coordenadoras do Projeto REA Brasil, Débora Sebriam (IED), que abordou o tema “REA: conceito, uso, criação e compartilhamento”.

Débora Sebriam, do IED/REA Brasil abriu o evento dando uma palestra introdutória sobre o assunto, discutindo sobre o conceito e a importância de REA, domínio público, licenças e formatos abertos, direitos autorais, repositórios do MEC, professor como autor de conteúdo e a necessidade do acesso a uma educação de qualidade por todas as pessoas e também com a participação das pessoas.

O Deputado Ângelo Vanhoni contou um pouco sobre o encontro relacionado aos recursos educacionais abertos, que aconteceu na sede da UNESCO, em Paris, com a participação de representantes de diversos países. Segundo ele, a experiência já está se consolidando na Inglaterra, na Califórnia e em outros estados americanos. “No Brasil tramitam projetos na Câmara dos Deputados a fim de garantir que as compras realizadas pelo estado brasileiro tenham conteúdos que estejam disponibilizados em rede livre, oportunizando a todos utilizar e contribuir para a produção desses conteúdos a fim de desenvolver a educação em todo território nacional”.

“A proposta estabelece que os recursos educacionais comprados pelo estado para serem utilizados em sala de aula possam ser também disponibilizados na internet de forma livre para todos que queiram acessar estes conteúdos, trabalhar com eles, recombiná-los ou desenvolver outros a partir deles”.

Vanhoni lembra também que o PL REA, “…é um projeto que certamente vai gerar muito debate. São interesses de diversas ordens que incidem sobre esta questão e há uma forte pressão do mercado. Para vocês terem uma ideia, o governo brasileiro é um dos maiores compradores de livros do mundo”.

Experiências Nacionais de REA

A 2ª noite de evento foi marcada por políticas públicas em tecnologia educacional no Paraná na apresentação da profa. Cineiva Paulino e algumas experiências de REA no Brasil com Mary Lane Hutner, professora da UniBrasil, que falou do projeto Folhas e Livro Didático Público, um projeto de Política Educacional implementada no estado do Paraná (2003-2010) com o objetivo de disponibilizar Recursos Educacionais Abertos.

O projeto Folhas é basicamente um processo de formação continuada dos professores, por meio da produção colaborativa de textos de conteúdos pedagógicos,  que  constituíram material didático para os  alunos e apoio ao trabalho docente. Devido a uma demanda da época (a compra de livros didáticos para o ensino médio), do Projeto Folhas acabou nascendo a ideia do Livro Didático Público que é composto basicamente de:

  • Texto de apresentação para cada conteúdo estruturante
  • Os Folhas partem de um problema e são  escritos com base em referência bibliográfica específica da disciplina, numa linguagem que busca contextualizar o conteúdo e fazer relações interdisciplinares.
  • Atividades de pesquisa e debates

Na 1ª noite do evento, Jairo Marçal, diretor acadêmico da Unibrasil e um dos responsáveis pelo Livro Didático Público do Paraná, endossou a fala do deputado Vanhoni e falou da importância de políticas públicas que valorizem o professor e que empreguem melhor os impostos pagos pela sociedade:

“…o mercado do livro didático é extremamente poderoso. Hoje um livro didático deve custar em torno de 60 reais. Nós conseguimos produzir, envolvendo professores da rede num esquema de pesquisa com apoio da universidade e provar que o professor era capaz de produzir textos de qualidade e material impresso com a mesma qualidade gráfica das grandes editoras e a um custo muito reduzido. Nós conseguimos produzir e entregar ao aluno gratuitamente e o custo para o estado foi 2 reais por livro. Estou falando de livros de 300 a 400 páginas com impressão colorida! Foi um choque tão grande e quem acompanhou sabe que a mídia se mobilizou muito naquela época para nos criticar. Pena que isso não se transformou numa política pública de estado. Ou seja, essa iniciativa demonstrou que apesar das forças contrárias é possível a sociedade se mobilizar e fazer enfrentamentos interessantes contra as imposições do mercado”.

Débora Sebriam, apresentou alguns projetos REA no Brasil, como o Portal do Professor, Domínio Público, Educopédia, Centro de Referência Paulo Freire, Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, Biografia colaborativa da Lea Fagundes e seus detalhamentos quanto a formato e licenciamento, além de publicação de material pelos professores em alguns desses espaços.

Talita Moretto, coordenadora de Programa Jornal e Educação (Projeto Vamos Ler/Jornal da Manhã) e professora de Mídias Digitais, trouxe sua experiência com recursos educacionais abertos, tecnologias digitais e uso de mídia na educação.  Para Talita, saber como utilizar os conteúdos é imprescindível antes de começar a publicar. É importante abordar a legalidade quanto ao que fazemos dentro dessas mídias. Ainda é pouco falado e considerado o direito digital e as pessoas se confundem sobre o que é “compartilhar”e o que é “se apropriar” de conteúdo de terceiros. Então, ao explicar sobre as leis que fiscalizam o mundo virtual falei sobre o Creative Commons e, consequentemente, sobre o REA. Nenhum aluno conhecia. Mostrei como funcionava o CC e, inclusive, levei materiais licenciados para eles perceberem que realmente existe.  O REA é o caminho para melhorar a educação de todos quanto à ética de uso e o bom senso, além de saber que é um material de qualidade diante de tantas coisas que encontramos sem curadoria na rede.

O evento terminou na noite do dia 26, com Awdrey Miquelin (UTFPR), falando sobre o papel do conhecimento tecnológico e a prática educacional em sala de aula e Antônio C. C. Marques (SEED-PR), que falou sobre Educação, tecnologia e software livre.

Leia mais sobre o evento em UniBrasil, REA Brasil e no site do Deputado Angelo Vanhoni.

UniBrasil, Instituto Educadigital e Projeto REA promovem seminário em Curitiba

Acontece entre 24 e 26/09 em Curitiba, no campus da UniBrasil, a Semana de Estudos Interdisciplinares sobre Recursos Educacionais Abertos. O evento é uma parceria entre a UniBrasil e o Instituto Educadigital, organizado pelo Projeto REA, Curso de Pedagogia, Licenciatura em Educação Física e Sistemas de Informação da UniBrasil e ocorrerá no Auditório do Bloco 6. São esperados mais de 400 graduandos das licenciaturas da instituição! Pessoas de fora da instituição também poderão participar via inscrição prévia.

Veja como ficou a programação do evento:

24/09/2012 das 19h00 às 22h00

19h às 19h30 – Abertura Institucional

Direção e Coordenação da UniBrasil

19h30 às 20h30 – Débora Sebriam (Projeto REA Brasil)

REA: conceito, uso, criação e compartilhamento

20h30 às 20h50 – Intervalo

20h50 às 21h30 – Deputado Angelo Vanhoni

A discussão política sobre REA

21h30 às 22h00 – Lançamento do livro Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas (algumas unidades impressas  estarão a venda)

25/09/2012 das 19h00 às 22h00

19h às 20h – Cineiva Paulino (UniBrasil)

Casos de ferramentas e recursos para formação de professores

20h às 22h – Experiências Nacionais de REA

Débora Sebriam – Projeto REA Brasil/Instituto Educadigital
Projetos REA no Brasil

Mary Lane Hunter – UniBrasil
Projeto Folhas e Livro Didático Público

Talita Moretto – Coordenadora do Programa Jornal e Educação e professora de Mídias Digitais   REA no ensino superior

26/09/2012 das 19h00 às 22h00

19h às 20h30 – Awdrey Miquelin (UTFPR)

O papel do conhecimento tecnológico e a prática educacional em sala de aula

20h50 às 22h30 – Antônio C. C. Marques (SEED-PR)

Educação, tecnologia e software livre

Especialistas falam sobre Recursos Educacionais Abertos

Gabinete Digital do Governador, publicou um vídeo com depoimentos de especialistas participantes do Seminário Recursos Educacionais Abertos (REA), realizado em Porto Alegre (12/09) e que debateu conceito e potencialidades de REA, assim como, apresentou projetos inovadores em educação.



Leia também: Seminário promoveu reflexão sobre Recursos Educacionais Abertos

Governo do RS e Projeto REA Brasil promovem seminário

O Seminário Recursos Educacionais Abertos aconteceu em Porto Alegre, no último dia 12/09, na Casa Mário Quintana (veja programação e anúncio aqui). O evento é uma promoção conjunta do Projeto REA BrasilInstituto Educadigital e Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretarias de Educação, de Comunicação e Inclusão Digital, e do Gabinete Digital do Governador.

O objetivo do evento foi proporcionar um espaço de debate e reflexão com representantes do governo do Estado do Rio Grande do Sul e os representantes dos Núcleos de Tecnologia Educacional que em sua grande maioria teve a sua primeira aproximação com a tema REA.

O evento foi aberto pela diretora do Departamento de Logística e Suprimento da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Ana Cláudia Figueroa, e pelo diretor de Inclusão Digital da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom), Gerson Barrey.

Após a abertura, Débora Sebriam e Priscila Gonsales iniciaram a parte introdutória a REA, propondo uma dinâmica a todos os presentes. Eles deveriam se posicionar em uma linha de concordância ou discordância sobre a afirmativa: autoria é sinônimo de propriedade. A maioria do grupo de quase 100 pessoas se posicionou contrário a afirmativa. Encerramos essa parte com a apresentação do vídeo “Drive”.



Drive from EISE on Vimeo.

Em seguida fizemos uma “apresentação-debate” sobre a origem, o conceito, as potencialidades, formatos e licenças abertas, projetos no Brasil, novos modelos de negócio em REA, sempre com a intervenção e participação do grupo.

Fechamos essa primeira parte do encontro com o seguinte desafio aos participantes:

Vocês irão lançar um livro com uma coletânea das produções dos NTE’s e publicar na internet. Como vocês compartilhariam esse conteúdo?

Escolha o(s) formato(s) e uma licença para o livro e justifique a sua escolha.

Três licenças foram levantadas – CC-BY, CC-BY-SA E CC-BY-NC e após um debate entre os participantes e considerando a sua posição de servidores públicos, a maioria achou interessante a adoção da licença CC-BY-SA, para garantir que obras derivadas não se tornem restritivas ou fechadas.

O período da tarde foi dedicado a debater sobre alguns projetos inovadores em REA e políticas públicas no Brasil.


REA e iniciativas inovadoras em educação

Anderson Duarte – Rede Social Educativa REDU (veja a apresentação aqui)

Anunciou aos presentes que o REDU (um verdadeiro mix de AVA com rede social), uma plataforma de ensino que foi construída tendo como base as interações sociais, prevê uma área de Recursos Educacionais Abertos dentro da própria plataforma para que os professores possam inseri-los em seus espaços de sala de aula online.

Rafael Pezzi (UFRGS) – Centro de Tecnologia Acadêmica

O Centro de Tecnologia Acadêmica (CTA) vinculado ao instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul tem como objetivo o desenvolvimento de projetos científicos e tecnológicos compatíveis com o compartilhamento de conhecimento, natural do espírito científico, fomentando o desenvolvimento e adoção de tecnologias livres e recursos educacionais abertos. Ele abordou os projetos de Estação Meteorológica ModularBlender Topográfico.

Eduardo Nogueira – Duda Library

Duda Library é um software livre que mapeia, indexa, armazena e redistribui Recursos Educacionais Abertos promovendo o uso educativo em escolas com pouca ou nenhuma conexão com a Internet. Segundo Eduardo Nogueira, a ideia é termos o Duda Library Central, que será responsável por indexar e fazer o download dos REAs dispostos em diversas Fontes de REAs (Ex: Domínio Público, Khan Academy, Portal do Professor, etc.). Após esta fase, o sistema o “empacota” e cria um formato padrão. Na outra ponta, no servidor da escola/comunidade, você pode instalar o Duda Library e baixar os conteúdos da Central pela Internet (durante a madrugada, por exemplo, fazendo um uso eficiente da conexão) ou HD Externo/pendrive. Os alunos/comunidade poderão então acessar os REAs pelo navegador. A disponibilidade da API permitirá a criação de aplicativos para tablets/desktops/celulares. Leia entrevista ao site REA aqui.

Priscila Gonsales – Projeto Biografia Colaborativa da Lea Fagundes (veja a apresentação aqui)

Colaboração em rede e licença aberta é o caminho que se busca para a construção dessa biografia e vem dando certo! Nos últimos dias o IED comemorou uma etapa importante e bem-sucedida do projeto. Com 213 apoiadores, a parte audiovisual da biografia, um vídeo-entrevista com a própria Léa Fagundes, foi financiada na plataforma de crowdfunding Catarse e será produzida nos próximos meses.


Políticas Públicas de REA no Brasil

Para fechar o evento Mary Lane Hutner e Débora Sebriam falaram sobre políticas públicas que apoiam e incentivam REA no Brasil como o Projeto Folhas e o Livro Didático Público no Estado do Paraná e os Projetos de Lei Federal e PL Estadual de São Paulo, além do Decreto REA da cidade de São Paulo e o PNE. Veja apresentações abaixo.

Notícias vinculadas:

Gabinete Digital: Governo do RS promove Seminário sobre Recursos Educacionais Abertos

Secretaria de Educação do RS: NTEs discutem uso de recursos educacionais abertos

Bagé e Ijuí no RS, recebem palestra REA: práticas colaborativas na web

Entre os dias 29 e 30 de agosto, o projeto REA Brasil, projeto que o Instituto Educadigital é o atual gestor regional no Brasil, participou e apoiou dois eventos regionais no Rio Grande do Sul, o Seminário Binacional Brasil-Uruguai sobre Modernização Tecnológica na Educação, em Bagé e o IX Seminário de Tecnologia Educacional – Cultura Digital: cenário para o diálogo escolar, realizado pelo Núcleo de Tecnologia Educacional de Ijuí.

Em postagem pré-evento de Bagé, o gestor de mídias sociais do Gabinete Digital, Everton Rodrigues destacou o uso dos Recursos Educacionais Abertos (REA) como algo estratégico para potencializar o desenvolvimento de uma educação participativa. Os REA promovem a superação da educação broadcasting onde todos recebem o mesmo conteúdo independente da realidade local. “Livros didáticos financiados com dinheiro público devem ser licenciados de forma a permitir que professores e alunos possam adaptar os conteúdos à sua realidade local, transformando-se em co-autores dos materiais e conteúdos didáticos, desenvolvendo assim, uma consciência coletiva crítica”.

Os dois eventos contaram com a presença de grande público e em sua maioria ouviu pela primeira vez sobre REA . Os projetos de política pública REA tiveram destaque na fala das representantes do REA Brasil, Débora Sebriam e Priscila Gonsales, além de vários projetos REA no Brasil. Houve também lançamento do livro Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas.

Copie, distribua, remixe, crie a sua própria formação REA usando o arquivo abaixo.


Biografia da Léa Fagundes: Fase 1 bem-sucedida

Colaboração é o conceito que rege a proposta da biografia da educadora Léa Fagundes, projeto idealizado pelo Instituto EducaDigital. Colaboração em rede é o caminho que buscamos para a construção dessa biografia….e vem dando certo!

Nos últimos dias comemoramos uma etapa importante e bem-sucedida do projeto. Com 213 apoiadores, a parte audiovisual da biografia, um vídeo-entrevista com a própria Léa Fagundes, foi financiada na plataforma de crowdfunding Catarse e será produzida nos próximos meses. No total, R$ 21.775 foram arrecadados e o valor será investido na produção de um vídeo com ares de documentário, com aproximadamente 40 minutos de duração.

Para atingirmos esse resultado tão positivo em uma campanha de doação na web, foram 45 dias de muito engajamento – da nossa equipe e de muitos que fazem parte da nossa rede. Usamos as redes sociais, contatamos centenas de pessoas por e-mail e contamos com ações presenciais, como a divulgação na Bienal do Livro, em São Paulo, e em seminários que reuniram especialistas em educação e novas tecnologias.

Vimos educadores, pesquisadores, gestores de educação e pessoas de diversas outras áreas que reconhecem a importância de personagens com a Léa Fagundes dedicando-se a divulgar e a declarar o apoio à iniciativa do Instituto EducaDigital no Catarse. Sem todo esse movimento, não teria sido possível alcançar o sucesso.

Contrapartidas – Todos os colaboradores tiveram a oportunidade de escolher recompensas na página do projeto. Essas contrapartidas permitem aos doadores desde garantirem os seus nomes nos créditos do vídeo-entrevista até realizarem um workshop presencial sobre Uso das Licenças Creative Commons. Camisetas do projeto e cópias do DVD com a vídeo-entrevista também estão entre as recompensas, que variam de acordo com o valor doador.

O modelo de crowdfunding foi uma escolha acertada para esta etapa da biografia, e se apresenta como mais um caminho para viabilizar projetos de empreendedores em quaisquer áreas, inclusive na educação. A partir de agora, a nossa equipe passa a produzir o roteiro do vídeo-entrevista e segue buscando captar recursos para a segunda parte da biografia, o livro (impresso e digital).
Você pode acompanhar todo o projeto no blog. E participar por meio da galeria colaborativa, lá mesmo, no mesmo blog.

REA Brasil em Bagé e Ijuí-RS

Práticas Colaborativas na Web


Entre os dias 29 e 30 de agosto, o projeto REA Brasil participou e apoiou dois eventos regionais no Rio Grande do Sul, o Seminário Binacional Brasil-Uruguai sobre Modernização Tecnológica na Educação, em Bagé e o IX Seminário de Tecnologia Educacional – Cultura Digital: cenário para o diálogo escolar, realizado pelo Núcleo de Tecnologia Educacional de Ijuí.

Em postagem pré-evento de Bagé, o gestor de mídias sociais do Gabinete Digital, Everton Rodrigues destacou o uso dos Recursos Educacionais Abertos (REA) como algo estratégico para potencializar o desenvolvimento de uma educação participativa. Os REA promovem a superação da educação broadcasting onde todos recebem o mesmo conteúdo independente da realidade local. “Livros didáticos financiados com dinheiro público devem ser licenciados de forma a permitir que professores e alunos possam adaptar os conteúdos à sua realidade local, transformando-se em co-autores dos materiais e conteúdos didáticos, desenvolvendo assim, uma consciência coletiva crítica”.

Os dois eventos contaram com a presença de grande público e em sua maioria ouviu pela primeira vez sobre REA. Os projetos de política pública REA tiveram destaque na fala das representantes do REA Brasil, Priscila Gonsales e Débora Sebriam, além de vários projetos REA no Brasil. Houve também lançamento do livro Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas.

A apresentação está disponível aqui e você pode conferir algumas fotos dos eventos aqui.